quarta-feira, 2 de maio de 2012
sexta-feira, 20 de janeiro de 2012
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Quem, além de você?
Quem, Além de Você?
Leoni
Foi só um sorriso e foi por amor
Nenhuma ironia, não foi por mal
Foi quase uma senha pra te tocar
Nem foi um sorriso, foi um sinal
Por trás das palavras, da raiva de tudo
Sorri pra tentar chegar em você
Foi como fugir pra nos proteger
Enquanto eu sorrir ainda posso esquecer
Porque
Quem vai te abraçar?
Me fala quem vai te socorrer
Quando chover e acabar a luz
Pra quem você vai correr?
E quem vai me levar
Entre as estrelas, quem vai fazer
Toda manhã me cobrir de luz?
Quem, além de você?
Ninguém tem razão, tenta me entender
E a gente é maior que qualquer razão
Foi só um sorriso e foi por amor
Te juro do fundo do coração
Foi como tentar parar esse trem
Com flores no trilho e acenar pra você
Parece absurdo, eu sei, mas tentei
Enquanto eu sorrir ainda posso esquecer
Quem vai te abraçar?
Me fala quem vai te socorrer
Quando chover e acabar a luz
Pra quem você vai correr?
E quem vai me levar
Entre as estrelas, quem vai fazer
Toda manhã me cobrir de luz?
Quem, além de você?
Deixa isso passar, e quando passar
Vou estar aqui te esperando
Pra te receber
E sorrir feliz dessa vez
Que esse amor é tanto
Quem vai te abraçar?
Me fala quem vai te socorrer
Quando chover e acabar a luz
Pra quem você vai correr?
E quem vai me levar
Entre as estrelas, quem vai fazer
Toda manhã me cobrir de luz?
Quem, além de você?
sexta-feira, 14 de outubro de 2011
Feliz aniversário, mãe!
Obrigada por tudo que me ensinou, por todas às vezes que me ouviu, que me apoiou; por todos os conselhos e pelos silêncios; por todos os carinhos e broncas.
Obrigada por estar sempre ao meu lado e por ter me dado a vida.
Para a pessoas mais que especial, amada e idolatrada, muitas felicidades e amor nesta data especial e sempre!
Te amo!
quinta-feira, 29 de setembro de 2011
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Amor de Bicho III
quarta-feira, 17 de agosto de 2011
sábado, 13 de agosto de 2011
Ajudar é tudo de bom
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Quem quiser que conte um conto I: "Para uma avenca partindo"
Caio Fernando Abreu
Olha, antes do ônibus partir eu tenho uma porção de coisas pra te dizer, dessas coisas assim que não se dizem costumeiramente, sabe, dessas coisas tão difíceis de serem ditas que geralmente ficam caladas, porque nunca se sabe nem como serão ditas nem como serão ouvidas, compreende? Olha, falta muito pouco tempo, e se eu não te disser agora talvez não diga nunca mais, porque tanto eu como você sentiremos uma falta enorme dessas coisas, e se elas não chegarem a ser ditas nem eu nem você nos sentiremos satisfeitos com tudo que existimos, porque elas não foram existidas completamente, entende, porque as vivemos apenas naquela dimensão em que é permitido viver, não, não é isso que eu quero dizer, não existe uma dimensão permitida e uma outra proibida, indevassável, não me entenda mal, mas é que a gente tem tanto medo de penetrar naquilo que não sabe se terá coragem de viver, no mais fundo, eu quero dizer, é isso mesmo, você está acompanhando meu raciocínio? Falava do mais fundo, desse que existe em você, em mim, em todos esses outros com suas malas, suas bolsas, suas maçãs, não, não sei porque todo mundo compra maçãs antes de viajar, nunca tinha pensado nisso, por favor, não me interrompa, realmente não sei, existem coisas que a gente ainda não pensou, que a gente talvez nunca pense, eu, por exemplo, nunca pensei que houvesse alguma coisa a dizer além de tudo o que já foi dito, ou melhor pensei sim, não, pensar propriamente dito não, mas eu sabia, é verdade que eu sabia, que havia uma outra coisa atrás e além das nossas mãos dadas, dos nossos corpos nus, eu dentro de você, e mesmo atrás dos silêncios, aqueles silêncios saciados, quando a gente descobria alguma coisa pequena para observar, um fio de luz coado pela janela, um latido de cão no meio da noite, você sabe que eu não falaria dessas coisas se não tivesse a certeza de que você sentia o mesmo que eu a respeito dos fios de luz, dos latidos de cães, é, eu não falaria, uma vez eu disse que a nossa diferença fundamental é que você era capaz apenas de viver
as superfícies, enquanto eu era capaz de ir ao mais fundo, você riu porque eu dizia que não era cantando desvairadamente até ficar rouca que você ia conseguir saber alguma coisa a respeito de si própria, mas sabe, você tinha razão em rir daquele jeito porque eu também não tinha me dado conta de que enquanto ia dizendo aquelas coisas eu também cantava desvairadamente até ficar rouco, o que eu quero dizer é que nós dois cantamos desvairadamente até agora sem nos darmos contas, é por isso que estou tão rouco assim, não, não é dessa coisa de garganta que falo, é de uma outra de dentro, entende? Por favor, não ria dessa maneira nem fique consultando o relógio o tempo todo, não é preciso, deixa eu te dizer antes que o ônibus parta que você cresceu em mim de um jeito completamente insuspeitado, assim como se você fosse apenas uma semente e eu plantasse você esperando ver uma plantinha qualquer, pequena, rala, uma avenca, talvez samambaia, no máximo uma roseira, é, não estou sendo agressivo não, esperava de você apenas coisas assim, avenca, samambaia, roseira, mas nunca, em nenhum momento essa coisa enorme que me obrigou a abrir todas as janelas, e depois as portas, e pouco a pouco derrubar todas as paredes e arrancar o telhado para que você crescesse livremente, você não cresceria se eu a mantivesse presa num pequeno vaso, eu compreendi a tempo que você precisava de muito espaço, claro, claro que eu compro uma revista pra você, eu sei, é bom ler durante a viagem, embora eu prefira ficar olhando pela janela e pensando coisas, estas mesmas coisas que estou tentando dizer a você sem conseguir, por favor, me ajuda, senão vai ser muito tarde, daqui a pouco não vai mais ser possível, e se eu não disser tudo não poderei nem dizer e nem fazer mais nada, é preciso que a gente tente de todas as maneiras, é o que estou fazendo, sim, esta é minha última tentativa, olha, é bom você pegar sua passagem, porque você sempre perde tudo nessa sua bolsa, não sei como é que você consegue, é bom você ficar com ela na mão para evitar qualquer
atraso, sim, é bom evitar os atrasos, mas agora escuta: eu queria te dizer uma porção de coisas, de uma porção de noites, ou tardes, ou manhãs, não importa a cor, é, a cor, o tempo é só uma questão de cor não é? Por isso não importa, eu queria era te dizer dessas vezes em que eu te deixava e depois saía sozinho, pensando também nas coisas que eu não ia te dizer, porque existem coisas terríveis, eu me perguntava se você era capaz de ouvir, sim, era preciso estar disponível para ouvi-las, disponível em relação a quê? Não sei, não me interrompa agora que estou quase conseguindo, disponível só, não é uma palavra bonita? Sabe, eu me perguntava até que ponto você era aquilo que eu via em você ou apenas aquilo que eu queria ver em você, eu queria saber até que ponto você não era apenas uma projeção daquilo que eu sentia, e se era assim, até quando eu conseguiria ver em você todas essas coisas que me fascinavam e que no fundo, sempre no fundo, talvez nem fossem suas, mas minhas, e pensava que amar era só conseguir ver, e desamar era não mais conseguir ver, entende? Dolorido-colorido, estou repetindo devagar para que você possa compreender, melhor, claro que eu dou um cigarro pra você, não, ainda não, faltam uns cinco minutos, eu sei que não devia fumar tanto, é eu sei que os meus dentes estão ficando escuros, e essa tosse intolerável, você acha mesmo a minha tosse intolerável? Eu estava dizendo, o que é mesmo que eu estava dizendo? Ah: sabe, entre duas pessoas essas coisas sempre devem ser ditas, o fato de você achar minha tosse intolerável, por exemplo, eu poderia me aprofundar nisso e concluir que você não gosta de mim o suficiente, porque se você gostasse, gostaria também da minha tosse, dos meus dentes escuros, mas não aprofundando não concluo nada, fico só querendo te dizer de como eu te esperava quando a gente marcava qualquer coisa, de como eu olhava o relógio e andava de lá pra cá sem pensar definidamente e nada, mas não, não é isso, eu ainda queria chegar mais perto daquilo que está lá no centro e que um dia
destes eu descobri existindo, porque eu nem supunha que existisse, acho que foi o fato de você partir que me fez descobrir tantas coisas, espera um pouco, eu vou te dizer de todas as coisas, é por isso que estou falando, fecha a revista, por favor, olha, se você não prestar muita atenção você não vai conseguir entender nada, sei, sei, eu também gosto muito do Peter Fonda, mas isso agora não tem nenhuma importância, é fundamental que você escute todas as palavras, todas, e não fique tentando descobrir sentidos ocultos por trás do que estou dizendo, sim, eu reconheço que muitas vezes falei por metáforas, e que é chatíssimo falar por metáforas, pelo menos para quem ouve, e depois, você sabe, eu sempre tive essa preocupação idiota de dizer apenas coisas que não ferissem, está bem, eu espero aqui do lado da janela, é melhor mesmo você subir, continuamos conversando enquanto o ônibus não sai, espera, as maçãs ficam comigo, é muito importante, vou dizer tudo numa só frase, você vai ......... ............ ............. ............ .......... ........... ............. ............ ............ ............ ......... ........... ............ ............ sim, eu sei, eu vou escrever, não eu não vou escrever, mas é bom você botar um casaco, está esfriando tanto, depois, na estrada, olha, antes do ônibus partir eu quero te dizer uma porção de coisas, será que vai dar tempo? Escuta, não fecha a janela, está tudo definido aqui dentro, é só uma coisa, espera um pouco mais, depois você arruma as malas e as botas, fica tranqüila, esse velho não vai incomodar você, olha, eu ainda não disse tudo, e a culpa é única e exclusivamente sua, por que você fica sempre me interrompendo e me fazendo suspeitar que você não passa mesmo duma simples avenca? Eu preciso de muito silêncio e de muita concentração para dizer todas as coisas que eu tinha pra te dizer, olha, antes de você ir embora eu quero te dizer quê.
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Adote um amigo

Pessoal de Fortaleza, procurando um amigo bicho especial. Essa menina de Fortaleza pode lhe ajudar. O nome dela é Kariny e tem uma dedicação muito especial aos queridos pet's. Veja o álbum de fotos e quem sabe, lá você encontra aquele amigo bicho muito especial:
http://www.orkut.com.br/Main#Notifications?uid=17176018378962541654
E doações para CONSTRUÇÃO DE CANIS E GATIS PARA ANIMAIS RESGATADOS:
http://www.vakinha.com.br/VaquinhaP.aspx?e=80395
sexta-feira, 15 de julho de 2011
quarta-feira, 13 de outubro de 2010
Em prosa e verso
O ROMÂNTICO E O IDIOTA
“Romantismo sim, grude não.” Ou então, “ Eu odeio o romantismo em excesso”. Com essas frases tiradas de comunidades do Orkut, resolvi começar esse texto sobre uma das coisas que mais me incomodam em relação à percepção que algumas pessoas têm do romantismo.
De repente você se encontra namorando um cara totalmente solícito que te manda flores várias vezes no mês, que te escreve cartinhas de amor quase que diariamente, que responde a seus pedidos sempre com um inflado e sonoro sim, pois esse cara nunca questiona, nunca toma iniciativa. E então, você julgaria esse homem, um romântico ou um idiota?
Até entendo que algumas mulheres que tenha conhecido homens assim que vão além de todos os seus princípios para agradar uma mulher, tenham ficado traumatizadas com isso. O verdadeiro romântico tem a sensibilidade de saber quando esta agradando com suas investidas ou não. Aquele que continua investindo numa mulher sem perceber que a sua carência, não romantismo, a está desagradando só pode ser um idiota. O romântico, não é um idiota insensível e egoísta que acredita que suas decoradas frases de efeito e suas flores farão as mulheres se derramarem aos seus pés. O romântico não é só doação. Ele precisa de correspondência, de cuidado como ele gosta de cuidar. Se isso deixa de existir no relacionamento, o romântico é homem suficiente para sair de cena e ir procurar alguém que verdadeiramente o mereça. Deixando assim a porta aberta aos idiotas, trogloditas e cafajestes que facilmente povoam as esquinas. A mulher que não sabe valorizar um homem romântico, com certeza o perderá. Ele não é o idiota que ficaria ali como um cachorrinho esperando algum afago do seu dono. O homem romântico sabe como ninguém valorizar o amor de uma mulher,
mas antes de tudo, ele sabe o valor que tem o seu amor.
Leometáfora
A VOLTA (DIVULGAÇÃO)
Deve ser de chuva o instante de tua chegada.
Porque momentos assim são sempre nublados.
Deve-se esse fato ao lirismo incorrigível do senhor do tempo.
Algo de surpreendente virá em teus olhos
que não poucas vezes foram lavados pelos atropelos dos dias.
Os vizinhos que descuidados estiverem contemplando o frio na varanda,
absorverão a alegria infinita de tua volta.
Que importa se chegue fatigada, ferida, sem perspectiva.
Destituída de alguns dos sonhos que me contastes.
Que me importa tua pele ressecada pelo sol, pelos mares,
por suas noites gozando a frio o calor dos segundos.
Se mudastes de nome, ainda pra mim te chamarás Esperança.
E vou te receber de uma alegria estúpida e risível.
Que é o tipo de alegria que os que amam intensamente sofrem.
Não quero escutar sobre teus passos passados.
Quero o que daqui pra frente, construíres ao meu lado.
Os tolos que condenarem a minha ausência de orgulho em recebê-la de volta,
sentirão o prurido invejoso de verem em meu rosto o contentamento.
As flores, atacadas de uma conversão de luz,
se curvarão ao toque de tuas pernas cortando o jardim.
As janelas, a tanto tempo abertas encontrarão o sentido da espera.
E vou trocar o perfume guardado de tuas roupas antigas,
pelo cheiro recente de tua pele, que será entranhado em minhas narinas.
Nesse dia não me faltará nada. Nada me poderá ser acrescentado.
LEOMETÁFORA
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Amor...
Amor, sexo, paixão...
De onde vem o amor? Como surgiu? Em variadas idades, essa é uma pergunta que em algum momento surge na vida de cada um. Há inúmeros estudos sobre este sentimento humano tão avassalador, controverso, angustiante. Algum tipo de amor é certo que existe desde pelo menos o processo de humanização do homem, mesmo que não houvesse uma definição exata deste sentimento. Um amor a deus ou aos deuses, amor fraterno entre aqueles que estavam vivendo no grupo. Mas o amor, romântico, relação amorosa entre dois seres, de sexo diferente ou igual, quando surgiu? A partir de agora nos deteremos neste sentimento, de amor romântico, tão naturalizado na nossa sociedade contemporânea.
Há muitas teorias sobre o surgimento desse sentimento. Alguns dizem que existe há mais de mil anos, que desde a invenção da escrita, há papiros egípcios testemunhando alguma espécie de romantismo. Outros o associam a algo surgido mais recente, entre fins do século XVI e início de XVII, associado a obra de W. Shakespeare, sendo "Romeu e Julieta" os primeiros protagonistas desse sentimento idealizado e até aquele momento, impossível.
Milhares de anos ou centenas, não há ao certo como saber, mas pode-se afirmar que nas civilizações conhecidas antes do século XIX todos os casamentos, pelo menos aqueles a que foi possível estudar, eram realizados visando interesses dos mais diversos, mas principalmente financeiros. Não se questionava se havia o amor romântico entre o casal; o casamento era escolhido e programado pela família.
Na sociedade Ocidental (Europa e suas influências), na segunda metade do século XIX a atenção, nas classes burguesas passa a se voltar para os valores individuais, sendo que o ser humano (apenas os homens, importante ressaltar) passa a ser valorizado na sua individualidade, tendo agora mais possibilidade de fazer suas próprias escolhas. A escolha do par amoroso passa a ter alguma liberdade, porém ainda bastante limitada a escolha de pares entre a mesma classe social. A maioria das escolhas era protagonizada pelos homens, sendo que as mulheres, na sua condição de ser romântico, casto e idealizado, cabia ser conquistada e corresponder de forma carinhosa ao seu parceiro. Ou seja, o homem, tanto na conquista quanto na sexualidade assumia o papel ativo, enquanto a mulher era condicionada a passividade. Sabe-se que casamentos onde as famílias escolhiam os pares aconteceram até princípios do século XX, mas como já foi dito, a partir do século XIX, na maioria dos casos havia maior liberdade para o desenvolvimento do amor romântico, agora já não mais proibido, como nos séculos de Romeu e Julieta. Havia sempre uma grande vigília masculina sobre a sexualidade feminina: nos primeiros anos de sua juventude, era realizada pelo pai e irmãos, que a deviam mante-la virgem; após o casamento, era feita pelo marido, que devia assegurar a sua fidelidade, sendo que em muitos casos era permitido punir com a morte a esposa infiel. No Brasil essa lei valeu ainda nas primeiras décadas do século XX, sendo conhecida como "defesa da honra". O adultério masculino sempre foi socialmente aceito.
A mulher passa a ter um papel mais ativo nas suas escolhas amorosas e sexuais principalmente a partir da década de 1960. É nesta década que eclodem a maioria dos movimentos feministas (muitas manifestações de mulheres tentando sua independência e algumas poucas conquistas já haviam sido feitas ao longo dos séculos, mas esta década simboliza o auge da luta feminina). Neste período, a invenção da pílula anticoncepcional foi um símbolo de luta pela liberdade e independência sexual. Com ela, a mulher podia controlar sua fecundidade, fugindo a vigília masculina. Muitos acontecimentos de rebeldia e mudança ocorriam ao mesmo tempo em todo o Ocidente, mas eles serão mais detalhados no estudo do tema "contracultura".
Hoje em dia, o amor romântico não é mais questionado e sim, aceito como algo da "natureza humana". As escolhas sexuais poucas vezes são limitadas, principalmente entre os jovens (ainda que a mulher ainda sofra muito com a violência contra o seu gênero em nome desta liberdade). Apaixonar-se e desapaixonar-se pode ocorrer várias vezes ao longo da vida, ou muitas vezes num mesmo ano; ter um parceiro sexual para a vida inteira, ou quantos se achar necessário para a busca do prazer e felicidade, tornou-se unicamente uma escolha pessoal, pela qual apenas o indivíduo pode decidir. Os valores e escolhas individuais estão cada vez mais sendo respeitados.
A sexualidade, que até pouco tempo era tratada com todo o pudor, vigília e tabus, hoje em dia ganha espaço amplo na vida pública, sendo debatida nas escolas, políticas públicas de saúde, medicina, nos meios de comunicação e é algo tratado (em algumas sociedades ao menos) com maior esclarecimento e menos vergonha, sendo estudado desde a infância. Em muitos casos, a política "falar é melhor que esconder", é tida como uma máxima de prevenção de vários riscos ao qual a sociedade está exposta, como as DST’s, gravidez precoce, etc. Os adolescentes estão começando sua sexualidade cada vez mais cedo e o número de parceiros é cada vez maior, então não tratar do assunto é negar uma realidade escancarada.
Contudo, nossa sociedade das crises (de identidade, de respostas, etc) acaba esvaziando também este sentimento do amor. O sexo, em alguns casos, passa a ser vazio de sentido, tornando-se uma experiência banal, um hábito compulsivo, uma busca por algo que não se sabe o que é. Há muitas pessoas que se consideram viciadas em sexo, fazem tratamentos psiquiátricos para isso e participam de grupos de apoio, que funcionam nos mesmo moldes dos Alcoólicos Anônimos. Há pessoas que não vêem sentido em suas relações sexuais, mas vivem numa busca incessante por parceiros, sentindo aí um poder de domínio e um sentimento de vazio após cada relação, não conseguindo, devido a sua compulsão, criar nenhum tipo de laço.
A sociedade humana ocidental está abalada por esta falta de laços; os vínculos são cada vez mais fluidos, rápidos; até as relações amorosas muitas vezes se resumem a encontros breves sem nenhuma expectativa de continuidade. Mas isso não é somente um traço negativo. Naqueles que não caem nas relações vazias, no vício e na compulsão, a liberdade de escolhas e a não-necessidade de laços para a realização sexual pode ter algumas vantagens. O indivíduo, como já dito, tem maior liberdade para ir atrás da própria felicidade. O "felizes para sempre" ou "até que a morte os separe" torna-se para muitos algo a ser buscado, mas não mais uma obrigação. Não há nada que prenda alguém a um único parceiro para o resto da vida. A maioria dos relacionamentos começam ao acaso, sem compromissos e expectativas. As pessoas mantém-se juntas enquanto a satisfação, a felicidade e o prazer for possível para ambos; se for "para sempre" que bom; se não der certo, todos tem a chance de partir para um próximo relacionamento. O amor e a satisfação andam juntos e são uma busca constante até que se possa atingir a sua plenitude.
E o "mercado amoroso" é extremamente amplo. A busca de parceiros pode acontecer de várias formas, na vida real ou virtual. O número crescente de agências de encontros, de sites de relacionamentos mostra quão ampla é essa escolha. Os sites de relacionamentos podem apenas alimentar esta busca incessante e viciosa de conquistas vazias, mas também podem propiciar satisfações tão amplamente buscadas. Há muitas narrativas de relacionamentos duradouros que iniciaram pela internet.
Concluindo: amor, sexo, paixão é uma busca individual, iniciada cada vez mais cedo, mas que se estende ao longo da vida. É permeada de sentidos e escolhas individuais, mas que tem sempre como centro a realização pessoal, em conjunto com a realização do parceiro. Este é pelo menos, o ideal da sociedade contemporânea.
quinta-feira, 19 de agosto de 2010
domingo, 4 de julho de 2010
Sobre os ideais...
segunda-feira, 17 de maio de 2010
152 Anos de Santa Maria
Pra encerrar, uma poesia de meu grande amigo Guilherme Passamani:
Meu monumento estradas e trilhos.
Minha saudade este tempo que vai,
este cerrito, estes montes me guardam
e, ainda aguardam se um dia eu voltar pra ti!
Santa Maria me guarda estes montes
que em tuas fontes há som de oração
Santa Maria da Boca do Monte
Pra ti meu canto acalanto e canção
terça-feira, 15 de setembro de 2009
Amor, eterno amor...


Como ando muito romântica e felizmente apaixonada, vou colocar, para deleite da alma e, dos como eu, românticos, alguns poemas de Vinícius de Moraes, que tão maravilhosamente falou do amor... Dedico a todos os apaixonados, e em especial, ao meu menino, minha paixão, meu grande amor:
Soneto do Amor Total
Amo-te tanto, meu amor ... não cante
O humano coração com mais verdade ...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.
Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.
Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.
E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.
Soneto de Fidelidade
De tudo ao meu amor serei atento
Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto
Que mesmo em face do maior encanto
Dele se encante mais meu pensamento.
Quero vivê-lo em cada vão momento
E em seu louvor hei de espalhar meu canto
E rir meu riso e derramar meu pranto
Ao seu pesar ou seu contentamento
E assim, quando mais tarde me procure
Quem sabe a morte, angústia de quem vive
Quem sabe a solidão, fim de quem ama
Eu possa me dizer do amor (que tive):
Que não seja imortal, posto que é chama
Mas que seja infinito enquanto dure.
Eu não existo sem você
Eu sei e você sabe, já que a vida quis assim
Que nada nesse mundo levará você de mim
Eu sei e você sabe que a distância não existe
Que todo grande amor
Só é bem grande se for triste
Por isso, meu amor
Não tenha medo de sofrer
Que todos os caminhos
Me encaminham pra você
Assim como o oceano
Só é belo com luar
Assim como a canção
Só tem razão se se cantar
Assim como uma nuvem
Só acontece se chover
Assim como o poeta
Só é grande se sofrer
Assim como viver
Sem ter amor não é viver
Não há você sem mim
Eu não existo sem você
Minha Namorada
Meu poeta, hoje estou contente
Todo mundo de repente
Ficou lindo
Ficou lindo
Eu hoje estou me rindo
Nem eu mesma sei de que
Porque eu recebi uma
Cartinhazinha
De você
Se você quer ser minha
Namorada
Ai que linda namorada
Você poderia ser
Se quiser ser somente minha
Exatamente essa coisinha
Essa coisa toda minha
Que ninguém mais pode ser
Você tem que me fazer
Um juramento
De só ter um pensamento
Ser só minha até morrer
E também de não perder esse
Jeitinho
De falar devagarinho
Essas histórias de você
E de repente me fazer muito
Carinho
E chorar bem de mansinho
Sem ninguém saber porque
E se mais do que minha
Namorada
Você quer ser minha amada
Minha amada, mas amada
Pra valer
Aquela amada pelo amor
Predestinada
Sem a qual a vida é nada
Sem a qual se quer
Morrer
Você tem que vir comigo
Em meu caminho
E talvez o meu caminho
Seja triste pra você
Os seus olhos tem que ser só
Dos meus olhos
E os seus braços o meu ninho
No silêncio de depois
E você tem de ser a estrela
Derradeira
Minha amiga e companheira
No infinito de nós dois.
Ternura
Eu te peço perdão por te amar de repente
Embora o meu amor seja uma velha canção nos teus ouvidos
Das horas que passei à sombra dos teus gestos
Bebendo em tua boca o perfume dos sorrisos
Das noites que vivi acalentado
Pela graça indizível dos teus passos eternamente fugindo
Trago a doçura dos que aceitam melancolicamente.
E posso te dizer que o grande afeto que te deixo
Não traz o exaspero das lágrimas nem a fascinação das promessas
Nem as misteriosas palavras dos véus da alma...
É um sossego, uma unção, um transbordamento de carícias
E só te pede que te repouses quieta, muito quieta
E deixes que as mãos cálidas da noite encontrem sem fatalidade o olhar
[ extático da aurora.



