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terça-feira, 29 de janeiro de 2013

DOR - difícil de traduzir em palavras - Santa Maria

Difícil traduzir em palavras a dor de ver a cidade que tanto amo, na qual vive 4 lindos e loucos e alegres anos de minha vida, vivendo a maior dor que se pode haver...
Difícil imaginar que a Santa Maria dos sorrisos, das amizades, dos amores e dissabores agora seja a Santa Maria das lágrimas, da dor e da morte.
Difícil ver as imagens que não se cansam de repetir, quando a lembrança que se tem são as noites alegres, nas boates, com os amigos.
Muito difícil... Difícil ver a alegre, jovem e universitária Santa Maria, tão linda com suas particularidades, ser conhecida mundialmente pela tragédia, o fogo, a fumaça e a perda de tantas vidas ceifadas...
Não, não foi uma fatalidade, Foi falta de responsabilidade; foi querer ganhar dinheiro. Não foi uma fatalidade; foi um crime.
Santa Maria, ainda te amo e estarei sempre contigo. Minhas alegrias sempre serão suas, assim como, nesse momento, sua dor é minha dor.

Abaixo, um texto que vi sendo divulgado no Facebook, que acho que traduz um pouco do que nós, que já vivemos no pulsante coração do Rio Grande, estamos sentindo:



"Santa Maria - RS

Quem não é de Santa Maria, talvez não esteja entendendo o porquê de tamanha comoção. A questão é que Santa Maria não é apenas uma cidade, é uma fase na vida de boa parte dos gaúchos.

Santa Maria é uma cidade onde muita gente se descobre adulto. Deixamos a casa dos pais e acabamos fazendo amizades com uma facilidade imensa, porque todo mundo se sente meio órfão em Santa Maria.

É aqui que vivemos com estes amigos as histórias que não poderemos contar para os nossos filhos, mas que com certeza lembraremos para sempre. É onde conhecemos as melhores pessoas que levaremos para a vida, muitas destas perdidas nessa tragédia.

Aqui o desconhecido do início da festa se torna amigo de infância até o final da noite. Uma cidade onde é difícil ficar sozinho, porque em qualquer lugar que se vá, algum conhecido da faculdade estará por lá. Aliás, a impressão que tenho é que o mundo é uma porção de terra ao redor de Santa Maria, porque é incrível como sempre encontramos um santa-mariense, seja lá qual dos cantos do planeta estejamos.

Santa Maria é uma cidade onde se pode sair com 2 pilas no bolso e voltar bêbado para casa, porque sempre surgem copos de cerveja durante a madrugada. É aqui que conhecemos um bando de loucos que daqui uns anos serão profissionais das mais diversas áreas pelo país todo, afinal, aqui todo mundo é universitário.

Santa Maria é uma cidade pequena com cara de cidade grande, ou uma cidade grande com o sentimento de uma cidade interiorana. O que fica disso tudo é que, deveras, Santa Maria é a cidade coração do Rio Grande".

Via - Marcio Nunes de Nunes



quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Foda-se

De repente, você percebe que por mais que você faça, por mais que você se esforce e faça tudo que estiver ao seu alcance, sempre haverá alguém pra achar que você deveria fazer melhor, que você fez mal feito, que você deveria fazer diferente
. Claro, essas pessoas não vivem o que você vive, não tem as mesmas armas que você tem pra lutar, ou a falta dessas armas; essas pessoas sabem dar palpite, ideias no máximo, mas não querem estar do seu lado, investir, executar e assumir as consequências. Você se sente decepcionado, frustado, ainda mais quando isso vem de uma pessoa que era importante pra você. Não é fácil deletar algumas pessoas de nossas vidas. Mas a gente tem que ter consciência de que deu e está sempre dando o seu melhor. E é como o povão diz por aí: "Fácil me criticar, difícil mesmo é ser eu"
Pra esses uns que gostam de criticar, que acham que fariam melhor que você, mas não vem fazer, que sabem dar ideias, mas não sabem ajudar a colocar em prática; que aparecem ocasionalmente pra ver os problemas, mas não vivem o dia a dia pra ajudar a achar soluções, tenho uma coisa a dizer:



quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Tambelina

Hoje cheguei em casa e Tambelina estava morrendo. Ela já vinha doentinha desde que a trouxemos do parque, mas parecia estar se recuperando. Eu não a levei ao veterinário porque era muito pequenina e eu fiquei com medo de que lhe dessem uma injeção letal. Ficou quase duas semanas aqui em casa.
Chorei muito quando cheguei e a vi e vi que não havia nada mais a fazer. Peguei minha pequena Tambelina e fiz carinho nela até seu último suspiro, para ela saber como era amada. Estes últimos momentos dela duraram cerca de uma hora. Tambelina tinha muita vontade de viver. Neste tempo fiquei falando com minha mãe ao telefone, porque sozinha em casa (sozinha não; eu e os gatos) seria muito mais difícil.
Perder Tambelina foi bastante dolorido para mim e também para o Iuri, que ficou bastante triste. Era uma filhotinha muito especial. Mais uma vez a maldade humana a levou a tal situação; morreu, mas teve sua vida um pouco mais prolongada que os outros pobres filhotes que tiveram a mesma doença no parque, e nesse tempo recebeu muito carinho, foi bem alimentada, foi tratada; morreu com dignidade e amor nossa pequena Tambelina (na foto, recebendo cócegas de Iuri)


E quanto à Lucy, liguei para seus novos tutores que me informaram que ela está bem feliz, se sentindo a dona da casa, segundo Paula. Adorou deitar no tapete com as crianças. Fiquei feliz com isso; Lucy não havia se adaptado ao nosso lar, foi bom saber que ela encontrou uma família que vai amar e cuidar de mais uma de nossas meninas.
Quanto a gatinha preta que estávamos hospedando aqui em casa, bom, talvez ela fique por aqui... não sei, mas não tenho mais certeza que a darei para adoção.
Boca Negra e Pretinha (a gata branca) continuam lindos.
E por fim, o blog dos gatos da praça: sábado faremos a entrega de uma gata, como eu já disse. E disseram que estiveram duas moças na praça ontem, dizendo que tinham visto o blog e levaram dois gatos (não tinham ainda foto publicada no blog). Ou seja, estamos colhendo os primeiros resultados. Obrigada a todos que divulgaram. E continuem divulgando!!! O grupo de protetores aos quais me juntei estamos seriamente pensando em nos oficializar enquanto ONG ou Associação.
Bem era isso. Adeus a amadinha Tambelina. Mas há também boas notícias pra aliviar o coração

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Renato Russo: Há 15 anos umas das vozes mais anárquicas da música brasileira se calava



Renato Russo: Há 15 anos umas das vozes mais anárquicas da música brasileira se calava
Por Marcelo Hailer em 11/10/2011 às 17h13
Fonte: http://acapa.virgula.uol.com.br/cultura/renato-russo-ha-15-anos-umas-das-vozes-mais-anarquicas-da-musica-brasileira-se-calava/3/3/14957

No dia 11 de outubro de 1996 o Brasil inteiro tomava conhecimento do falecimento de Renato Russo por complicações decorrentes do HIV. Naquele dia se calou uma das vozes mais rebeldes e que melhor representou o seu tempo, isso ao lado do também poeta Cazuza. Ambos contestaram o sistema vigente, cada um no seu estilo.

Renato Russo conquistou uma legião de fãs não apenas falando de amores. Sensível e poeta como era, o cantor foi gênio ao retratar a Geração Coca-Cola e desnudar toda a rebeldia vazia sem qualquer sentido ideológico de seu tempo.

Se por um lado Renato sintetizava a geração de sua época com canções pesadas e frases anárquicas, o cantor também escrevia com ninguém para falar de sentimentos como dor, solidão, drogas e amores que partiam e deixavam lembrança. Aqui basta lembrar de "Vento no Litoral", "Ainda é Cedo" e "Angra dos Reis".

Com a morte do cantor, a banda Legião Urbana se desfez. Ao todo foram nove discos em estúdio com mais de dez milhões de cópias vendidas. A partida de Renato Russo deixou um vácuo semelhante às mortes de Elis Regina, Cazuza e Cássia Eller. A sensação que se tem ao voltarmos para a obra destes artistas é que tais buracos artísticos e contestatórios permanecem e irão permanecer vazios. O que se nota atualmente é uma forte apatia de boa parte dos músicos: contestação zero, conformismo total.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

11 de setembro. Onde estão os terroristas?

Em meio a tanta apelação que vejo na telinha do "Plim Plim" que diz ter tudo a ver conosco, me revolto e resolvo falar um pouco sobre o 11 de setembro. O que vemos naquele canal? Norte-Americanos choram os seus 2.900 mortos, homenageiam, fazem lá seus shows de luzes... Mas do show de horrores que foram as duas guerras que eles geraram, curiosamente a TV Plim Plim não fala nada. Os motivos pelo qual se cala todos conhecem... começam lá na ditadura e se estendem até os dias de hoje. Código de Hamurabi multiplicado por 300, é isso que foi o 11 de setembro.
Nada mais de se esperar de um país que vive da exploração de outros países, que ainda aceita a pena de morte e que sem dúvida, ainda é um dos maiores terroristas do mundo.
Indiferente de propriedade, o único canal no qual vi, nesta proximidades do 11 de setembro, uma postura crítica com relação ao fato, foi na Record e elogio isso.
A reportagem falava sobre os horrores da guerra ao terror e de todos os crimes contra os Direitos Humanos praticados pela grande potência e na irracionalidade desta guerra que se dizia contra o terror mas que não fez nada mais que praticar terror em nome da ganância desmedida, pelo ouro negro que correm no subsolo, como todos também sabe. Mas vamos aos números trazidos pela reportagem: organizações de Direitos Humanos e várias fontes, somam que o número de mortos somando as duas guerras, chega a próximo dos 900 mil, entre soldados (iraquianos, afegãos, norte-americanos) e civis. Isso mesmo, 900 mil!!! 300 vezes mais do que os mortos nas somas dos atentados aos EUA. É como se uma vida de um cidadão norte-americano valesse 300 vezes mais do que a de um Iraquiano, Afegão ou mesmo Soldado americano. Sim, porque só o número de soldados norte-americanos mortos no Iraque é muito maior do que o número de pessoas mortas nos ataques.
Enfim, o número de atrocidades e terrorismos praticados pelos norte-americanos nessas duas guerras vai longe. A reportagem trazia o caso de 12 soldados norte-americanos que estão sendo julgados. Eles tinham um grupo de extermínio de civis: saiam atirando em civis por diversão. Além disso, os estupros, torturas, violações, ataques com bombas em alvos civis, Guantanamo... vai longe o terrorismo daqueles que tentaram enganar o mundo como salvadores da democracia ocidental contra o terror do oriente médio.
Desta forma, pra não falar da guerra e do fracasso da mesma, de tudo que todo mundo sabe e não tem como esconder, a TV Plim Plim mostra, de forma comovente e emocionada a dor daqueles que perderam lá os seus 2.900 mortos; aqueles que perderam 900 mil vidas, esses continuam invisíveis.

"Nunca vimos o fogo e o fume, nunca sentimos o odor do sangue, nunca nos crusazamos com os olhares atorrizados das crianças cujo os pesadelos serão doravante assombrados pelo ruído dos mísseis lançados por terroristas invisíveis, conhecidos com o nome de Americanos"
Martin Kelly, publisher of a nonviolence website - Tradução: Octopus (http://estrolabio.blogs.sapo.pt/1562496.html)

Que Deus abençoe a América e as suas bombas

Quando eles bombardearam a Coreia, o Vietnam, o Laos, o Camboja, El Salvador e a Nicarágua, eu não disse nada, não era comunista.

Quando eles bombardearam a China, o Guatemala, a Indonésia, Cuba e o Congo, eu não disse nada, não estava ao corrente.

Quando eles bombardearam o Libano e Granada, não disse nada, não percebia nada.

Quando eles bombardearam o Panamá, não disse nada, não era traficante de droga.

Quando eles bombardearam o Iraque, o Afeganistão, a Somália e o Iemen, não disse nada, não era terrorista.

Quando bombardearam a Jugoslávia e a Líbia por razões "humanitárias", não disse nada, parecia ser por uma boa causa

Quando eles vieram bombardear-me, não havia ninguém para me defender. De qualquer maneira não faz mal, dado que já estava morto.

William BLUM




terça-feira, 9 de agosto de 2011

Adeus ao pequenino

Infelizmente o pequeno Boca Junior não resistiu a maldade humana, de ser abandonado faminto e raquitico, desmamado antes do tempo e mesmo com todo carinho, atenção e cuidados que tivemos com ele, partiu ontem a noite para o céu dos gatos. Essa pessoa má que o abandonou, que um dia sinta a dor desse seu ato.
Ficamos triste com a perda de nosso minúsculo, mas temos a consciência de que fizemos tudo que estava ao nosso alcance e de que antes de sua morte, pelo menos ele pode ter alguns momentos de carinho, atenção, cuidados, alimentação e tudo que um animal tem direito de ter quando um ser humano se responsabiliza por ele.
Adeus pequeno Boca Junior.

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

2011 já chega com o manto da morte. Primeiro de janeiro já perdemos um ente querido, tio Airton. Alegria, bondade, esperança e muita vontade de viver não foi o suficiente na luta contra o câncer. A gente fica tentando entender porque pessoas assim morre, onde está a justiça e tudo parece um erro. Mas a vida é um ciclo que só tem data certa pra começar, o fim pode ser a qualquer momento, querendo ou não. A dor é dos que ficam. Só peço uma coisa nesse Ano Novo: sejam doadores de órgãos e evitem a dor de outras famílias.

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

O sonho acabou...

Segunda-feira, quando finalmente chegou meu contrato, após ter gastado todas as minha míseras economia e mais empréstimos que meus pais me deram, com a cara hospedagem de Curitiba, chegou meu contrato. Só aí fui descobrir que não podia assinar porque cometi o erro sem concerto de ter feito o censo do IBGE. Pois é, a lei 8.745/93, que regula os contratos temporários não permite que eu assine dois contratos num período inferior há dois anos. Imaginem minha tristeza e decepção. Fiz esse concurso em 2008, ou seja, faz dois anos. O edital dessa porcaria não está mais nem na página da Censgrario. Na época, fiz para a vaga de Porto Alegre, era uma vaga só e não falava nada de cadastro reserva. Fiquei quase dois anos desempregada depois disso e fiz o censo pra ganhar alguma coisa, já que não tinha nada. Daí sou chamada pra esse concurso, largo o emprego na escola, que veio depois de muitas lutas e currículos, pra poder assumir; consigo todos papéis e exames em tempo recorde, pra descobrir, depois de uma semana lá, gastando, que não posso assumir por causa de um emprego de dois meses, trabalhando de 10 a 12 horas por dia pra ganhar uma mixaria. Fiquei quase dois anos disponível e sem nenhuma advertência, por que chamaram só agora? Vou te contar, parece complô. E agora, vou fazer o que? Vou demorar mais dois anos pra conseguir outro emprego? E vou viver do que?
Estou vendo com uma advogada se vale a pena recorrer a justiça; ela está avaliando o caso. Mas enfim, estou bastante chateada, triste, desesperançada... Minha vida está meio sem sentido neste momento...

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

bem triste no momento

A Felicidade
Tom Jobim

Tristeza não tem fim
Felicidade sim

A felicidade é como a gota
De orvalho numa pétala de flor
Brilha tranquila
Depois de leve oscila
E cai como uma lágrima de amor

A felicidade do pobre parece
A grande ilusão do carnaval
A gente trabalha o ano inteiro
Por um momento de sonho
Pra fazer a fantasia
De rei ou de pirata ou jardineira
e tudo se acabar na quarta feira

Tristeza não tem fim
Felicidade sim

A felicidade é como a pluma
Que o vento vai levando pelo ar
Voa tão leve
Mas tem a vida breve
Precisa que haja vento sem parar

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Adeus ao Vô Zequinha!

Precisamos ter força e coragem para enfrentar esta difícil perda, de nosso amado Zéquinha, vô, bisavô, pai, sogro, amigo, irmão...
Espero que todos guardem dele as boas lembranças, os sorrisos, as músicas, o "Telefone Mudo", as pescarias, o cafézinho e o peixe frito, os namoros, e toda a alegria e sabedoria que este ser iluminado nos trouxe. Exemplo de vida e vitalidade, parte aos 88 (quase 89 anos) com uma vida rica e plena, que iluminou e inspirou a todos ao seu redor. É alguém que deixa sua marca, sua herança (que supera qualquer valor financeiro), que não apenas passou pela vida...

Quanto a mim, dedico a ele dois poemas:

Todos estes que aí estão
Atravancando o meu caminho,
Eles passarão.
Eu passarinho!
Mário Quintana


CANTO AO GAITEIRO MORTO

Ari Pinheiro

O tempo estava quieto lá fora...
O véu sebruno da noite
estendera um tapete
de luto no pago...

No céu as estrelas
bordavam silentes
uma colcha de luz
pra cobrir o finado...

...Uma ponta de tropa
de nuvens ariscas
espiava de longe
no lado poente
e em respeito ao defunto
recolheu-se ao tranquito
mugindo sua dor
nos capões do infinito...

No imenso galpão do universo
o Patrão dos Patrões ordeva os encargos –
- Agoem a sala e ascendam os candeeiros
preparem gamelas com fiambre campeiro
e avisem a todos que o baile é dos bons!

Num esquife de tábuas
repousa sereno
o corpo cansado
do velho gaiteiro...

No topo de um banco
a gaita parceira
soluça em silêncio
velando seu dono...

No bojo do fole
se agitam segredos
querendo saltar
através dos botões...

E os baixos saudosos
das mãos de veludo
na quietude da noite
parecem gritar:

- Levanta gaudério
me toma nos braços
e num jogo de fole
faz troça da morte!
- Diz que é só por farra
outro caso maleva
apenas um susto
que estás a nos dar...

Mala suerte o destino!

Um homem que nasce com o dom de encantar
não devia morrer
e deixar na orfandade
os acordes sagrados
que os palcos do pago
ajudaram a nascer...

- Mas o rosto calado
de tantos campeiros
gritam outras verdades
nesta noite cruel...

- Não é mais um sonho
não é mais um causo
não é mais um susto
que o velho nos deu...

... Se foi o gaiteiro
calou-se a cordeona ...
E a voz dos bugios
perdeu o maestro!

Tranqueia por certo
na estrada divina
que leva as bailantas
dos pagos de cima...

Não mais se verão
aqueles dedos ligeiros
tirando do fole
um gaguejar bochincheiro.

E as grossas pestanas
- sua marca sagrada –
farão piruetas
nos bailes do céu ...

Só resta pra nós
conservar esta arte
que pra o velho afinal
era quase um brinquedo ...
E o mais xucro segredo
herdado dos ancestrais
e que a morte leva o corpo
mas a alma, esta não morre jamais...

Das seivas de uns
renascem os outros
trazendo na estampa
o entono das taitas
e os novos acordes
serão gritos antigos
das almas que voltam
no bufo das gaitas!

sexta-feira, 6 de agosto de 2010

A dor de perder um amigo...

Em primeiro lugar, peço aos meus amigos humanos que me perdoem ou me entendam.
Esta postagem é um desabafo de um coração entristecido com uma perda ainda recente; como disse, em poucas palavras anteriormente, Feijão morreu. Morreu nas rodas assassinas de um carro em altíssima velocidade, como costumam, infelizmente, andar boa parte dos motoristas que passam pela minha rua. Estava próximo a calçada, quase acostamento, o que me faz doer mais ainda, pensando que a maldade humana pode ser tanta, a ponto de que alguém possa o ter atropelado propositalmente.
Agora estou aqui, há dois dias chorando a perda de meu grande amigo e companheiro de todas as horas. Toda a casa em clima de luto; todos sentem como se tivéssemos perdido um membro da família; "como se" não, Feijão era um membro da família. Alguns podem não compreender ou até criticar essa humanização dos animais domésticos, que faz com que choramos a dor da perda de um animal como choramos a perda de uma pessoa. Quanto a isso, só posso dizer que é melhor amar demais do que de menos; muitas pesquisas comprovam que a companhia de um animal ajuda a combater várias doenças, inclusive depressão; além de que muitos dizem que quem tem um animal de extimação é mais feliz. E com certeza Feijão nos fazia muito feliz. A presença dele na casa fazia muita diferença, e agora sem ele a casa está fazia. Não consegui dormir no meu quarto, onde ele dormia comigo, não consigo ir até a área onde gostava de tomar sol e onde fazia suas refeições; a dor é enorme, a casa parece vazia...
Temos que nos apegar as boas lembranças que estes três anos de convivência deixaram, a tudo de bom que ele trouxe a esta família, a todo o carinho que ele nos dedicou, as risadas que nos fez dar, a tudo que ele nos ensinou... Com certeza ele será, para nós inesquecível. Para nossa sorte deixou um legado; a gata da vizinha espera filhotes do nosso amado Feijão, e um ou dois deles virão para esta casa, preencher o vazio que seu pai deixou. Feijão é insubistituível, mas ter um filho seu junto a nós é uma forma de eternizar nosso menino. A dor, o tempo irá passar; o amor e o carinho serão para sempre. Enfim, já não consigo mais prosseguir por causa do choro. Desculpem, por isso, eventuais erros de português. Abaixo, em memória, uma foto de um momento feliz.

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

Luto!

Hoje sofri uma grande perda, meu gato Feijão faleceu. Estou imensamente triste.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

É só hoje e isso passa...

Homenagem a todos que não conseguem ser feliz o tempo inteiro...
A todos que sentem medo, insegurança...
A todos que às vezes tem medo de se olhar no espelho...
A todos que às vezes se sentem minúsculos, impotentes e estagnados...
A todos que muitas vezes não sabem mais de onde tirar forças pra lutar...
A todos que nem sempre conseguem se adaptar a esses novos tempos...

"Queria ser como os outros
E rir das desgraças da vida
Ou fingir estar sempre bem
Ver a leveza
Das coisas com humor..."
(Renato Russo)

quinta-feira, 13 de maio de 2010

mais uma vez...

Hoje (quarta-feira) eu não havia postado nada, mas enfim, resolvi falar... a única coisa que me veio na cabeça foi justamente aquilo que eu não queria estar escrevendo aqui.
Mais uma vez, hoje, aqui em Teutônia, um marido matou a jovem esposa, além de ter colocado uma arma na cabeça da filha do casal, de 10 anos, que foi salva graças a um vizinho que acabou baleado, e baleado o sogro e a sogra, um casal de idosos. O motivo do assassinato: a esposa pediu a separação.
Há poucos dias atrás, vimos o casal de nordestinos migrantes, jovens, no qual o marido matou a esposa e despachou numa mala, no rio. O motivo do assassinato: a esposa pediu a separação.
Há pouco tempo, um jovem rapaz entrou no salão de beleza e matou a ex-esposa, que já havia denunciado várias ameaças que o ex-companheiro havia lhe feito e nenhuma providência foi tomada. Por que ele a matou? Ela se separou dele.
No início do blog, eu narrei o caso que aconteceu em Teutônia, do homem que matou sua ex mulher na parada de ônibus. Por que? Ela se separou dele.
Ano passado a mídia armou o circo, com direito a vendedor de pipocas, para acompanhar o sequestro da jovem Eloá, que acabou morta nas mãos do ex namorado. Por que ele a matou? O fim do namoro.
São casos e mais casos que não param de acontecer, fora os que não ficamos sabendo; fora os que tentam atingir de outras formas, como o mecânico que se incendiou juntos com os três filhos pequenos, matando todos pra dar uma "lição" na sua mulher, como vimos em Porto Alegre semana passada. Não dá pra ficar parada diante de tal barbaridade. A violência contra a mulher se torna algo banal e cada caso desses só dá vontade de gritar: AAAAHHHHAHHHHHAHAHHHAHAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHAHAHHHHHHHHHHAHHHAHHHAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHAHAAAAAAAAAHHHHAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHAAAA
Onde isso vai parar? É preciso reagir e já!!!! Até quando vamos ver essa barbárie, onde o direito de separação se torna uma ameaça a vida? Eu fico muito triste, cada caso desses é um pedaço em mim que morre. Não sei mais o que dizer e nem o que pensar. Lei Maria da Penha, aplicada na íntegra, já