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domingo, 17 de fevereiro de 2013

alma

minha alma simples, quase plena, música, nuvem, sol e chuva abre as asas voa raso e sonha alto... minha alma coração caminha leve, viaja e busca o encontro e o desencontro... minha alma sonho, minha alma chão, pouco tudo, muito eu...



quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Adaptando


No meio do caminho


No meio do caminho tinha um gatinho  
tinha um gatinho no meio do caminho  
tinha um gatinho  
no meio do caminho tinha um gatinho. 

Nunca me esquecerei desse acontecimento  
na vida de minhas retinas tão fatigadas.  
Nunca me esquecerei que no meio do caminho  
tinha um gatinho  
tinha um gatinho no meio do caminho  
no meio do caminho tinha um gatinho

http://gatosdoparque.blogspot.com.br/

domingo, 11 de novembro de 2012

Realidade

E tem coisas que eu repetirei e repetirei para mim mesma até que se tornem uma bela e verdadeira realidade...


sábado, 27 de outubro de 2012

Mulher

MULHER

Diante de tanta futilidade e preconceitos e de tantas mulheres cujas atitudes só reforçam o preconceito que se tem contra elas, digo aqui qual, ao meu ver, é a verdadeira mulher, a mulher sábia, que merece todo o respeito e admiraçã
o de qualquer ser humano.
A mulher que mantém sua vaidade, mas não se deixa dominar por ela.
A mulher que mantém a doçura, sabendo que essa não é contraditória a ter muita força.
A mulher que arrisca, que tem coragem de enfrentar o mundo, enfrentar o medo, mas que o faz com toda a cautela quando for preciso.
A mulher que usa o coração e a razão, mas sabe quando é necessário deixar o coração falar mais alto.
A mulher que fala o que pensa, mas que também sabe ouvir e respeita.
A mulher multifuncional, que sabe assumir bravamente e com elegâncias todas as facetas da sua vida, mas que procura algum companheiro ou companheira que assuma com ela ou que traga novas facetas consigo, para que sigam juntos, e não para que a sobrecarregue ainda mais.
A mulher que se assume, que se acha linda, que sabe usar sua sensualidade, sem confundir com vulgaridade. Que sabe diferenciar o belo e sensual do vulgar e comum.
A mulher que não tem medo da idade, das rugas, pois compreende que tempo é sabedoria.
A mulher que sabe que inteligência é diferente de sabedoria e por mais inteligente que seja, está sempre atrás da sabedoria.
Mulheres assim, talvez sejam raras, ou talvez seja apenas uma questão de descobrir-s, assumir-se. Muitos homens não querem uma mulher assim ao seu lado, ou tem medo de mulheres assim. Digo que aqueles que não as querem, mais do que não querer, não as merecem. Uma mulher assim precisa ser merecida, conquistada. Uma mulher assim, não é o tipo que "se pega". É o tipo que se doa para quem a merece.
Para todas essas mulheres lindas e os homens ou mulheres que as conquistaram, um bom final de semana.

terça-feira, 1 de maio de 2012

Coração Civil - Milton Nascimento

Coração Civil
Milton Nascimento


Quero a utopia, quero tudo e mais


Quero a felicidade nos olhos de um pai


Quero a alegria muita gente feliz


Quero que a justiça reine em meu país


Quero a liberdade, quero o vinho e o pão


Quero ser amizade, quero amor, prazer


Quero nossa cidade sempre ensolarada


Os meninos e o povo no poder, eu quero ver


São José da Costa Rica, coração civil


Me inspire no meu sonho de amor Brasil


Se o poeta é o que sonha o que vai ser real


Bom sonhar coisas boas que o homem faz


E esperar pelos frutos no quintal


Sem polícia, nem a milícia, nem feitiço, cadê poder ?


Viva a preguiça viva a malícia que só a gente é que sabe ter


Assim dizendo a minha utopia eu vou levando a vida


Eu viver bem melhor


Doido pra ver o meu sonho teimoso,um dia se realizar

domingo, 8 de janeiro de 2012

Sobre a beleza do que é nosso...

Um poema para pensar nas coisas que são nossas e que por isso são tão mais belas que todas as coisas do mundo...


FERNANDO
PESSOA

Poemas de
Alberto Caeiro

    O Tejo é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia, 
    Mas o Tejo não é mais belo que o rio que corre pela minha aldeia
    Porque o Tejo não é o rio que corre pela minha aldeia. 
    O Tejo tem grandes navios 
    E navega nele ainda, 
    Para aqueles que vêem em tudo o que lá não está,
    A memória das naus.
    O Tejo desce de Espanha
    E o Tejo entra no mar em Portugal.
    Toda a gente sabe isso.
    Mas poucos sabem qual é o rio da minha aldeia
    E para onde ele vai
    E donde ele vem.
    E por isso porque pertence a menos gente, 
    É mais livre e maior o rio da minha aldeia.
    Pelo Tejo vai-se para o Mundo.
    Para além do Tejo há a América
    E a fortuna daqueles que a encontram.
    Ninguém nunca pensou no que há para além
    Do rio da minha aldeia.
    O rio da minha aldeia não faz pensar em nada.
    Quem está ao pé dele está só ao pé dele.
       Foto retirada de: 
    http://cantinhodadalinha.blogspot.com/2009/10/crianca-do-interior.html

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Outras Frequências

Outras Frequências

Engenheiros do Hawaii

Seria mais fácil fazer como todo mundo faz.
O caminho mais curto, produto que rende mais.
Seria mais fácil fazer como todo mundo faz.
Um tiro certeiro, modelo que vende mais.
Mas nós dançamos no silêncio,
choramos no carnaval.
Não vemos graça nas gracinhas da TV,
morremos de rir no horário eleitoral.
Seria mais fácil fazer como todo mundo faz,
sem sair do sofá, deixar a Ferrari pra trás.
Seria mais fácil, como todo mundo faz.
O milésimo gol sentado na mesa de um bar.
Mas nós vibramos em outra frequência,
sabemos que não é bem assim.
Se fosse fácil achar o caminho das pedras,
tantas pedras no caminho não seria ruim


Dom Quixote
Engenheiros do Hawaii
Muito prazer, meu nome é otário
Vindo de outros tempos mas sempre no horário
Peixe fora d'água, borboletas no aquário
Muito prazer, meu nome é otário
Na ponta dos cascos e fora do páreo
Puro sangue, puxando carroça
Um prazer cada vez mais raro
Aerodinâmica num tanque de guerra,
Vaidades que a terra um dia há de comer.
"Ás" de Espadas fora do baralho
Grandes negócios, pequeno empresário.
Muito prazer me chamam de otário
Por amor às causas perdidas.
Tudo bem, até pode ser
Que os dragões sejam moinhos de vento
Tudo bem, seja o que for
Seja por amor às causas perdidas
Por amor às causas perdidas
Tudo bem... Até pode ser
Que os dragões sejam moinhos de vento
Muito prazer... Ao seu dispor
Se for por amor às causas perdidas
Por amor às causas perdidas

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Água Benta - Nei Lisboa

Pequeno poema música de Nei Lisboa

Água Benta
Nei Lisboa

Carne e osso
Sal
Salve o curso natural

Que injeta nas veias do planeta
Água benta, viva

Pra cantar, encarar o mundo
Pra dançar, espalhar os fungos
Pra deixar que a gente sobreviva

sábado, 15 de outubro de 2011

Homenagem aos Professores

Com todas as dificuldades enfrentadas pela educação, principalmente a básica e pelos nossos valorosos mestres tão pouco valorizados, hoje, Dia do Professor, deixo como homenagem esse belíssimo poema de Amália Rodrigues

Carta a Vitorino Nemésio

Ai meu querido professor
O senhor fez-me chorar
Apesar do bom humor
Com que se quis disfarçar.
Não se pode ser mais triste
Nem ter-se maior razão
Em tudo aquilo que disse,
Do pobre deste país.
Também eu, senhor professor,
Estou triste como o senhor,
Sem poder desabafar
Por não saber versejar.
Mas não me posso calar
Falo comigo sozinha:
Aonde a terra que eu tinha?
Aonde os heróis que amava?
Ou eu andava enganada
Amando o que muito amei?
Francamente já não sei
Aonde está a razão.
Só me dói o coração,
E o coração não engana.
A mim nunca me enganou
De si sempre ele gostou!
E continua a gostar.
Por isso me fez chorar;
Chorou o meu coração
Que lhe sentiu a razão.
Ai meu querido professor
Eu nunca fui sua aluna
Não tenho instrução nenhuma,
Como é que posso entender
O que o senhor quis dizer
Sem saber ler nem escrever?
Há coisas, senhor professor,
Que até se entendem melhor
Se se não é complicado.
Há quem, por ter estudado
Tudo o que outros escreveram,
Entre as letras se perderam,
Já não sabem sequer quem são;
Perderam o coração
Que não se deve perder...
Renego a preparação
De gente tão preparada,
De angústias fazedores
Tudo em nome da justiça
[Desculpe mas digo Chiça!
E eu não sou malcriada]
Mas há coisas que por feias
Dizem melhor das idéias
Que nos passam pela cabeça...
A mim, faltam-me argumentos
Mas ficam-me os sentimentos:
Com eles gosto de si,
Com eles o distingui,
Sem saber ler nem escrever!

Amália Rodrigues

sexta-feira, 23 de setembro de 2011

Thiago de Mello: Os Estatutos do Homem



Artigo I
Fica decretado que agora vale a verdade.
agora vale a vida,
e de mãos dadas,
marcharemos todos pela vida verdadeira.

Artigo II
Fica decretado que todos os dias da semana,
inclusive as terças-feiras mais cinzentas,
têm direito a converter-se em manhãs de domingo.

Artigo III
Fica decretado que, a partir deste instante,
haverá girassóis em todas as janelas,
que os girassóis terão direito
a abrir-se dentro da sombra;
e que as janelas devem permanecer, o dia inteiro,
abertas para o verde onde cresce a esperança.

Artigo IV
Fica decretado que o homem
não precisará nunca mais
duvidar do homem.
Que o homem confiará no homem
como a palmeira confia no vento,
como o vento confia no ar,
como o ar confia no campo azul do céu.

Parágrafo único:
O homem, confiará no homem
como um menino confia em outro menino.

Artigo V
Fica decretado que os homens
estão livres do jugo da mentira.
Nunca mais será preciso usar
a couraça do silêncio
nem a armadura de palavras.
O homem se sentará à mesa
com seu olhar limpo
porque a verdade passará a ser servida
antes da sobremesa.

Artigo VI
Fica estabelecida, durante dez séculos,
a prática sonhada pelo profeta Isaías,
e o lobo e o cordeiro pastarão juntos
e a comida de ambos terá o mesmo gosto de aurora.

Artigo VII
Por decreto irrevogável fica estabelecido
o reinado permanente da justiça e da claridade,
e a alegria será uma bandeira generosa
para sempre desfraldada na alma do povo.

Artigo VIII
Fica decretado que a maior dor
sempre foi e será sempre
não poder dar-se amor a quem se ama
e saber que é a água
que dá à planta o milagre da flor.

Artigo IX
Fica permitido que o pão de cada dia
tenha no homem o sinal de seu suor.
Mas que sobretudo tenha
sempre o quente sabor da ternura.

Artigo X
Fica permitido a qualquer pessoa,
qualquer hora da vida,
uso do traje branco.

Artigo XI
Fica decretado, por definição,
que o homem é um animal que ama
e que por isso é belo,
muito mais belo que a estrela da manhã.

Artigo XII
Decreta-se que nada será obrigado
nem proibido,
tudo será permitido,
inclusive brincar com os rinocerontes
e caminhar pelas tardes
com uma imensa begônia na lapela.

Parágrafo único:
Só uma coisa fica proibida:
amar sem amor.

Artigo XIII
Fica decretado que o dinheiro
não poderá nunca mais comprar
o sol das manhãs vindouras.
Expulso do grande baú do medo,
o dinheiro se transformará em uma espada fraternal
para defender o direito de cantar
e a festa do dia que chegou.

Artigo Final.
Fica proibido o uso da palavra liberdade,
a qual será suprimida dos dicionários
e do pântano enganoso das bocas.
A partir deste instante
a liberdade será algo vivo e transparente
como um fogo ou um rio,
e a sua morada será sempre
o coração do homem.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Casa Arrumada - Lena Gino

Texto adorável que recebi por e-mail.


CASA ARRUMADA



CASA ARRUMADA É ASSIM: UM LUGAR ORGANIZADO, LIMPO, COM ESPAÇO LIVRE PRA CIRCULAÇÃO E UMA BOA ENTRADA DE LUZ.
MAS CASA, PRA MIM, TEM QUE SER CASA E NÃO UM CENTRO CIRÚRGICO, UM CENÁRIO DE NOVELA.
TEM GENTE QUE GASTA MUITO TEMPO LIMPANDO, ESTERELIZANDO, AJEITANDO OS MÓVEIS, AFOFANDO AS ALMOFADAS...
NÃO, EU PREFIRO VIVER NUMA CASA ONDE EU BATO O OLHO E PERCEBO LOGO: AQUI TEM VIDA...
CASA COM VIDA, PRA MIM, É AQUELA EM QUE OS LIVROS SAEM DAS PRATELEIRAS E OS ENFEITES BRINCAM DE TROCAR DE LUGAR.
CASA COM VIDA TEM FOGÃO GASTO PELO USO, PELO ABUSO DAS REFEIÇÕES FARTAS, QUE CHAMAM TODO MUNDO PRA MESA DA COZINHA.
SOFÁ SEM MANCHA? TAPETE SEM FIO PUXADO? MESA SEM MARCA DE COPO? TÁ NA CARA QUE É CASA SEM FESTA.
E SE O PISO NÃO TEM ARRANHÃO, É PORQUE ALI NINGUÉM DANÇA.
CASA COM VIDA, PRA MIM, TEM BANHEIRO COM VAPOR PERFUMADO NO MEIO DA TARDE.
TEM GAVETA DE ENTULHO, DAQUELAS QUE A GENTE GUARDA BARBANTE, PASSAPORTE E VELA DE ANIVERSÁRIO,TUDO JUNTO...
CASA COM VIDA É AQUELA EM QUE A GENTE ENTRA E SE SENTE BEM VINDA.
A QUE ESTÁ SEMPRE PRONTA PROS AMIGOS, PROS NETOS, PROS VIZINHOS...
E NOS QUARTOS, SE POSSÍVEL, TEM LENÇÓIS REVIRADOS POR GENTE QUE BRINCA OU NAMORA A QUALQUER HORA DO DIA.
CASA COM VIDA É AQUELA QUE A GENTE ARRUMA PRA FICAR COM A CARA DA GENTE.
ARRUME A SUA CASA TODOS OS DIAS...
MAS ARRUME DE UM JEITO QUE LHE SOBRE TEMPO PRA VIVER NELA...
E RECONHECER NELA O SEU LUGAR.
(Fonte: http://mundoparalelog.blogspot.com/)

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Lisboando (No sense)

Eu, confessa fã do Nei Lisboa, fiz um exercício "no sense". Peguei vários versos das músicas dele que mais gosto e fui tentando colar numa ordem que talvez fizesse algum sentido... Acrescentei uma ou outra palavra, entre parênteses para tentar dar um pouco de coerência. Não sei bem como ficou, meio estranho, meio sem pé nem cabeça... Claro, nada com uma música do Nei, com a melodia e suavidade profunda da voz, mas pelo menos uma tentativa de exercício e homenagem.

Vivemos de paixão e alguma grana
(E) Sempre vai pintar alguém
Dizendo que é pro nosso bem
Não leve tão a sério
Nem o que eu digo nem o que eu deixo de esconder
(Pois) tenho a força bruta das palavras
Ditas para amar
Tenho um medo transparente
Um desejo inconseqüente
Alma doidivana, doce devaneio, velho desatino
Eu tenho medo e morro de paixão
E escrevo poesia
Nas horas vagas
Dentro do elevador:
“Um par de lampiões
Em troca de aventura”
Desarmo com carinho as armadilhas
Que entravam meu caminho
A uma vida natural
Enquanto invento aqui pra mim
Um silêncio sem fim
(Afinal) O doce da loucura é teu, é meu
Pra usar a sós
(E) Quem pode te ajudar a lamentar a razão?

E não vou enfrentar um só minuto desse papo de salão
Não volto pra colar os pratos que atirei ao chão
E quando veio a noite eu lembrei
Que o coração existe pra sonhar que está em outro lugar
E o acaso me deixou na porta da tua casa
(Sem saber) se entro
Ou faço uma canção...
(Então) Guarda silêncios pra depois
(Já que) estamos sós num sonho que eu sonhei
Leva nuvens pra esconder
Leva um mapa pra esquecer onde a estrada terminar
Me dizes que será
Eu faço o que puder
Mas por hora esqueça o drama na sacola
(Porque) O tempo não tem dó de quem disfarça
(Pois) Pra você guardei um universo
Você do meu lado chega
Você do meu lado chama a atenção

(Você) me estranha mas não sabe se é feliz
Seus anseios postos prontos pra servir
(Meu bem) Chega de medir alturas antes de cair
Bebi chopi e faz revolução
Rebeldes recatados do futuro
Sonhando de verdade
Salvar a humanidade
Ao redor da mesa
Do jeito da saudade amanhecer
Que tolos fomos nós, que bom que foi assim
Os pés cansados sobre a 101
No céu do labirinto que é pensar a vida
Procurando deus entre as macegas do quintal
Onde o arvoredo inventa um ballet
E o mais a gente inventa se faltar
Vendendo histórias pro jantar
Chorando sobre uísque derramado
Ali, bebendo um vinho e olhando a bunda de alguém
Mesmo assim encontro no caminho
Milhares mais otários do que eu

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

sexta-feira, 5 de agosto de 2011

quinta-feira, 28 de julho de 2011

Poeminha

Poeminha simpático, adorável, mulherzinha (no seu melhor sentido) que fiz em outubro de 2009.

Se o dia é de sol
A noite é de lua
E se tiver estrelas
Eu caio na tua
E se me chamar
Dançamos na rua
E se ficar muito tarde
E eu acordar nua?





quarta-feira, 22 de junho de 2011

Solidão

Tem dias que a gente carrega uma solidão no peito
Uma ausência quase de si mesmo
Tem dias que uma companhia ressalta ainda mais a nossa solidão
Como se a vida fosse feita das faltas que a vida traz

terça-feira, 31 de maio de 2011

Sei lá

Sei lá... a vida tem sempre razão
Toquinho
Composição : Toquinho / Vinicius de Moraes
Tem dias que eu fico pensando na vida
E sinceramente não vejo saída.
Como é, por exemplo, que dá pra entender:
A gente mal nasce, começa a morrer.
Depois da chegada vem sempre a partida,
Porque não há nada sem separação.
Sei lá, sei lá, a vida é uma grande ilusão.
Sei lá, sei lá, só sei que ela está com a razão.
A gente nem sabe que males se apronta.
Fazendo de conta, fingindo esquecer
Que nada renasce antes que se acabe,
E o sol que desponta tem que anoitecer.
De nada adianta ficar-se de fora.
A hora do sim é o descuido do não.
Sei lá, sei lá, só sei que é preciso paixão.
Sei lá, sei lá, a vida tem sempre razão

terça-feira, 24 de maio de 2011

Saudade

Quando se está longe dos pagos
A falta do frio faz o calor ser insuportável
Cada gota do chimarrão tem gosto de saudade
Falta o sopro do minuano
A bergamota no sol
A sombra da ameixa amarela
Acordar com o canto das saíras
Nunca me senti tão gaúcha
Como agora, morando longe dos pagos...