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domingo, 11 de novembro de 2012

Realidade

E tem coisas que eu repetirei e repetirei para mim mesma até que se tornem uma bela e verdadeira realidade...


segunda-feira, 22 de outubro de 2012

Sou igual a gato: tenho 7 vidas e sempre caio de pé... adoro ficar jogada, tenho dengo, sou orgulhosa, não tenho modéstia...

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Borboletas

Dia que eu acordei com borboletas no estômago, as pernas bambas... Coloquei o vestido de bolinhas e saí devagar e sorridente, me sentindo ridiculamente linda e feliz.

"E eu me pergunto o que é que eu sou.
Vai ver eu não sou mesmo nada
E eu me pergunto o que é que eu fiz.
Vai ver eu não fiz mesmo nada,
Eu penso tanto em desistir,
Mas afinal, não ganhei nada".
 Mallu Magalhães




quinta-feira, 3 de novembro de 2011

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Chico!

Feliz dia de São Francisco de Assis... que a nossa alma se eleve e o coração se encha de amor e compaixão!

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

sábado, 16 de abril de 2011

Frase


“Para alguns (homens), a prática de atos cruéis é a única forma de se impor como homem.”
Alba Zaluar, antropóloga do Núcleo de Pesquisa das Violências na Universidade Estadual do Rio de Janeiro.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Chique!

Empurrando uma kombi velha na estrada de chão... de vestido e rasteirinha de strass. Chique!!!

sexta-feira, 30 de julho de 2010

Pelos tempos a fora...

"Para que a sociedade seja feliz e o povo tranquilo nas circunstâncias mais adversas,
é necessário que grande parte dele seja ignorante e pobre. O conhecimento não só
amplia como multiplica nossos desejos (...) Portanto, o bem-estar e a felicidade de
todo o Estado ou Reino requerem que o conhecimento dos trabalhadores pobres fique
confinado dentro dos limites de suas ocupações e jamais se estenda (em relação às coisas visíveis) além do que se relaciona com a sua missão. Quanto mais um pastor, um arador ou qualquer outro camponês souber sobre o mundo e sobre o que é alheio ao seu trabalho e emprego, menos capaz será de suportar as fadigas e as dificuldades de sua vida com alegria e contentamento"
. (Mandeville apud Thompson, pg. 15/Costumes em Comum)

Mandeville escreveu isso no século XVIII e infelizmente esse continua sendo o pensamento de quase toda a classe dominante e de uma grande parte de nossos políticos. Educar pra que? O povo tem que é trabalhar, sem reclamar!

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Renovar

Nenhum problema pode ser resolvido a partir da mesma consciência que o criou. Precisamos aprender a ver o mundo renovado (EINSTEIN)

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Galeano

Pouco comento aqui, mas Eduardo Galeano é um de meus escritores favoritos... O cunho cotidiano e político, além de poético, de suas narrativas, crônicas, pensamentos e observações realçam nossa luta e fé no mundo.

A indicação de hoje é "O Livro dos Abraços". Ele está disponível em PDF na internet (api.ning.com/files/.../livrodosabraos.pdf), mas pra quem, assim como eu, curte ter o livro em mãos, em papel, pra poder manipular, assinalar, carregar, recomendo a compra, até por não ser um livro caro.

Alguns trechos:

A arte das crianças
Mario Montenegro canta os contos que seus filhos lhe contam. Ele senta
no chão, com seu violão, rodeado por um círculo de filhos, e essas crianças ou
coelhos contam para ele a história dos setenta e oito coelhos que subiram um em
cima do outro para poder beijar a girafa, ou contam a história do coelho azul que
estava sozinho no meio do céu: uma estrela levou o coelho azul para passear pelo
céu, e visitaram a lua, que é um grande país branco e redondo e todo cheio de
buracos, e andaram girando pelo espaço, e saltaram sobre as nuvens de algodão, e
depois a estrela se cansou e voltou para o país das estrelas, e o coelho voltou para o
país dos coelhos, e lá comeu milho e cagou e foi dormir e sonhou que era um coelho
azul que estava sozinho no meio do céu.

Os sonhos esquecidos
Helena sonhou que deixava os sonhos esquecidos numa ilha. Claribel
Alegria recolhia os sonhos, os amarrava com uma fita e os guardava bem
guardados. Mas as crianças da casa descobriam o esconderijo e queriam vestir os
sonhos de Helena, e Claribel, zangada, dizia a eles:
— Nisso ninguém mexe.
Então Claribel telefonava para Helena e perguntava:
— O que eu faço com seus sonhos?

A burocracia/3
Sixto Martínez fez o serviço militar num quartel de Sevilha. No meio do
pátio desse quartel havia um banquinho. Junto ao banquinho, um soldado
montava guarda. Ninguém sabia porque se montava guarda para o banquinho. A
guarda era feita por que sim, noite e dia, todas as noites, todos os dias, e de
geração em geração os oficiais transmitiam a ordem e os soldados obedeciam.
Ninguém nunca questionou, ninguém nunca perguntou. Assim era feito, e sempre
tinha sido feito.
E assim continuou sendo feito até que alguém, não sei qual general ou
coronel, quis conhecer a ordem original. Foi preciso revirar os arquivos a fundo. E
depois de muito cavoucar, soube-se. Fazia trinta e um anos, dois meses e quatro
dias, que um oficial tinha mandado montar guarda junto ao banquinho, que fora
recém-pintado, para que ninguém sentasse na tinta fresca.

Causos/2
Nos antigamentes, dom Verídico semeou casas e gentes em volta do
botequim El Resorte, para que o botequim não se sentisse sozinho. Este causo
aconteceu, dizem por aí, no povoado por ele nascido.
E dizem por aí que ali havia um tesouro, escondido na casa de um
velhinho todo mequetrefi.
Uma vez por mês, o velhinho, que estava nas últimas, se levantava da
cama e ia receber a pensão.
Aproveitando a ausência, alguns ladrões, vindos de Montevidéu,
invadiram a casa.
Os ladrões buscaram e buscaram o tesouro em cada canto. A única coisa
que encontraram foi um baú de madeira, coberto de trapos, num canto do porão. O
tremendo cadeado que o defendia resistiu, invicto, ao ataque das gazuas.
E assim, levaram o baú. Quando finalmente conseguiram abri-lo, já longe
dali, descobriram que o baú estava cheio de cartas. Eram as cartas de amor que o
velhinho tinha recebido ao longo de sua longa vida.
Os ladrões iam queimar as cartas. Discutiram. Finalmente, decidiram
devolvê-las. Uma por uma. Uma por semana.
Desde então, ao meio-dia de cada segunda-feira, o velhinho se sentava no
alto da colina. E lá esperava que aparecesse o carteiro no caminho. Mal via o
cavalo, gordo de alforjes, entre as árvores, o velhinho desandava a correr. O
carteiro, que já sabia, trazia sua carta nas mãos.
E até São Pedro escutava as batidas daquele coração enlouquecido de
alegria por receber palavras de mulher.

Noite de Natal
Fernando Silva dirige o hospital de crianças, em Manágua. Na véspera do
Natal, ficou trabalhando até muito tarde. Os foguetes esposavam e os fogos de
artifício começavam a iluminar o céu quando Fernando decidiu ir embora. Em casa,
esperavam por ele para festejar.
Fez um último percorrido pelas salas, vendo se tudo ficava em ordem, e
estava nessa quando sentiu que passos o seguiam. Passos de algodão: virou e
descobriu que um dos doentinhos andava atrás dele. Na penumbra, reconheceu-o.
Era um menino que estava sozinho. Fernando reconheceu sua cara marcada pela
morte e aqueles olhos que pediam desculpas ou talvez pedissem licença.
Fernando aproximou-se e o menino roçou-o com a mão: — Diga para... —
sussurrou o menino —. Diga para alguém que eu estou aqui.

Os ninguéns
As pulgas sonham com comprar um cão, e os ninguéns com deixar a
pobreza, que em algum dia mágico a sorte chova de repente, que chova a boa sorte
a cântaros; mas a boa sorte não chove ontem, nem hoje, nem amanhã, nem nunca,
nem uma chuvinha cai do céu da boa sorte, por mais que os ninguéns a chamem e
mesmo que a mão esquerda coce, ou se levantem com o pé direito, ou comecem o
ano mudando de vassoura.
Os ninguéns: os filhos de ninguém, os donos de nada.
Os ninguéns: os nenhuns, correndo soltos, morrendo a vida, fodidos e
mal pagos:
Que não são, embora sejam.
Que não falam idiomas, falam dialetos.
Que não praticam religiões, praticam superstições.
Que não fazem arte, fazem artesanato.
Que não são seres humanos, são recursos humanos.
Que não tem cultura, têm folclore.
Que não têm cara, têm braços.
Que não têm nome, têm número.
Que não aparecem na história universal, aparecem nas páginas policiais
da imprensa local.
Os ninguéns, que custam menos do que a bala que os mata.

Anúncios
Vende-se: — Uma negra meio boçal, da nação cabinda, pela quantidade
de 430 pesos. Tem rudímentos de costurar e passar.
— Sanguessugas recém-chegadas da Europa, da melhor qualidade, por
quatro, cinco e seis vinténs uma.
— Um carro, por quinhentos patacões, ou troca-se por negra.
— Uma negra, de idade de treze a quatorze anos, sem vícios, de nação
bangala.
— Um mulatinho de idade onze anos, com rudímentos de alfaiate.
— Essência de salsaparrilha, a dois pesos o frasquinho.
— Uma primeiriça com poucos dias de parida. Não tem cria, mas tem
abundante leite bom.
— Um leão, manso feito um cão, que come de tudo, e também uma cômoda
e uma caixa de embuia.
— Uma criada sem vícios nem doenças, de nação conga, de idade de uns
dezoito anos, e além disso um piano e outros móveis a preços cômodos.
(Dos jornais uruguaios de 1840, vinte e sete anos depois da abolição da escravatura.)

Teologia/2
O deus dos cristãos, Deus da minha infância, não faz amor. Talvez o
único deus que nunca fez amor, entre todos os deuses de todas as religiões da
história humana. Cada vez que penso nisso, sinto pena dele. E então o perdôo por
ter sido meu super-pai castigador, chefe de polícia do universo, e penso que afinal
Deus também foi meu amigo naqueles velhos tempos, quando eu acreditava Nele e
acreditava que Ele acreditava em mim. Então preparo a orelha,, na hora dos
rumores mágicos, entre o pôr-do-sol e o nascer subir da noite, e acho que escuto
suas melancólicas confidencias.

O diagnóstico e a terapêutica
O amor é uma das doenças mais bravas e contagiosas. Qualquer um
reconhece os doentes dessa doença. Fundas olheiras delatam que jamais dormimos,
despertos noite após noite pelos abraços, ou pela ausência de abraços, e padecemos
febres devastadoras e sentimos uma irresistível necessidade de dizer estupidezes. O
amor pode ser provocado deixando cair um punhadinho de pó de me ame, como por
descuido, no café ou na sopa ou na bebida. Pode ser provocado, mas não pode
impedir. Não o impede nem a água benta, nem o pó de hóstia; tampouco o dente de
alho, que nesse caso não serve para nada. O amor é surdo frente ao Verbo divino e
ao esconjuro das bruxas. Não há decreto de governo que possa com ele, nem poção
capaz de evitá-lo, embora as vivandeiras apregoem, nos mercados, infalíveis
beberagens com garantia e tudo.

A cultura do terror/3
Sobre uma menina exemplar: Uma menina brinca com duas bonecas e
briga com elas para que fíquem quietas. Ela também parece uma boneca porque é
linda e boazinha e porque não incomoda ninguém.
(Do livro Adelante, de J. H. Figueira, que foi livro escolar nas escolas do Uruguai até
poucos anos atrás).

A cultura do terror/6
Pedro Algorta, advogado, mostrou-me o gordo expediente do assassinato
de duas mulheres. O crime duplo tinha sido à faca, no final de 1982, num subúrbio
de Montevidéu.
A acusada, Alma Di Agosto, tinha confessado. Estava presa fazia mais de
um ano; e parecia condenada a apodrecer no cárcere o resto da vida.
Seguindo o costume, os policiais tinham violado e torturado a mulher.
Depois de um mês de contínuas surras, tinham arrancado de Alma várias
confissões. As confissões não eram muito parecidas entre si, como se ela tivesse
cometido o mesmo assassinato de maneiras muito diferentes. Em cada confissão
havia personagens diferentes, pitorescos fantasmas sem nome ou domicílio, porque
a máquina de dar choques converte qualquer um em fecundo romancista; e em
todos os casos a autora demonstrava ter a agilidade de uma atleta olímpica, os
músculos de uma forçuda de parque de diversões e a destreza de uma matadora
profissional. Mas o que mais surpreendia era a riqueza de detalhes: em cada
confissão, a acusada descrevia com precisão milimétrica roupas, gestos, cenários,
situações, objetos...
Alma Di Agosto era cega.
Seus vizinhos, que a conheciam e gostavam dela, estavam convencidos
de que ela era culpada*.
— Por quê? — perguntou o advogado.
— Porque os jornais dizem.
— Mas os jornais mentem — disse o advogado.
— Mas o rádio também diz— explicaram os vizinhos —. E até a televisão.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

pensamento

"Sou um só, mas ainda assim sou um. Não posso fazer tudo..., mas posso fazer alguma coisa. Por não poder fazer tudo, não me recusarei a fazer o pouco que posso."
*Anônimo*

quinta-feira, 10 de junho de 2010

sobre a tolerância

"A tolerância é um fim em si mesmo. A eliminação da violência e a redução da repressão na extensão requerida para proteger homem e animais da crueldade e agressão são precondições para a criação de uma sociedade humana".
(Herbert Marcuse)

quinta-feira, 27 de maio de 2010

...

Ninguém mais comenta nada aqui, então hoje vou me revoltar e não vou procurar nada pra colocar e nem escrever nada, além dessa frase...

terça-feira, 4 de maio de 2010

Shakespeare, rápidas e rasteiras


Nunca poderá ser ofensivo aquilo que a simplicidade e o zelo ditam.

Que é o homem, se sua máxima ocupação e o bem maior não passam de comer e dormir?

 Ninguém poderá jamais aperfeiçoar-se, se não tiver o mundo como mestre. A experiência se adquire na prática.

A realidade é que não te amo com meus olhos que descobrem em ti mil falhas, mas com meu coração, que ama o que os olhos desprezam

quarta-feira, 7 de abril de 2010

terça-feira, 10 de novembro de 2009

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Caio entre os girassóis...

(citações de Caio Fernando Abreu)

"Acho que sou bastante forte para sair de todas as situações em que entrei, embora tenha sido suficientemente fraco para entrar."

"Acho espantoso viver, acumular memórias, afetos.""Acho espantoso viver, acumular memórias, afetos."

"Tenho uma vontade besta de voltar, às vezes. Mas é uma vontade semelhante à de não ter crescido"

"E tem o seguinte, meus senhores: não vamos enlouquecer, nem nos matar, nem desistir. Pelo contrario: vamos ficar ótimos e incomodar bastante ainda"

"Venha quando quiser, ligue, chame, escreva - tem espaço na casa e no coração, só não se perca de mim"

"Mudei muito, e não preciso que acreditem na minha mudança para que eu tenha mudado"

"...depois de todas as tempestades e naufrágios o que fica de mim e em mim é cada vez mais essencial e verdadeiro"




"A vida tem caminhos estranhos, tortuosos às vezes difíceis: um simples gesto involuntário pode desencadear todo um processo. Sim, existir é incompreensível e excitante. As vezes que tentei morrer foi por não poder suportar a maravilha de estar vivo e de ter escolhido ser eu mesmo e fazer aquilio que eu gosto - mesmo que muitos não compreendam ou não aceitem."

"Menos pela cicatriz deixada, uma feridantiga mede-se mais exatamente pela dor que provocou, e para sempre perdeu-se no momento em que cessou de doer, embora lateje louca nos dias de chuva."

"Chorar por tudo que se perdeu, por tudo que apenas ameaçou e não chegou a ser, pelo que perdi de mim, pelo ontem morto, pelo hoje sujo, pelo amanhã que não existe, pelo muito que amei e não me amaram, pelo que tentei ser correto e não foram comigo. Meu coração sangra com uma dor que não consigo comunicar a ninguém, recuso todos os toques e ignoro todas tentativas de aproximação. Tenho vergonha de gritar que esta dor é só minha, de pedir que me deixem em paz e só com ela, como um cão com seu osso.
A única magia que existe é estarmos vivos e não entendermos nada disso. A única magia que existe é a nossa incompreensão."

"Talvez um voltasse, talvez o outro fosse. Talvez um viajasse, talvez outro fugisse. Talvez trocassem cartas, telefonemas noturnos, dominicais, cristais e contas por sedex (...) talvez ficassem curados, ao mesmo tempo ou não. Talvez algum partisse, outro ficasse. Talvez um perdesse peso, o outro ficasse cego. Talvez não se vissem nunca mais, com olhos daqui pelo menos, talvez enlouquecessem de amor e mudassem um para a cidade do outro, ou viajassem junto para Paris (...) talvez um se matasse, o outro negativasse. Seqüestrados por um OVNI, mortos por bala perdida, quem sabe. Talvez tudo, talvez nada"

""A gente se apertou um contra o outro. A gente queria ficar apertado assim porque nos completávamos desse jeito, o corpo de um sendo a metade perdida do corpo do outro.""

"Tenho dias lindos, mesmo quietinhos"

"...sabe que o meu gostar por você chegou a ser amor pois se eu me comovia vendo você pois se eu acordava no meio da noite só pra ver você dormindo meu Deus como você me doía de vezenquando eu vou ficar esperando você numa tarde cinzenta de inverno bem no meio duma praça então os meus braços não vão ser suficientes pra abraçar você e a minha voz vai querer dizer tanta mas tanta coisa que eu vou ficar calada um tempo enorme só olhando você sem dizer nada só olhando e pensando meu Deus como você me dói de vezenquando"

"É dificil aprisionar os que tem asas"

"Dá um certo trabalho decodificar todas as emoções contraditórias, confusas, somá-las, diminuí-las e tirar essa síntese numa palavra só, esta: gosto."

"Só quero ir indo junto com as coisas, ir sendo junto com elas, ao mesmo tempo, até um lugar que não sei onde fica, e que você até pode chamar de morte, mas eu chamo apenas de porto."

" As pessoas falam coisas, e por tras do que falam há o que sentem, e por trás do que sentem, há o que são e nem sempre se mostra ..."

"Somos todos imortais. Teoricamente imortais, claro. Hipocritamente imortais. Porque
nunca consideramos a morte como uma possibilidade cotidiana, feito perder a hora no
trabalho ou cortar-se fazendo a barba, por exemplo. Na nossa cabeça, a morte não
acontece como pode acontecer de eu discar um número telefônico e, ao invés de alguém
atender, dar sinal de ocupado. A morte, fantasticamente, deveria ser precedida de certo
'clima', certa 'preparação'. Certa 'grandeza'."

"...você cresceu em mim de um jeito completamente insuspeitado, assim como se você fosse apenas uma semente e eu plantasse você esperando ver uma plantinha qualquer, pequena, rala, uma avenca, talvez samambaia, no máximo uma roseira, é, não estou sendo agressivo não, esperava de você apenas coisas assim, avenca, samambaia, roseira, mas nunca, em nenhum momento essa coisa enorme que me obrigou a abrir todas as janelas, e depois as portas, e pouco a pouco derrubar todas as paredes e arrancar o telhado para que você crescesse livremente"

"No fim destes dias encontrar você que me sorri, que me abre os braços, que me abençoa e passa a mão na minha cara marcada, na minha cabeça confusa, que me olha no olho e me permite mergulhar no fundo quente da curva do teu ombro. Mergulho no cheiro que não defino, você me embala dentro dos seus braços e você me beija e você me aperta e você me aquieta repetindo que está tudo bem, tudo, tudo bem."


"Te desejo uma fé enorme, em qualquer coisa, não importa o quê, como aquela fé que a gente teve um dia, me deseja também uma coisa bem bonita, uma coisa qualquer maravilhosa, que me faça acreditar em tudo de novo, que nos faça acreditar em tudo outra vez."