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domingo, 25 de novembro de 2012

Maria da Penha - Tião Simpatia (DVD Mulher de Lei)

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Quando o Estado não é laico

Quando o Estado não é laico

Em Honduras, o simples anúncio de um espetáculo, intitulado “Música + Alma + Sexo”, gerou tanta polêmica nas últimas semanas que o presidente da república, Porfírio Lobo Sosa, foi obrigado a intervir. No palco do imbróglio estavam o cantor porto-riquenho Ricky Martin, a Confraternidade de Igrejas Evangélicas e o ministro do Interior, Áfrico Madrid.

Em carta enviada à Madrid, as igrejas evangélicas solicitaram a proibição da entrada do cantor no país, deixando claro o motivo: “O núcleo familiar que este artista tem não é o tipo de família que as leis de Honduras e que a sociedade hondurenha quer constituir e fomentar nos jovens e no resto da população”.

Em março de 2010, Ricky Martin assumiu publicamente a homossexualidade, passando a andar sempre acompanhado pela família, que é composta por seu companheiro e dois filhos gêmeos - gerados através de inseminação artificial em barriga de aluguel.

Para Erick Martinez, do Movimento Diversidade em Resistência, essa situação prova que em Honduras o problema da homofobia é grave. “E isso acontece porque realmente não há um interesse do Estado em enfrentar o tema”, afirmou. “Estamos fazendo um trabalho para promover uma politica pela não discriminação. Mas a mídia insiste em dizer que nossa luta é somente pelo direito ao casamento, por isso tanta polêmica em torno da família de Ricky Martin”, completou.

“Moral e bons costumes”

A partir do pedido das igrejas, o ministro Áfrico Madrid montou uma Comissão de Censura para avaliar uma demo do concerto do ex-integrante do grupo Menudo. Segundo o ministro, era necessário checar se o espetáculo garantia o “respeito a moral e aos bons costumes”. A comissão determinou que o show estava proibido para menores 15 anos. Por todos os países por onde passou - incluindo Brasil, Venezuela, Colômbia e Nicarágua - a turnê não sofreu nenhuma censura.

A essa altura da polêmica, o presidente Porfírio Lobo Sosa, que estava nos Estados Unidos, em visita a Obama, interviu, liberando o evento de qualquer censura. “Ele teve que tomar uma decisão porque o comportamento de seu ministro colocava em evidência que Honduras é homofóbica e que a igreja, em sua cota de poder, utiliza sim as instituições do Estado em seu benefício” opinou Erick Martinez. O tema da reunião com o Obama era justamente a situação dos direitos humanos em Honduras.

Censurar ou cancelar o evento, previsto para ser realizado no dia 18 de outubro (após o fechamento desta edição), em Tegucigalpa, também significaria comprar briga com patrocinadores de peso como o Banco Credomatic, a empresa de telefonia Claro e a cervejaria Corona, que investiram no show. “Não podemos esquecer que Ricky Martin é um empresário, embaixador do Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e que o dinheiro do show será revestido para uma fundação que trabalha com direito das crianças”, acrescenta Martinez.

Religião e política

Para o ex-pastor e atual membro da comissão política da Frente Nacional de Resistência Popular (FNRP), Guillermo Jiménez, o episódio evidenciou uma “hipocrisia histórica” e a linha tênue da relação entre religião e política. “Os religiosos falam que não têm que se meter em política, mas isso já é uma postura hipócrita. E os políticos, por sua vez, dizem que não têm que se meter em religião, mas quando convêm, usam a simbologia, os ritos e aparentam ser religiosos” analisa.

Segundo Jiménez, um exemplo dessa hipocrisia aconteceu quando, por ocasião do golpe de Estado civil-militar, que derrocou o então presidente Manuel Zelaya, os setores da igreja, principalmente o arcebispo de Tegucigalpa, Oscar Andrés Rodríguez, saíram em defesa de Roberto Micheletti, o presidente do regime golpista.

Micheletti foi qualificado como “o Messias da América Latina”, “um herói nacional” ou “o eleito de Deus para defender a democracia”. Para o ex-pastor, essas expressões religiosas com roupagem politica são as mais perigosas e manipuladoras. “Aí já não cabe a razão e sim a “revelação”, o “profetismo”. E se não há razão nem lógica há o caos”, afirma.

Gilda Rivera, diretora do Centro de Direitos das Mulheres (CDM) e militante da organização Feministas em Resistência, chama a atenção para o fato de que as igrejas evangélicas e católicas vêm adquirindo cada vez mais força no país. “Possivelmente, um dos fatores tem a ver com todo o contexto econômico e politico em que vive a população. Buscam satisfazer direitos que não alcançam por causa da desigualdade, falta de oportunidade e violência”, analisa.

Segundo ela, essas igrejas jamais se comprometeram com temas realmente importantes, como a luta pelo fim da violência contra as mulheres. Ela lembra que, em Honduras há uma igreja, chamada Mi Viña, cujo slogan é “Não se divorcie, nós trabalhamos por sua família”. “O que está por trás desse slogan? Pregam que a mulher deve suportar a opressão, que o principal é manter a relação não importa o custo para a mulher e muitas vezes pros filhos e filhas”.

Para a feminista, os setores fundamentalistas da igreja no poder acabam influenciando em políticas que prejudicam mulheres, jovens e homossexuais, já que incrementam o número de adolescentes grávidas, contágio de doenças sexualmente transmissíveis, evasão escolar e geram até custos econômicos para o Estado.

Um exemplo dessa influência foi o ataque à educação sexual no ensino público, através da proibição de uma cartilha que continha imagens de dois jovens nus, com a intenção de ensinar a localização dos órgãos sexuais e reprodutores. “Essa cartilha, que foi elaborada por especialistas da ONU, foi muito perseguida, sob o argumento de que continha 'pornografia', principalmente por uma deputada chamada Martha Lorena Casco. É uma senhora de muito dinheiro”, denuncia Gilda.

Pílula do dia seguinte

Martha Lorena Casco foi eleita deputada no marco de uma campanha para uma maior participação feminina na vida política do país e, na época, obteve apoio do então candidato à presidência pelo Partido Liberal, Manuel Zelaya Rosales. “Depois, tornou-se uma das maiores apoiadoras do golpe de Estado. Nomearam-na vice-ministra de Relações Exteriores do regime golpista”, conta a feminista.

A deputada é presidenta do grupo Pró-vida, organização estritamente ligada à igreja católica e que se declara “defensora da vida” e “contra o aborto e métodos anticoncepcionais”. Em 2009, dois meses antes do golpe de Estado, Casco e seu grupo estiveram envolvidos numa das brigas entre Zelaya e o Congresso nacional, já demostrando as fortes contradições entre ambos.

A parlamentar pediu ao Congresso que proibisse a comercialização do contraceptivo de emergência. “Mas o congresso nacional não podia proibir porque é uma politica de saúde pública que depende do Executivo”, explica Rivera. “Então, o Congresso enviou uma proposta de decreto para que o presidente Zelaya aprovasse. Mas ele vetou e o caso foi para a Corte Suprema de Justiça. Nisso se dá o golpe de Estado e, logo em seguida, a proibição é aprovada”, relata.

Na opinião de Gilda esses setores religiosos fazem parte dos grupos oligárquicos do país que, além de contarem com muito recurso econômico, colocam e tiram pessoas de cargos públicos. “Estamos falando de um grupo de poder. Estas não são pessoas religiosas, estão partindo de princípios fundamentalistas. E eles sabem que a libertação da mulher vai tocar nos seus privilégios. É uma semente de transformação”.

Depois do golpe, as estatísticas

Segundo as organizações feministas e de diversidade sexual, os crimes contra homossexuais e a violência contra a mulher aumentaram depois do golpe de Estado, ocasião em que os grupos religiosos passaram a ter mais poder no Congresso. De acordo com dados do Centro de Direitos das Mulheres (CDM), os feminicídios (assassinato de mulheres por razão sexista) têm aumentado ano após ano, e chegaram ao total de 343 no ano de 2010. Mas, a organização evidencia que neste ano, tomando como base o ano de 2002, houve um aumento de 257.9% nas mortes. Em 2011, os números não melhoraram: pegando os seis primeiros meses e comparando com o mesmo período de 2010, os femincídios aumentaram em 25%.

“Há um aumento do feminicídio, assim como há uma alta dos homicídios gerais no país. Mas há, principalmente, um aumento da impunidade”, ressalta Gilda. “Estamos trabalhando em um caso que um policial violou duas irmãs e os juízes não o puniram. Há outro caso em que um médico assassinou sua namorada, mas como ela era militante da resistência ao golpe de Estado, qualificaram como um “crime político”, quando na verdade se tratava de um feminicídio íntimo. A impunidade sempre existiu, mas agora está mais forte”.

Já o Movimento de Diversidade Sexual contabilizou, de junho de 2009 para cá, 57 assassinatos. O relatório da Anistia Internacional referente ao ano de 2010, denuncia a impunidade contra esses crimes: “Estes ataques, raras vezes são investigados exaustivamente e segue a inquietude da falta de proteção a quem denuncia estes delitos” afirma o documento.

Um exemplo de crime impune foi o cometido contra a travesti Deborah. Sua história é a mesma de muitos: na adolescência se assumiu homossexual e travesti. Quando seus pais se deram conta, a expulsaram de casa. Começou a prostituir-se como única maneira de sobreviver. Numa noite, ao se negar a entrar num carro com 5 pessoas, levou quatro tiros, na frente de muitas testemunhas, colegas de trabalho. “A polícia diz que está investigando, mas é totalmente falso. Nos dizem isso para que nos acalmemos e para que não sigamos denunciando a impunidade dos crimes”, denunciou Oney Moreno, ex-companheiro de Deborah.

www.brasildefato.com.br

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Uma nova utopia democrática

Uma nova utopia democrática
Artigo 1
Por João Motta 2 e Vinícius Wu 3



Refletir sobre participação cidadã, hoje, é também procurar respostas à crise da representação, que perturba regimes democráticos em todo o mundo. Crise essa que está na base dos protestos e revoltas que marcam o ano de 2011. O impasse entre representantes formais e representados, cada vez mais distantes dos processos políticos tradicionais, manifesta-se nitidamente nas ruas de Madri, Santiago ou Londres.

Talvez o grande desafio da agenda democrática neste início de século seja exatamente o de abrir as estruturas do Estado aos novos protagonistas sociais, originários das profundas mutações vividas pela sociedade global nas últimas décadas.

No Brasil, a Constituição de 1988 ampliou a presença na cena pública das representações tradicionais do mundo do trabalho. Através de conselhos, conferências e outros instrumentos foi possível absorver a participação política de setores organizados, que antes não possuíam os atuais canais de interlocução com o Estado. No entanto, os novos atores sociais não se enxergam nesse processo.

As mudanças processadas no tecido social brasileiro indicam que atravessamos um período de transição; muito mudou e ainda vai mudar em termos de participação política. Afinal, como se expressarão politicamente os jovens da periferia beneficiados pelo ProUni? Com que grupos sociais se identificarão, no futuro, os brasileiros atendidos pelo Bolsa-Família? Para onde caminhará a nova classe média?

Assim, um sistema de participação atual deve ser sofisticado, multifacetado e priorizar o compartilhamento, ampliando o acesso aos códigos do Estado e reconhecendo diversas formas de mobilização e participação. Não há por que definir um instrumento mais ou menos importante. A participação presencial deve combinar-se com a virtual.

E compartilhar decisões, numa sociedade fragmentada, é também reconhecer identidades, o que torna as decisões mais complexas. Decidir sobre saúde, hoje, não significa decidir apenas sobre o orçamento da saúde, por exemplo. Temos uma grande diversidade de problemas a enfrentar e também uma enorme gama de sujeitos a atender e ouvir.

O sistema estadual de participação popular e cidadã, proposto pelo governo gaúcho, deve enfrentar esses temas, ampliando o caráter deliberativo sobre os investimentos públicos e priorizando os programas de desenvolvimento regional.

Essa metodologia envolve o reforço de instrumentos como o Orçamento Participativo e a Consulta Popular, além da adoção de novas tecnologias de consulta e deliberação. Controle social sobre o Estado e participação devem associar-se ainda mais. Tornar acessível o monitoramento das ações de governo é fundamental.

Trata-se, enfim, de contribuir com a renovação da agenda democrática em escala global. Não é uma tarefa simples, que se realize sem um certo apelo utópico. Se conseguiremos avançar até aí, não é possível saber agora, mas que essa utopia ao menos nos leve a caminhar em sua direção.

1. Artigo publicado no jornal Zero Hora em 30 de setembro de 2011.

2. Secretário de Planejamento, Gestão e Participação Cidadã.

3. Chefe de Gabinete do Governador e coordenador do Gabinete Digital.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

3 Mulheres recebem o NOBEL DA PAZ

Duas africanas no trio de vencedoras do Prémio Nobel da Paz de 2011
Fonte: http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/2011/10/duas-africanas-no-trio-de-vencedoras-do-premio-nobel-da-paz-de-2011/?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter
Presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf e a sua compatriota e activista Leymah Gbowee dividem galardão com a iemenita Tawakul Karman; Secretário-Geral da ONU congratula a escolha.

Ellen Johnson Sirleaf
Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova Iorque.*
A presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf e a activista da paz também liberiana, Leymah Gbowee, foram anunciadas esta sexta-feira como vencedoras do Prémio Nobel da Paz de 2011.
Elas partilham o prémio com a líder do movimento pró-democracia no Iémen, Tawakul Karman.
Construção da Paz
De acordo com a Comissão do Nobe l as três figuras foram agraciadas “pela sua luta de forma pacífica, pelo direito das mulheres e a plena participação feminina na construção da paz.”
O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon considerou o Nobel da Paz deste ano uma inspiração para todas as mulheres do mundo.
Justiça e Democracia
Ban afirmou que a concessão do Nobel às três mulheres é uma “notícia maravilhosa”. Segundo ele, não poderia haver melhor escolha. Ele lembrou ter ouvido a voz de mulheres a pedir justiça e democracia no Médio Oriente, no Norte da África e outras regiões.
Considerando o prémio uma prova do poder das mulheres em posição de liderança, Ban reafirmou ainda seu compromisso pessoal de priorizar a promoção dos direitos da mulher no seu segundo mandato à frente das Nações Unidas.
Momentos Críticos
As três vencedoras deste ano são conhecidas pela liderança em momentos críticos. Ellen Johnson Sirleaf foi eleita a primeira presidente da Libéria, em 2005, após 14 anos de uma guerra civil que matou 250 mil pessoas no país da África Ocidental.
A compatriota, Leymah Gbowee, conseguiu unir mulheres cristãs e islâmicas para orarem juntas pela paz.
A activista iemenita, Tawakul Karman, fundou um movimento de não-violência pela saída do poder do presidente do Iémen, Ali Abdullah Saleh, como parte da primavera árabe.
*Apresentação: Eleutério Guevane.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Manifesto em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável

Manifesto em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável
Junho de 2011

Acesse: http://www.florestafazadiferenca.com.br


Por que tanta polêmica em torno da manutenção do que resta das nossas florestas? Será possível que ambientalistas, cientistas, religiosos, empresários, representantes de comunidades, movimentos sociais e tantos cidadãos e cidadãs manifestem sua indignação diante do texto do Código Florestal, aprovado pela Câmara dos Deputados, apenas por um suposto radicalismo ou desejo de conflito sem cabimento? Será justo afirmar que os defensores das florestas não levam em conta as pessoas e suas necessidades de produzir e consumir alimentos? Do que se trata, afinal? O que importa para todos os brasileiros?
Importa, em primeiro lugar, esclarecer a grande confusão sob a qual se criam tantas desinformações: não está se fazendo a defesa pura e simples das florestas. Elas são parte dos sonhos de um país com mais saúde, menos injustiça, no qual a qualidade de vida de todos seja um critério levado em conta. Um Brasil no qual os mais pobres não sejam relegados a lugares destruídos, perigosos e insalubres. No qual a natureza seja respeitada para que continue sendo a nossa principal fonte de vida e não a mensageira de nossas doenças e de catástrofes.
A Constituição Brasileira afirma com enorme clareza esses ideais, no seu artigo 225, quando estabelece que o meio ambiente saudável e equilibrado é um direito da coletividade e todos – Poder Público e sociedade – têm o dever de defendê-lo para seu próprio usufruto e para as futuras gerações Esse é o princípio fundamental sob ataque agora no Congresso Nacional, com a aprovação do projeto de lei que altera o Código Florestal. 23 anos após a vigência de nossa Constituição quer-se abrir mão de suas conquistas e provocar enorme retrocesso.
Há décadas se fala que o destino do Brasil é ser potência mundial. E muitos ainda não perceberam que o grande trunfo do Brasil para chegar a ser potência é a sua condição ambiental diferenciada, nesses tempos em que o aquecimento global leva a previsões sombrias e em que o acesso à água transforma-se numa necessidade mais estratégica do que a posse de petróleo.
Água depende de florestas. Temos o direito de destruí-las ainda mais? A qualidade do solo, para produzir alimentos, depende das florestas. Elas também são fundamentais para o equilíbrio climático, objetivo de todas as nações do planeta. Sua retirada irresponsável está ainda no centro das causas de desastres ocorridos em áreas de risco, que tantas mortes têm causado, no Brasil e no mundo.
Tudo o que aqui foi dito pode ser resumido numa frase: vamos usar, sim, nossos recursos naturais, mas de maneira sustentável. Ou seja, com o conhecimento, os cuidados e as técnicas que evitam sua destruição pura e simples. É mais do que hora de o País atualizar sua visão de desenvolvimento para incorporar essa atitude e essa visão sustentável em todas as suas dimensões.
Tal como a Constituição reconhece a manutenção das florestas como parte do projeto nacional de desenvolvimento, cabe ao poder público e nós, cidadãos brasileiros, garantir que isso aconteça. Devemos aproveitar a discussão do Código Florestal para avançar na construção do desenvolvimento sustentável. Para isso, é de extrema importância que o Senado e o governo federal ouçam a sociedade brasileira e jamais esqueçam que seus mandatos contêm, na origem, compromisso democrático inalienável de respeitar e dialogar com a sociedade para construir nossos caminhos.
O Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável, criado pelas instituições abaixo assinadas, convoca a sociedade brasileira a se unir a esse desafio, contribuindo para a promoção do debate e a apresentação de propostas, de modo que o Senado tenha a seu alcance elementos para aprovar uma lei à altura do Brasil.
Caso sua instituição queira aderir ao Manifesto, entre em contato no e-mail comiteflorestas@gmail.com
Lista das instituições que assinam o manifesto até 16/08/2011:
A PET Nosa de Cada Dia
A Rocha Brasil
ABI - Associação Brasileira de Imprensa
ABONG - Associação Brasileira das ONGs
ABRAMPA – Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente
ACMUN - Associação Cultural de Mulheres Negras/RS
ADA - Agência de Desenvolvimento Ambiental/PR
Afroreggae
AJUFE
AMALUMIAR
AMB Pará - Articulação de Mulheres Brasileiras
AMNB - Articulação de Mulheres Negras Brasileiras
AMPJ - Associação Movimento Paulo Jackson
Amazônia para Sempre
APEDeMA-RS - Assembleia Permanente de Entidades em Defesa do Meio Ambiente
Apremavi
ASA - Articulação no Semi-Árido Brasileiro
ASCAE - Associação Cultural Arte e Ecologia
Associação Alternativa Terrazul
Associação APAS de Agroextrativismo de Castelo dos Sonhos-PA
Associação Caatinga
Associação Cultural Cena Urbana
Associação Cultural da Comunidade do Morro do Querosene
Associação de Participação Popular de Mateus Leme (APP-ML)
Associação Novo Encanto de Desenvolvimento Ecológico
Associação Wotchmaücü do Povo Tikuna
Bio-Bras (Mogi das Cruzes-SP)
CACAI - Centro de Apoio a Criança e ao Adolescente de Iguaba
CARE Brasil
CEA - Centro de Estudos Ambientais
CELS - Coletivo de Educadores Livres e Solidários
CENPEC
Centro de Educação e Cultura do Trabalhador Rural (CENTRU -MA)
Centro de Harmonização Interior
CI - Conservação Internacional do Brasil
CIR - Conselho Indígena de Roraima
CNBB - Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
CNS - Conselho Nacional das Populações Extrativistas
COAPIMA - Coordenação das Organizações e Articulações dos Povos Indígenas do Maranhão
COIAB - Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira
Coletivo Curupira
Comissão Pró Índio do Acxre
Comitê Intertribal da Rio+20
CONIC - Conselho Nacional das Igrejas Cristãs do Brasil
CTA - Centro dos Trabalhadores da Amazônia
CUT - Central Única dos Trabalhadores
Essência Vital
FASE - Federação de Órgãos para a Assistência Social e Educacional
FBOMS – Fórum Brasileiro de ONGS e Movimentos Sociais
FETRAF - Federação de Trabalhadores na Agricultura Familiar
FMAP - Fórum de Mulheres da Amazônia Paraense
Fórum Carajás
Fórum das ONG´s Ambientais do Estado do Tocantins
Forum de ex-Ministros de Meio Ambiente
Fórum de ONGs Ambientalistas do Distrito Federal
Fórum Mundaças Climáticas e Justiça Social (FMCJS)
Fórum Nacional de Reforma Urbana – FNRU
Fpolis/SC
FSC Brasil - Conselho Brasileiro de Manejo Florestal
FULANAS - Mulheres Negras da Amazonia Brasileira
FUNBIO - Fundo Brasileiro para a Biodiversidade
Fundação Grupo Boticário
Fundação SOS MATA ATLÂNTICA
Fundação Tide Setubal
FURPA - Fundação Rio Parnaíba
FVA - Fundação Vitória Amazônica
Greenpeace Brasil
GTA - Grupo de Trabalho Amazônico
IBASE
ICV - Instituto Centro de Vida
IDESAM - Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas
IDS - Instituto Democracia e Sustentabiliade
IEAM - Instituto Encontro das Águas da Amazônia
IES Brasil - Instituto de Educação Socioambiental Brasileiro
IGOND - Instituto Gondwana
Imaflora
IMENA - Instituto de Mulheres Negras do Amapá
INEGRA - Instituto Negra do Ceará
INESC - Instituto de Estudos Socioeconômicos
Instituto Curicaca
Instituto Ecoar para Cidadania
Instituto Espinhaço - Biodiversidade, Cultura e Desenvolvimento Sócio Ambiental
Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social
Instituto O Direito por um País Verde
Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul (PACS)
Instituto Transformance: Cultura e Educação (ITCE)
IPAM - Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia
ISA - Instituto Socioambiental
ISPN - Instituto Sociedade População e Natureza
ITEC - Instituto de Desenvolvimento de Tecnologias Sustentáveis e Educação Ambiental
ITPA - Terra de Preservação Ambiental
Jornal Oecoambiental
MAB - Movimento dos Atingidos por Barragens
MAMA - Movimento Articulado de Mulheres da Amazônia
MEP-PA Movimento Evangélico Progressista
MIB - Movimento Inovação Brasil
MMC - Movimento de Mulheres Camponesas
MOPSAB – Movimento Popular de Saúde Ambiental de Barueri
MOPSAM Movimento Popular de Saúde Ambiental de Santo Amaro
Movimento Amazônia para Sempre
Movimento Ambientalista Grande Sertão Veredas – MAISVERDE
Movimento Planeta Verde
Movimento SOS Florestas
MPA - Movimento dos Pequenos Agricultores
MST - Movimentos dos Trabalhadores Sem Terra
MUDH - Movimento Humanos Direitos
Núcleo de Ecojornalistas do Rio Grande do Sul (nej/rs)
OAB - Ordem dos Advogados do Brasil
ONG Água é Vida
ONG MIRA SERRA
Organização Bio-Bras
PACS - Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul
Papel Social Comunicação
Portal Muda de Ideia
Reciclázaro
Rede Brasileira de Arteducadores (ABRA)
Rede das Mulheres de Terreiro de Pernambuco
Rede Jubileu Sul – Brasil
REJU - Rede Ecumênica da Juventude
REJUMA - Rede de Juventude Pelo Meio Ambiente
Reliplam-Brasil (Rede Latino-Americana de Plantas Medicinais, Aromáticas e Nutracêuticas)
Reserva Particular do Patrimonio Natural TUN
RMA - Rede de Ongs da Mata Atlântica
RMERA - Rede de Mulheres Empreendedoras Rurais da Amazônia
SINPAF - Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário
SINTTRAF - Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar
Sociedade Brasileira de Espeleologia
SOS Clima Terra
SPVS - Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental
STTR LRV - Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Lucas do Rio Verde/li>
Terra Mae
UEB – União dos Escoteiros do Brasil
Uiala Mukaji - Sociedade das Mulheres Negras de Pernambuco
União Planetária
Via Campesina
VII SEMBIO-UFBA
Vitae Civilis
WSPA - Sociedade Mundial de Proteção Animal
WWF Brasil
350.org

Doutor honoris causa: mundo acadêmico x mundo real

Doutor honoris causa: mundo acadêmico x mundo real
http://sul21.com.br/jornal/2011/09/doutor-honoris-causa-mundo-academico-x-mundo-real/?utm_medium=twitter&utm_source=twitterfeed#postcomment

O metalúrgico, que diziam ser analfabeto e ignorante, virou doutor. Luis Inácio Lula da Silva recebeu o título de doutor honoris causa, na última terça-feira (27), concedido pelo Instituto de Estudos Políticos de Paris, um dos mais respeitados centros de ensino e pesquisa no mundo. Fundado em 1871 e ligado à Universidade Sorbone, o Sciences Po, como é conhecido no meio acadêmico, só concedeu este título a 16 personalidades, sendo Lula o primeiro latino-americano.

– Lula recebe título de doutor honoris causa na França
Este é o sétimo título de doutor concedido ao ex-presidente brasileiro, que optou por recebê-los somente depois do término de seu mandato. No plano internacional, Lula já recebeu igual homenagem em Portugal, na Universidade de Coimbra. Diferentemente do que ocorre no Brasil, os grandes centros universitários mundiais têm por hábito acolher políticos que se destacam em seus países, prestando-lhes homenagens, convidando-os para proferir conferências e dar seminários ou, ainda, fazer estágios em suas instituições. Impõem como pré-requisito a competência política e não a formação acadêmica anterior.
No Brasil, as grandes universidades dificilmente acolhem personalidades do mundo político. Pela ordem de concessão, Lula recebeu títulos honoris causa das universidades federais de Viçosa (UFV), da Bahia (UFBA) e de Pernambuco (UFPE) e de mais duas universidades do mesmo estado, a federal rural (UFRPE) e a de Pernambuco (UPE). USP, UNICAMP, UFRJ, UFRGS e UnB, as melhor posicionadas no ranking universitário nacional, raramente recebem políticos sem formação acadêmica, seja para que eles participem de seminários e palestras, seja para que eles recebam homenagens por suas atuações.
A resistência existente nos centros universitários brasileiros melhor conceituados se faz contra os políticos, de modo geral, mas se acerba em relação aos políticos não “ilustrados”. O mundo acadêmico brasileiro tende a considerar que tudo o que vem do mundo prático e da experiência empírica deve ser rejeitado ou, ao menos, visto com ressalvas. A academia, pretendem os acadêmicos brasileiros, principalmente aqueles que se dedicam às áreas das ciências humanas e sociais, deve manter distância crítica do mundo real. Este tipo de “distância crítica” acaba eliminando a possibilidade de um rico diálogo entre os atores da vida social e os intelectuais que a estudam.
Existe, na verdade, um preconceito mútuo. Nem os “militantes” do mundo empírico admiram a academia e acham importante se aproximar dela, nem os acadêmicos universitários valorizam e buscam eliminar as barreiras que os separam do “mundo real”. Reforçam-se, deste modo, as resistências mútuas, o que é uma pena. Um país ainda tão carente como o Brasil não deveria se dar ao luxo de manter apartados os bons políticos e os bons acadêmicos, pois ambos são fundamentais para o projeto de desenvolvimento do país .

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

DESPENALIZAR EL ABORTO ES URGENTE PARA EL CONTINENTE

DESPENALIZAR EL ABORTO ES URGENTE PARA EL CONTINENTE
Fonte: http://www.amnistia.cl/web/ent%C3%A9rate/despenalizar-el-aborto-es-urgente-para-el-continente
Miércoles 28 de September de 2011 Home > Despenalizar el aborto es urgente para el continente
Despenalización de aborto

El día de hoy, Día por la Despenalización del Aborto en América Latina y el Caribe, los gobiernos del continente deben promover con urgencia planes concretos que aseguren el acceso a los derechos sexuales y reproductivos de las mujeres y niñas.

Amnistía Internacional se une a la campaña regional por la despenalización del aborto en América Latina y el Caribe bajo el lema, “Educación sexual para decidir, anticonceptivos para no abortar y aborto legal para no morir”. Restringir el acceso a los derechos sexuales y reproductivos pone en grave peligro los derechos humanos de mujeres y niñas.

Es vergonzoso que en una región donde la gran mayoría de países son Estados parte de la Convención de Belem do Pará (Convención Interamericana para Prevenir, Sancionar y Erradicar la Violencia contra la Mujer), cuando una mujer o niña queda embarazada a consecuencia de una violación el Estado la obligue a continuar con el embarazo. Forzar a una mujer o niña violada a continuar con un embarazo, es cruel, inhumano y degradante.

Algunas mujeres y niñas, antes de enfrentarse a ser obligadas a seguir con un embarazo, intentan suicidarse. En ocasiones toman otras medidas desesperadas e intentan practicarse un aborto a sí mismas. Es así como cientos de abortos ilegales e inseguros ocurren cada día, y mujeres y niñas sufren serias consecuencias, que incluso llegan a significar la pérdida de su vida.

En la región más desigual del mundo, estas medidas desesperadas afectan principalmente la vida de las mujeres y niñas que viven en la pobreza; ¿es que sus derechos humanos no merecen igual protección ante la ley?

Algunos lugares de América Latina y el Caribe han reconocido las graves violaciones de derechos humanos que resultan cuando el acceso al aborto seguro y legal se prohíbe o se restringe. A pesar de estos avances, la triste realidad en la región es que todavía existen leyes que castigan el aborto, y aunque en la mayoría de los países está permitido en ciertas circunstancias, con frecuencia esta legislación no se cumple en la práctica lo que conlleva graves consecuencias para mujeres y niñas. Las guías para el personal médico son en la mayoría de los casos inexistentes, poco claras o no se distribuyen, lo que lleva a utilizar el sistema judicial innecesariamente dejando mujeres y niñas embarazadas sin la posibilidad de ejercer sus derechos.

Los Estados además no dan prioridad a su propia legislación o a asegurar educación y difusión de los derechos de las mujeres y niñas en materia de salud sexual y reproductiva.

Miles de activistas de todo el mundo se encuentran el día de hoy expresando su indignación frente a estas injusticias y exigiendo “Educación sexual para decidir, anticonceptivos para no abortar y aborto legal para no morir”.

Los gobiernos deben cumplir con sus obligaciones internacionales y tomar medidas que garanticen el acceso de mujeres y niñas a sus derechos, despenalizando el aborto y promoviendo planes de educación sexual y acceso a servicios e información de planificación familiar para todos y todas, haciendo realidad que todas las mujeres decidan de manera libre e informada sobre cuándo desean tener hijos e hijas y cuántos, sin coacción o discriminación.

Información adicional

Los Estados de la región tienen el deber y la obligación de respetar y promover los derechos de las mujeres y niñas a la vida, a la integridad física; incluyendo protección contra todo tipo de violencia, a la salud, a la educación, a la información y a la no discriminación; conforme está establecido en los instrumentos internacionales y regionales de derechos humanos, en especial la Convención Interamericana para Prevenir, Sancionar y Erradicar la Violencia contra la Mujer (Convención de Belém do Pará), la Convención Americana sobre Derechos Humanos y su Protocolo Adicional sobre Derechos Económicos, Sociales y Culturales (Protocolo de San Salvador), y la Convención Interamericana para Prevenir y Sancionar a la Tortura.

Los Estados de la región también tienen la responsabilidad principal de proteger, reconocer y respetar a quienes toman acción para hacer efectivos los derechos humanos de las mujeres y niñas que se encuentran en la situación descrita anteriormente. Sus acciones son legítimas y en muchos casos fundamentales para quienes están apoyando. En este sentido, defensores y defensoras de derechos humanos deben gozar efectivamente de la posibilidad de hacer su trabajo sin temor a represalias, tal como lo afirma la Declaración de las Naciones Unidas sobre Defensores de Derechos Humanos y se ha dicho repetidas veces en el Sistema Interamericano de Derechos Humanos.

Acción de Amnistía Internacional- Chile

Activistas de Amnistía Internacional- Chile, en el contexto del Día por la Despenalización del Aborto en América Latina y el Caribe, estarán presentes con un stand informativo en el centro de Santiago.

Día: Miércoles 28 de septiembre

Hora: Desde 11:00 horas a 13:00 horas

Lugar: Plaza de Armas

Mais uma da Amélia Bündchen

Mais uma da Amélia Bündchen
Clara Roman (Fonte: http://www.cartacapital.com.br/destaques_carta_capital/gisele-bundchen-e-o-sexismo)
26 de setembro de 2011 às 15:58h

Em campanha publicitária, a modelo ensina a seduzir o marido após bater o carro ou estourar o limite do cartão de crédito. Por Clara Roman. Foto: Reprodução

Menos de uma semana depois de o Brasil enviar a primeira mulher para abrir uma Assembleia Geral das Nações Unidas, a marca de lingeries Hope reforçou um outro tipo de imagem da mulher brasileira em sua nova campanha publicitária. Quem protagoniza a peça é a modelo Gisele Bündchen, que exibe o corpo impecável com as roupas da empresa.

“Você é brasileira. Use seu charme” é a mensagem-chave da publicidade. No comercial, a top ensina o modo “certo” de assumir pequenos deslizes para seu marido e traduz, em poucos minutos, os estereótipos que há anos grupos feministas tentam derrubar.

Gisele tem a difícil missão de contar ao cônjuge alguns de seus pecados, como estourar o limite do cartão de crédito e bater o carro do maridão. Para se safar da fúria do homem, ela precisa usar seus dotes “genuinamente brasileiros”. O que consiste em exibir o corpo escultural de lingerie e dizer, com um leve gingado, as atrocidades cometidas contra o provedor da casa.

Leia mais:
O que pensam os novos consumidores?
A era do pós-gênero?
‘Somos mais respeitados lá fora’
Mulheres poderão votar e ser candidatas


E o modo 'errado'. Foto: Reprodução de vídeo

Não bastasse o estereótipo da mulher que, sem trabalho, acaba por descontrolar-se nas compras e gastar todo o dinheiro do casal – com o retoque do mito ‘Mulher no volante, perigo constante’ – a propaganda ainda reforça o ideário destinado à brasileira, a da sedutora inverterada.

Vale lembrar do recente caso com brasileiras na Europa, que sofrem com preconceito associado à imagem da prostituição e do charme do corpo.

Ao mesmo tempo em que consagra o modelo da mulher-objeto, a propaganda desqualifica aquela que não carrega o modo sedutor de ser. Uma conversa sem performances de sedução – e com roupas – é tida como “errada”.

Não é um caso isolado. A estereotipação de mulheres na indústria da propaganda é corriqueira e altamente discriminatória. No mundo dos publicitários, aparentemente, o sexo feminino é aquele destinado às tarefas domésticas (em comerciais de produto de limpeza) ou à satisfação masculina nas propagandas de cerveja, em que o produto é associado com o companheirismo entre amigos, fim de expediente e atrizes exuberantes.

Ao apelar para a identificação entre a espectadora e a modelo, o comercial constrange a brasileira que busca se libertar justamente da imposição do tal “charme brasileiro”.

Existe um outro movimento ao retratar o universo feminino dentro da publicidade, conectado à realidade da mulher contemporânea, na inserção no mercado de trabalho e no compartilhamento da renda do lar. Ainda muito discretamente, no entanto, a publicidade sequer se aproxima de dar conta do complexo cenário em que se enquadra o feminino no Brasil.

Por enquanto, a propaganda ainda se encontra a anos-luz das conquistas do movimento feminista, da emancipação feminina e da construção de um ideário de igualdade entre os sexos.

terça-feira, 27 de setembro de 2011

TUDO EM CIMA: Um título contra as castas

TUDO EM CIMA: Um título contra as castas: Foi preciso que se rompesse essa tradição de castas para que o Brasil mudasse. Mesmo aqueles que vieram da esquerda, como Fernando Henrique,...

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Não ao Novo Código Florestal

Ab'Saber: Se Dilma ouvisse quem entende, não concordaria com Código
Agência Senado

O geógrafo Aziz Ab'Aaber: "Tem gente que tem propriedade de um milhão de hectares na Amazônia"
Dayanne Sousa
Fonte: http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI5368938-EI6578,00-AbSaber+Se+Dilma+ouvisse+quem+entende+nao+concordaria+com+Codigo.html

O geógrafo Aziz Ab'Saber vê com gravidade os rumos da política ambiental brasileira. Enquanto a proposta de reforma no Código Florestal avança e pode ser aprovada em definitivo no próximo mês, estudos apontam erros na concessão de florestas para manejo sustentável. "É muito sério", sentencia o cientista e professor da Universidade de São Paulo (USP).

- Se a dona Dilma ouvisse os cientistas e pessoas que entendem da Amazônia, ela não iria concordar com o Código - critica. Para ele, a discussão está rodeada por intenções apenas políticas. "Eu acho que o pessoal do governo, sobretudo o pessoal da Agricultura e da Ciência e Tecnologia estão inventando tudo o que podem para fazer política".

Estudo feito pela Escola Superior de Agricultura Luis de Queiroz (Esalq), da USP, apontou que o manejo sustentável - regulado pela Lei de Gestão de Florestas Públicas de 2006 - não é viável economicamente. Segundo a pesquisa coordenada pelo professor Edson Vidal, o intervalo de 30 anos imposto para o ciclo de corte não permite a recuperação das espécies com maior interesse comercial.

Ab'Saber destaca a pressão de grupos ruralistas e avalia que há um grande interesse pela manutenção de propriedades na Amazônia.

- Muita gente quer espaço como patrimônio, não é para explorar de forma sustentável. Tem gente que tem propriedade de um milhão de hectares na Amazônia. Até gente do exterior.

Leia a entrevista.

Um artigo recente da Escola Superior de Agricultura Luis de Queiroz (Esalq) dá poucas esperanças de sucesso para o chamado manejo sustentável. A pesquisa estabelece que não seria nem mesmo economicamente viável.
Eu acho que o pessoal do governo, sobretudo o pessoal da Agricultura e da Ciência e Tecnologia estão inventando tudo o que podem para fazer política. O pessoal da Esalq tem suas razões. Lá no governo a coisa está muito séria, a Dilma herdou do Lula um quadro extremamente complicado. E ainda colocaram na Ciência e Tecnologia uma pessoa que nunca gostou de ciência, nunca fez ciência. É muito sério, eu não quero nem dar minha opinião porque eu tenho muitos inimigos. Você precisa ver como o Aldo Rebelo ficou furioso comigo porque eu fiz uma crítica séria da revisão do Código Florestal que ele queria.

Um embate inevitável...
Um dia desses o jornal colocou um morrinho baixinho com um pouquinho de árvore em cima para interpretar as bobagens que o Aldo falou sobre proteção de topos de morro. Só que ele não sabe nada sobre as cimeiras de certas áreas que tem terras altas. Nas regiões intermediárias de 100, de 150 metros de terrenos cristalinos e solo vermelho, tem que conservar toda a cimeira, não é um "morrotezinho". E essas pessoas não sabem enxergar o que está perto dos seus olhos. Aí começa a fazer desenho, deixar que os jornalistas - que não têm culpa - pensem que é um morrotezinho, mas é uma cimeira de serranias florestadas, como é a Cantareira. E a zona costeira também tem outros problemas, precisa de proteção. É preciso conhecer o Brasil!

A política de concessão de florestas tem que ser revista?
Eles estão querendo, em cima do erro grande que já foi feito sobre a revisão do Código Florestal, ampliar a possibilidade de usar espaços em áreas que são reservas integradas na Amazônia. É uma coisa a mais. Precisa ser entendida pela pressão que a dona Kátia Abreu (DEM-TO) e outros estão fazendo. Eles querem é o espaço da Amazônia. Muita gente quer espaço como patrimônio, não é para explorar de forma sustentável.

Se essas alternativas não funcionam, como então cumprir a proposta de aliar desenvolvimento econômico com preservação?
A alternativa é não ampliar o espaço da Reserva Legal das propriedades. Tem gente que tem propriedade de um milhão de hectares na Amazônia. Até gente do exterior. Se você, em vez de conservar os 20% passíveis de serem ocupados por atividades agrárias, passar para 80%, imagina o que vai ser. Vão arrasar tudo, vender para terceiros desesperados para ter um patrimoniozinho.

Como o senhor tem acompanhado a discussão do Código Florestal? Tem alguma expectativa de que ela possa terminar bem?
Se a dona Dilma ouvisse os cientistas e pessoas que entendem da Amazônia, ela não iria concordar com o Código. Tenho plena certeza pela competência e pela sensatez que ela tem. Ela não iria concordar com o que esse pessoal está fazendo.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Leila Lopez: Uma Diva



Ontem assisti pela internet o concurso de Miss Universo 2011.
Não sou fã de concursos de beleza, por causa dos padrões (principalmente anoréxicos) que são impostos, mas o Miss Universo sempre tem seu charme e é difícil passar despercebido.
Enfim, movida pela curiosidade e ociosidade, fui assistir o tal concurso.
Muitas mulheres lindas, outras tantas extremamente padronizadas; algumas vezes era impossível distingui-las.
Foi quando meus olhos (e os do mundo) pararam em Leila Lopez. Uma Diva transitando entre outras tantas concorrentes. Engraçado é que lendo os comentários na internet e ouvindo o público, a torcida para ela era tão grande quanto pra brasileira, Priscila. E acabou que me entusiasmei a torcer por ela também.
Leila Lopez não vencer seria injusto, era o que pensava a maioria, pelo clima que pairava.
E por um milagre se fez a justiça e o povo teve razão num concurso de beleza: Leila Lopez, a Miss Universo 2011. Podem até dizer que é por questão política e tal, mas quem realmente olhou, com o coração livre de preconceitos raciais, viu que não. Linda, esplendorosa, uma verdadeira majestade, um brilho a mais entre tantas beldades (algumas tão fabricadas num modelo padrão). Muito merecido. Ela ganhou o público, ganhou os jurados, ganhou o título. Não tinha outra, qualquer outra seria injusto. Priscila, linda e simpática, ficou em 3º. Parabéns a ela também. Faz tempo que a representante brasileira não ficava tão bem classificada. Mas dessa vez o mundo aplaudiu de pé a beleza incontestável da diva angolana.

segunda-feira, 12 de setembro de 2011

11 de setembro. Onde estão os terroristas?

Em meio a tanta apelação que vejo na telinha do "Plim Plim" que diz ter tudo a ver conosco, me revolto e resolvo falar um pouco sobre o 11 de setembro. O que vemos naquele canal? Norte-Americanos choram os seus 2.900 mortos, homenageiam, fazem lá seus shows de luzes... Mas do show de horrores que foram as duas guerras que eles geraram, curiosamente a TV Plim Plim não fala nada. Os motivos pelo qual se cala todos conhecem... começam lá na ditadura e se estendem até os dias de hoje. Código de Hamurabi multiplicado por 300, é isso que foi o 11 de setembro.
Nada mais de se esperar de um país que vive da exploração de outros países, que ainda aceita a pena de morte e que sem dúvida, ainda é um dos maiores terroristas do mundo.
Indiferente de propriedade, o único canal no qual vi, nesta proximidades do 11 de setembro, uma postura crítica com relação ao fato, foi na Record e elogio isso.
A reportagem falava sobre os horrores da guerra ao terror e de todos os crimes contra os Direitos Humanos praticados pela grande potência e na irracionalidade desta guerra que se dizia contra o terror mas que não fez nada mais que praticar terror em nome da ganância desmedida, pelo ouro negro que correm no subsolo, como todos também sabe. Mas vamos aos números trazidos pela reportagem: organizações de Direitos Humanos e várias fontes, somam que o número de mortos somando as duas guerras, chega a próximo dos 900 mil, entre soldados (iraquianos, afegãos, norte-americanos) e civis. Isso mesmo, 900 mil!!! 300 vezes mais do que os mortos nas somas dos atentados aos EUA. É como se uma vida de um cidadão norte-americano valesse 300 vezes mais do que a de um Iraquiano, Afegão ou mesmo Soldado americano. Sim, porque só o número de soldados norte-americanos mortos no Iraque é muito maior do que o número de pessoas mortas nos ataques.
Enfim, o número de atrocidades e terrorismos praticados pelos norte-americanos nessas duas guerras vai longe. A reportagem trazia o caso de 12 soldados norte-americanos que estão sendo julgados. Eles tinham um grupo de extermínio de civis: saiam atirando em civis por diversão. Além disso, os estupros, torturas, violações, ataques com bombas em alvos civis, Guantanamo... vai longe o terrorismo daqueles que tentaram enganar o mundo como salvadores da democracia ocidental contra o terror do oriente médio.
Desta forma, pra não falar da guerra e do fracasso da mesma, de tudo que todo mundo sabe e não tem como esconder, a TV Plim Plim mostra, de forma comovente e emocionada a dor daqueles que perderam lá os seus 2.900 mortos; aqueles que perderam 900 mil vidas, esses continuam invisíveis.

"Nunca vimos o fogo e o fume, nunca sentimos o odor do sangue, nunca nos crusazamos com os olhares atorrizados das crianças cujo os pesadelos serão doravante assombrados pelo ruído dos mísseis lançados por terroristas invisíveis, conhecidos com o nome de Americanos"
Martin Kelly, publisher of a nonviolence website - Tradução: Octopus (http://estrolabio.blogs.sapo.pt/1562496.html)

Que Deus abençoe a América e as suas bombas

Quando eles bombardearam a Coreia, o Vietnam, o Laos, o Camboja, El Salvador e a Nicarágua, eu não disse nada, não era comunista.

Quando eles bombardearam a China, o Guatemala, a Indonésia, Cuba e o Congo, eu não disse nada, não estava ao corrente.

Quando eles bombardearam o Libano e Granada, não disse nada, não percebia nada.

Quando eles bombardearam o Panamá, não disse nada, não era traficante de droga.

Quando eles bombardearam o Iraque, o Afeganistão, a Somália e o Iemen, não disse nada, não era terrorista.

Quando bombardearam a Jugoslávia e a Líbia por razões "humanitárias", não disse nada, parecia ser por uma boa causa

Quando eles vieram bombardear-me, não havia ninguém para me defender. De qualquer maneira não faz mal, dado que já estava morto.

William BLUM




sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Bem nos dedos

Sobre um e-mail "Cálculos simples, grandes conclusões" que anda circulando, comparando os gastos com a construção de uma ponte na China e a ponte do Guaíba, no Brasil, vejam a excelente resposta de minha querida sogrinha Walquíria:

oi vizinha
me decepcionas com a tua luta contra o governo
eleito pelo povo por 3 gestões e 2 governantes diferentes
e faz pensar que antes deles nunca houve nesse país corrupção
que isso é um privilégio do governo petista
com sua cultura
tenho ceteza que tu entendes as diferenças dos dois países
qdo que na China se sabe que o povo trabalha por quase nada
se bobear trabalho escravo
sabe-se lá como foi feita tal ponte, em que condições de trabalho ou de rotatividade dos trabalhadores
coisa que não acontece aqui na terrinha
onde existem leis que protegem os proletários
sindicatos
e dirigentes corruptos também, que superfaturam licitações
favorecendo empreiteiros
mas esses são funcionários de prefeituras, estatais, administradores de cofres públicos
de baixo escalão, enfim pessoas que estão se favorecendo da antiga "LEI DE GÉRSON"
e que passam despercebidos - hahhahahah
e que servem mesmo pra iludir a burguesia de que o governo é que tem a culpa
qdo que se sabe que quem precisa mudar sua cultura somos nós - os brasileiros
e começar a pensar na coletividade e não no nosso próprio rabo

tua sempre amiga e eterna vizinha WALQUIRIA

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Muito mais que favela

Prezadas (os),

Última quinta-feira, vi uma reportagem na TV a respeito do mapeamento do Complexo do Alemão (na reportagem falaram só deste complexo, mas são de diversas comunidades do RJ), que está sendo realizado por jovens moradores das comunidades. A reportagem disse que a ideia surgiu porque quando digitavam no google maps "complexo do alemão" aparecia só favela, favela, favela... Então, após a pacificação, eles queriam mostrar que eram muito mais do que simplesmente favela, favela, favela... que tinham organização, comércio local etc. Então, com patrocínio de uma empresa de telefone, estão fazendo o mapeamento. Dêem uma olhada. Acredito que é um ótimo exemplo para todas as comunidades. Tomara que se espalhe!!! Tem que clicar em cima de qual comunidade quer e daí entra num mapa aparecendo o que já foi mapeado. Clica em cima do desenho e aparece os detalhes com foto. O link: http://wikimapa.org.br/

E reportagens sobre:
http://www.advivo.com.br/blog/luisnassif/o-mapeamento-virtual-do-complexo-do-alemao
http://noticias.r7.com/rio-de-janeiro/noticias/jovens-vao-mapear-comunidade-do-complexo-do-alemao-20110809.html
http://tecnologia.terra.com.br/noticias/0,,OI5290478-EI12884,00-Complexo+do+Alemao+tera+mapa+virtual+criado+por+jovens.html

Muito Legal!!!!
Bom início de semana a todos!!!

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Refrigerante Zero e a enganação (Dá Zero pra ele!!!)

Hoje no restaurante vi uma menina bastante gorda com um prato bastante cheio (bastante mesmo; basicamente só carboidratos e carnes; umas folhas de alface meio perdidas pra dar uma cor). Não tenho nada contra pessoas gordas; claro, eu acho importante ter saúde, mas não sou afeita às dietas; meus exames sempre muito bom respondem por mim e não uma gordurinha aqui, uma celulite a-co-lá. Mas voltando a menina muito gorda. Cada um escolhe viver como quer, mas o que me chamou atenção foi que com o peso dela, com o prato de mais de um quilo de comida, ela levava a mão uma Coca Cola Zero. Isso mesmo!!! Claro, uma Coca Zero vai auxiliar muito a saúde dela. Penso será que realmente tem maluco que acredita nessa baboseira de Coca Zero? Comem pra caramba, ou comem pouquinho acompanhado de Coca Zero, porque tem 0 calorias. E o resto? O gás? O líquido com a comida? As outras tantas químicas junto com o refrigerante? Ou será que gostam desse negócio com gosto de água suja? Ah, se é pra esculhambar, pelo menos tenham a dignidade de beber uma Coca comum; se vai fazer mal mesmo; não disfarcem um prato de um quilo de comida com uma Coca Zero!!!
Teve uma história, quando eu tava na faculdade, que sempre me indignou; foi logo que lançaram a baboseira do Refrigerante Zero (zero benefício à saúde, como qualquer refrigerante). Fui almoçar com uma colega, que estava fazendo dieta acompanhada por uma nutricionista. A nutricionista dela a aconselhou: se tiver muita vontade de tomar algo junto com a comida (erro 1) tome uma Coca Zero (erro 2), só não tome um suco de laranja que é muito calórico (erro 3). Vai a PTQP@##@#@##@@@##@!!!!! Sim, porque Coca Cola faz muito melhor a saúde, ainda mais a Zero, do que a laranja. Na vida só o que contam são as calorias, pensam os viciados na tabelinha. Ser saudável é emagrecer, tomando Coca Zero, viram, e não suco de laranja. Laranja não, ela tem calorias!!!! brrrrrrrruuuuuu (fantasma) calorias!!!!
Bom, não se deve beber nada com a comida, a gente cansa de ouvir isso... mas se der aquela vontade, inevitável, já que vai estar fazendo o que não pode, se não quiser calorias, beba água, se não se importar com algumas a mais, beba um suco natural, mas peloamordedeus beba algo saudável!!! Coca Zero porque não tem caloria é enganação, ouviram, enganação!!!!!! Não caiam numa dessas. Essa nutricionista de minha colega devia ser cassada, deve ter comprado o diploma, ou alguma anoréxica neurótica, sei lá.
Mas é isso, meu protesto contra a enganação dos refrigerantes ZERO!!! DÁ ZERO PRA ELE!!!
Abaixo, um texto interessantezinho que recebi um dias desses:
Nutricionista lista quais são os 10 piores alimentos para o corpo humano
Neste caso, eles engordam e podem matar
12 de abril de 2011 | 13:06

10º lugar: Sorvete. Apesar de existirem versões mais saudáveis que os tradicionais sorvetes industrializados, a nutricionista Michelle Schoffro Cook adverte que esse alimento geralmente possui altos níveis de açúcar e gorduras trans, além de corantes e de saborizantes artificiais, muitos dos quais possuem neurotoxinas – substâncias químicas que podem causar danos no cérebro e no sistema nervoso.

9º lugar: Salgadinho de milho. De acordo com Michelle, desde o surgimento dos alimentos transgênicos, a maior parte do milho que comemos é um “Frankenfood”, ou “comida Frankenstein”. Ela aponta que esse alimento pode causar flutuação dos níveis de açúcar no sangue, levando a mudanças no humor, ganho de peso e irritabilidade, entre outros sintomas. Além disso, a maior parte desses salgadinhos é frita em óleo, que vira ranço e está ligado a processos inflamatórios.

8º lugar: Pizza. A nutricionista Michelle destaca que nem todas as pizzas são ruins para a saúde, mas a maioria das que são vendidas congeladas em supermercados está cheia de condicionadores de massa artificiais e conservantes. Feitas com farinha branca, essas pizzas são absorvidas pelo organismo e transformadas em açúcar puro, causando aumento de peso e desequilíbrio dos níveis de glicose no sangue.

7 º lugar: Batatas fritas. Contêm não apenas gorduras trans, que já foram relacionadas a uma longa lista de doenças, mas também uma das mais potentes substâncias cancerígenas presentes em alimentos: a acrilamida, que é formada quando batatas brancas são aquecidas em altas temperaturas. Além disso, a maioria dos óleos utilizados para fritar as batatas se torna rançosa na presença do oxigênio ou em altas temperaturas, gerando alimentos que podem causar inflamações no corpo.

6 lugar: Salgadinhos de batata. Além de causarem todos os danos das batatas fritas comuns e não trazerem nenhum benefício nutricional, esses salgadinhos contêm níveis mais altos de acrilamida, que também é cancerígena.

5º lugar: Bacon. Segundo a nutricionista, o consumo diário de carnes processadas, como bacon, pode aumentar o risco de doenças cardíacas em 42% e de diabetes em 19%. Um estudo da Universidade de Columbia, nos Estados Unidos, descobriu ainda que comer 14 porções de bacon por mês pode danificar a função pulmonar e aumentar o risco de doenças ligadas ao órgão

4º lugar: Cachorro-quente. Michelle cita um estudo da Universidade do Havaí, também nos EUA, que mostrou que o consumo de cachorros-quentes e outras carnes processadas pode aumentar o risco de câncer de pâncreas em 67%. Um ingrediente encontrado tanto no cachorro-quente quanto no bacon é o nitrito de sódio, uma substância cancerígena relacionada a doenças como leucemia em crianças e tumores cerebrais em bebês. Outros estudos apontam que a substância pode desencadear câncer colorretal

3º lugar: Donuts (rosquinhas). Entre 35% e 40% da composição dos donuts é de gorduras trans, “o pior tipo de gordura que você pode ingerir”, alerta a nutricionista. Essas substâncias estão relacionadas a doenças cardíacas e cerebrais, além de câncer. Para completar, esses alimentos são repletos de açúcar, condicionadores de massa artificiais e aditivos alimentares, e contêm, em média, 300 calorias cada.

2º lugar: Refrigerante. Michelle conta que, de acordo com uma pesquisa do Dr. Joseph Mercola, uma lata de refrigerante possui em média 10 colheres de chá de açúcar, 150 calorias, entre 30 e 55 mg de cafeína, além de estar repleta de corantes artificiais e sulfitos. “Somente isso já deveria fazer você repensar seu consumo de refrigerantes”, diz a nutricionista. Além disso, essa bebida é extremamente ácida, sendo necessários 30 copos de água para neutralizar essa acidez, que pode ser muito perigosa para os rins. Para completar, ela informa que os ossos funcionam como uma reserva de minerais, como o cálcio, que são despejados no sangue para ajudar a neutralizar a acidez causada pelo refrigerante, enfraquecendo os ossos e podendo levar a doenças como osteoporose, obesidade, cáries e doenças cardíacas.

1º lugar: Refrigerante Diet. “É a minha escolha para o pior alimento de todos os tempos”, diz Michelle. Segundo a nutricionista, além de possuir todos os problemas dos refrigerantes tradicionais, as versões diet contêm aspartame, que agora é chamado de AminoSweet. De acordo com uma pesquisa de Lynne Melcombe, essa substância está relacionada a uma lista de doenças, como ataques de ansiedade, compulsão alimentar e por açúcar, defeitos de nascimento, cegueira, tumores cerebrais, dor torácica, depressão, tonturas, epilepsia, fadiga, dores de cabeça e enxaquecas, perda auditiva, palpitações cardíacas, hiperatividade, insônia, dor nas articulações, dificuldade de aprendizagem, TPM, cãibras musculares, problemas reprodutivos e até mesmo a morte

“Os efeitos do aspartame podem ser confundidos com a doença de Alzheimer, síndrome de fadiga crônica, epilepsia, vírus de Epstein-Barr, doença de Huntington, hipotireoidismo, doença de Lou Gehrig, síndrome de Lyme, doença de Ménière, esclerose múltipla, e pós-pólio. É por isso que eu dou ao Refrigerante Diet o prêmio de Pior Alimento de Todos os Tempos”, conclui.

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

Documentário: O Veneno está na mesa

Parte 1:


Parte 2:

(Com a fala da deputada Kátia Abreu, hipócrita latifundiária, bancada ruralista de ladrão)

Parte 3:


Parte 4: