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quinta-feira, 16 de junho de 2011

Lua Nova

Lua Nova é o nome de uma ONG de Sorocaba-SP que realiza um trabalho lindo, com jovens mães em situação de alta vulnerabilidade. O objetivo principal é trabalhar as potencialidades das meninas, a conquista de sua autonomia e a valorização dos laços da maternidade. Eles estiveram realizando uma oficina em Fortaleza, dia 3 de junho. Conheça mais: http://www.luanova.org.br/quemsomos.php Abaixo, um dos vídeos do projeto, narrado por Vera Holtz:

quinta-feira, 9 de junho de 2011

Sócrates e o Consumo


SÓCRATES E O CONSUMO
Autor: Frei Betto

Encontrei Daniela, 10 anos, no elevador, às nove da manhã, e perguntei:
- Não foi à aula?
Ela respondeu:
- Não, tenho aula à tarde.
Comemorei:
- Que bom; então, de manhã, você pode brincar, dormir até mais tarde...
- Não, retrucou ela, tenho tanta coisa de manhã...
- Que tanta coisa?, perguntei.
- Aulas de inglês, de balé, de pintura, piscina", e começou a elencar seu programa de garota robotizada.
Fiquei pensando:
- Que pena, a Daniela não disse: Tenho aula de meditação!
Estamos construindo super-homens e super-mulheres, totalmente equipados, mas emocionalmente infantilizados.
Uma progressista cidade do interior de São Paulo tinha, em 1960, seis livrarias e uma academia de ginástica; hoje, tem sessenta academias de ginástica e três livrarias! Não tenho nada contra malhar o corpo, mas me preocupo com a desproporção em relação à malhação do espírito.
Acho ótimo, vamos todos morrer esbeltos: "Como estava o defunto? "Olha uma maravilha, não tinha uma celulite!
Mas como fica a questão da subjetividade?
Da espiritualidade? Da ociosidade amorosa?
Como a publicidade não consegue vender felicidade, passa a ilusão de que felicidade é o resultado da soma de prazeres: "Se tomar este refrigerante, vestir este tênis, usar esta camisa, comprar este carro, você chega lá!".O problema é que, em geral, não se chega! Quem cede desenvolve de tal maneira o desejo, que acaba precisando de um analista. Ou de remédios. Quem resiste, aumenta a neurose.
O grande desafio é começar a ver o quanto é bom ser livre de todo esse condicionamento globalizante, neoliberal, consumista. Assim, pode-se viver melhor. Aliás, para uma boa saúde mental três requisitos são indispensáveis:amizades, autoestima, ausência de estresse.
Há uma lógica religiosa no consumismo pós-moderno.
Na Idade Média, as cidades adquiriam status construindo uma catedral; hoje, no Brasil, constrói-se um shopping Center. É curioso: a maioria dos shoppings centers tem linhas arquitetônicas de catedrais estilizadas; neles não se pode ir de qualquer maneira, é preciso vestir roupa de missa de domingo. E ali dentro sente-se uma sensação paradisíaca: não há mendigos, crianças de rua, sujeirapelas calçadas...
Entra-se naqueles claustros ao som do gregoriano pós-moderno, aquela musiquinha de esperar dentista. Observam-se os vários nichos, todas aquelascapelas com os veneráveis objetos de consumo, acolitados por belas sacerdotisas.
Quem pode comprar à vista, sente-se no reino dos céus. Se deve passar cheque pré-datado, pagar a crédito, entrar no cheque especial, sente-se no purgatório. Mas se não pode comprar, certamente vai se sentir no inferno...Felizmente, terminam todos na eucaristia pós-moderna, irmanados na mesma mesa, com o mesmo suco e o mesmo hambúrguer do Mc Donald...
Costumo advertir os balconistas que me cercam à porta das lojas: "Estou apenas fazendo um passeio socrático." Diante de seus olhares espantados, explico:
"Sócrates, filósofo grego, também gostava de descansar a cabeça percorrendo o centro comercial de Atenas. Quando vendedores como vocês o assediavam, ele respondia: - Estou apenas observando quanta coisa existe de que não preciso para ser feliz !"

terça-feira, 7 de junho de 2011

A Peste Integralista no Brasil

A Peste Integralista no Brasil

30 de maio de 2011. Do DIÁRIO DA LIBERDADE, Galícia, por A.P., Blog dos Professores

Domingo, 29 Maio 2011

Mário Maestri*

É direito constitucional crer que os homossexuais queimarão no inferno. Ou que os negros descendem de macacos e os arianos, de cisnes brancos. É lícito crer que o fato de Karl Marx ter escrito O capital comprova que o judeu só pensa em dinheiro. Ninguém pode ser reprimido por pensar que a mulher é um ser incompleto. Sequer há crime em sentir-se atraído por criança. As concepções e as pulsações individuais são direitos individuais inarredáveis, por exóticas e desviadas que sejam.

É socialmente inaceitável que homofóbicos, racistas, pedófilos, misóginos e assemelhados afirmem positivamente suas concepções e impulsos, com palavras ou ações, ferindo comunidades frágeis ou descriminadas e, através delas, à sociedade como um todo. Realidade que a lei toma crescentemente consciência, ao punir em forma cada vez mais ampla o racismo antinegro, o anti-semitismo, o sexismo, a pedofilia e, ultimamente, a homofobia.

Preceitos religiosos não justificam atos anti-sociais. Quem incentivar ou praticar o bíblico “Olho por olho, dente por dente” terminará diante do delegado. Ninguém defende hoje a condenação à morte do adúltero e da adúltera – que despovoaria nosso país! Todos concordam que não teríamos vereadora, governadora ou presidenta, se seguíssemos a ordem da Bíblia que as mulheres “sejam submissas aos maridos” e “fiquem caladas nas assembléias [...]”!

O integralismo – evangélico, católico, mulçumano, judaico, etc. – não nasce da vontade de respeitar estritamente preceito religioso. Ele exacerba a consciência alienada e ferida das populações, para propagandear conservadorismo que viabiliza seus objetivos políticos, ideológicos e econômicos. A família real saudita é a mais pia, a mais conservadora e a mais rica do Oriente. Edir Macedo construiu reino nesta terra prometendo a salvação na outra. Se fosse pelo papa, ele seguiria mandando sobre Roma, onde ninguém teria votado neste domingo!

O proselitismo integralista luta para formatar a sociedade segundo o seu arbítrio e a sua autoridade, apoiado no que diz ser a vontade divina inquestionável. Ancora seu reacionarismo na negação obscurantista da racionalidade como padrão de convivência e de organização social. Os integralismos comungam na defesa da superioridade da revelação, sobre a razão; da autoridade, sobre a autonomia; da tradição, sobre o progresso. Em sua militância, recebem o apoio magnânimo dos grandes interesses econômicos, no Brasil e através do mundo, interessados na conservação dos privilégios social.

No Brasil, o integralismo mobiliza-se contra o divórcio; contra a interrupção voluntária da gravidez; contra o reconhecimento civil da homoafetividade; contra a escola laica, pública, de qualidade; contra os direitos plenos da mulher, etc. Tudo em defesa de ordem natural, determinada pelos céus, onde reinam indiscutidos o patriarca, sobre a mulher e os filhos; o patrão, sobre os trabalhadores; os governadores, sobre os governados; o pastor e o sacerdote, sobre os fiéis.

No Brasil, avança a galope desenfreado o integralismo religioso, expandindo sua peste, suas sombras e suas tristezas sobre a mídia, sobre a educação, sobre a política, sobre o lazer, sobre a educação, etc., com o apoio oportunista e interessado dos representantes e autoridades públicas. Recua o laicismo acanhado, parido em 1889 pela República elitista, e apenas estendido, à custa de duras lutas, neste pouco mais de meio século.

* Mário Maestri, 62 anos, historiador, é professor do Curso e do Programa de Pós-Graduação em História da UPF. E-mail: maestri@via-rs.net

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Cenas do calor

Uma cena engraçada do calor hoje a tarde.
Ao contrário do sul, o calor aqui em Fortaleza está de doer.
Muitas paradas de ônibus aqui em Fortaleza não possuem cobertura, telhado e nem árvore ou parede. Ou seja, a pessoa fica no sol de rechar mesmo. Ali, exposto, suando.
Involuntariamente, me parei na sombra de um poste de luz, imagine, esta enorme sombra. Daqui a pouco me dou conta, há mais três pessoas alinhadas comigo na sombra do poste. Achei engraçado, quatro pessoas na sombra de um mísero poste.
Mais ainda quando olho pra traz, e vejo mais duas pessoas se apertando na sombra do orelhão.
Pois é, disputas por espaços mínimos de sombra nesse calor insuportável.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Groupon

Groupon e outros sites de compras coletivas (peixe urbano, onbonus) são maravilhosos, adorei essa novidade. Só tem que cuidar pra não gastar demais. Já fiz 3 compras no Groupon, recomendo!

terça-feira, 31 de maio de 2011

Sei lá

Sei lá... a vida tem sempre razão
Toquinho
Composição : Toquinho / Vinicius de Moraes
Tem dias que eu fico pensando na vida
E sinceramente não vejo saída.
Como é, por exemplo, que dá pra entender:
A gente mal nasce, começa a morrer.
Depois da chegada vem sempre a partida,
Porque não há nada sem separação.
Sei lá, sei lá, a vida é uma grande ilusão.
Sei lá, sei lá, só sei que ela está com a razão.
A gente nem sabe que males se apronta.
Fazendo de conta, fingindo esquecer
Que nada renasce antes que se acabe,
E o sol que desponta tem que anoitecer.
De nada adianta ficar-se de fora.
A hora do sim é o descuido do não.
Sei lá, sei lá, só sei que é preciso paixão.
Sei lá, sei lá, a vida tem sempre razão

domingo, 29 de maio de 2011

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Lady Gaga

Quanto mais vejo Lady Gaga, mais acho ela apenas uma exibicionista insuportável. E o que mais me surpreende é o público infantil que ela tem, ou seja, como os pais deixam as crianças ficar vendo e imitando ela. Revoltada no momento com isso. Podem até me achar moralista, mas não acho que ela seja um exemplo legal pras crianças. Abaixo em duas "lindas" performances e o "maravilhoso vestido de carne". Eca!!!



terça-feira, 24 de maio de 2011

Saudade

Quando se está longe dos pagos
A falta do frio faz o calor ser insuportável
Cada gota do chimarrão tem gosto de saudade
Falta o sopro do minuano
A bergamota no sol
A sombra da ameixa amarela
Acordar com o canto das saíras
Nunca me senti tão gaúcha
Como agora, morando longe dos pagos...

domingo, 22 de maio de 2011

Sábado fantástico

Tive um sábado maravilhoso. Saí de casa decidida a mudar. Fui para o salão de beleza e cortei metade dos meus cabelos. Isso mesmo, estava na metade das costas e cortei pelo ombro. Amei.
Dali segui para o ginásio onde acontecia o Campeonato Nacional de Ginástica Rítmica. Maravilhoso (domingo de manhã fui assistir ao campeonato novamente). As meninas são fantásticas e são orgulhos do nosso país. Viva ao esporte, em especial a este tão belo.
Por fim, sábado a noite show do Djavan. É desnecessário comentar. Ele fez um show perfeito, do início ao fim.

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Um dia frio..

"Um dia, frio, um bom lugar pra ler um livro" é o que diz a música do Djavan. Bem, aqui em Fortaleza continua um calorão que só.. saudades dos frios do sul. De qualquer forma, frio ou calor, estou com ingresso comprado para o show do Djavan, ebaaaaa. Será neste sábado, estou muito feliz por isso.

sábado, 14 de maio de 2011

Aplaudo de pé

Hospital gaúcho abre ala para pajés atenderem índios

União - Campo, Cidade e Floresta | quinta-feira, 12, maio, 2011 19:47:22 at 19:47 | Categories: Uncategorized | URL: http://wp.me/p1duRL-Fg
Para índios, tratamento convencional é insuficiente. Diretor do hospital diz que medida não vai atrapalhar trabalho dos médicos

Daniel Cassol, iG Rio Grande do Sul
Em São Miguel das Missões, a 500 quilômetros de Porto Alegre, os índios da etnia mbyá-guarani agora podem ser atendidos por seu líder espiritual quando forem ao hospital da cidade.


Foto: Reprodução Google Maps
São Miguel das Missões, a 500 quilômetros de Porto Alegre, é patrimônio cultural da humanidade
Pela tradição guarani, a medicina dos “brancos” não atende completamente as necessidades dos indígenas, que recorrem aos rituais e aos “Karaí”, como são chamados os líderes espirituais das comunidades. O problema é que os rituais envolvem rezas, cânticos e o uso do cachimbo, o que não seria adequado ao ambiente hospitalar, onde se deve fazer silêncio e é proibido fumar. Por isso, a direção do hospital São Miguel Arcanjo destinou um espaço apenas aos pacientes indígenas, que poderão receber o tratamento médico e, ao mesmo tempo, o tradicional de sua cultura.

O acordo foi firmado no dia 28 de abril, após uma visita do procurador da República Felipe Müller a uma comunidade mbyá-guarani localizada no interior de São Miguel. Segundo Müller, entre outras reivindicações, os indígenas solicitaram o atendimento especial no hospital da cidade. Ele se reuniu com a direção da instituição, que acatou a sugestão.

O hospital disponibilizou uma sala com banheiro privativo espaço para até três leitos. Até agora, dois indígenas do município foram ao hospital, mas ainda não “usufruíram” do novo espaço.

De acordo com o diretor administrativo da Associação Hospitalar São Miguel Arcanjo, Inácio Müller, os médicos da instituição não se opuseram à iniciativa. “Conversamos com os médicos e eles disseram que, desde que não interferisse na conduta profissional, não haveria problema”, afirma.

Procurado pelo iG, o presidente do Conselho Regional de Medicina (Cremers), Fernando Mattos, informou que a entidade, além de não se opor, exalta a medida, já que se trata de um tradição cultural indígena e não deve interferir na atuação dos médicos.

A lei que regulamentou o Sistema Único de Saúde (SUS), ao falar do subsistema de atenção à saúde indígena, determina o atendimento das “especificidades da cultura dos povos indígenas”, que deve se pautar “por uma abordagem diferenciada e global”. Segundo o coordenador do Conselho Indigenista Missionário (Cimi) no Rio Grande do Sul, Roberto Liebgott, apesar da lei prever um atendimento diferenciado aos indígenas, a prática não é comum, a não ser em comunidades indígenas do norte do Brasil.“Para os indígenas, a espiritualidade é importante no processo de cura. O hospital de São Miguel está de parabéns por essa medida, que valoriza a cultura indígena”, comemora Liebgott.

Situada no noroeste do Rio Grande do Sul, São Miguel das Missões se tornou patrimônio mundial da humanidade por abrigar as ruínas da antiga redução dos jesuítas, onde moravam padres e índios durante o Brasil colonial. No auge das missões, 6 mil pessoas viviam entre os muros.

domingo, 8 de maio de 2011

Leonardo Boff

FEZ-SE VINGANÇA, NÃO JUSTIÇA

Leonardo Boff1

Alguém precisaria ser inimigo de si mesmo, e contrário aos valores
humanitários mínimos, se aprovasse o nefasto crime do terrorismo da Al Qaeda, do
11 de setembro de 2001, em Nova Iorque. Mas é por todos os títulos inaceitável,
que um Estado, militarmente o mais poderoso do mundo, para responder ao
terrorismo, se tenha transformado, ele mesmo, num Estado terrorista. Foi o que fez
Bush, limitando a democracia e suspendendo a vigência incondicional de alguns
direitos, que eram apanágio do país. Fez mais, conduziu duas guerras, contra o
Afeganistão e contra o Iraque, onde devastou uma das culturas mais antigas da
humanidade na qual foram mortos mais de cem mil pessoas e mais de um milhão
de deslocados.
Cabe renovar a pergunta que quase a ninguém interessa colocar: por que se
produziram tais atos terroristas? O bispo Robert Bowman, de Melbourne Beach,
da Flórida, que fora anteriormente piloto de caças militares durante a guerra do
Vietnã respondeu, claramente, no National Catholic Reporter, numa carta aberta
ao Presidente: ”Somos alvo de terroristas porque, em boa parte no mundo, nosso
Governo defende a ditadura, a escravidão e a exploração humana. Somos alvos
de terroristas porque nos odeiam. E nos odeiam porque nosso Governo faz coisas
odiosas”.
Não disse outra coisa Richard Clarke, responsável contra o terrorismo da Casa
Branca numa entrevista a Jorge Pontual emitida pela Globonews, de 28/02/2010,
e repetida no dia 03/05/2011. Havia advertido à CIA e ao Presidente Bush que um
ataque da Al Qaeda era iminente em Nova York. Não lhe deram ouvidos. Logo em
seguida ocorreu, o que o encheu de raiva. Essa raiva aumentou contra o Governo
quando viu que com mentiras e falsidades Bush, por pura vontade imperial, de
manter a hegemonia mundial, decretou uma guerra contra o Iraque que não tinha
conexão nenhuma com o 11 de setembro. A raiva chegou a um ponto que por
saúde e decência se demitiu do cargo.
Mais contundente foi Chalmers Johnson, um dos principais analistas da
CIA, também numa entrevista ao mesmo jornalista no dia 2 de maio do corrente
ano, na Globonews. Conheceu por dentro os malefícios que as mais de 800 bases
militares norte-americanas produzem, espalhadas pelo mundo todo, pois evocam
raiva e revolta nas populações, caldo para o terrorismo. Cita o livro de Eduardo
Galeano “As veias abertas da América Latina” para ilustrar as barbaridades que
os órgãos de Inteligência norte-americanos por aqui fizeram. Denuncia o caráter
imperial dos Governos, fundado no uso da inteligência que recomenda golpes
de Estado, organiza assassinato de líderes e ensina a torturar. Em protesto, se
demitiu e foi ser professor de história na Universidade da Califórnia. Escreveu três
tomos “Blowback” (retaliação) onde previa, por poucos meses de antecedência,

Teólogo, filósofo autor de Fundamentalismo, terrorismo, religião e paz, Vozes 2009.

as retaliações contra a prepotência norte-americana no mundo. Foi tido como
o profeta de 11 de setembro. Este é o pano de fundo para entendermos a atual
situação que culminou com a execução criminosa de Osama Bin Laden.
Os órgãos de inteligência norte-americanos são uns fracassados. Por dez anos
vasculharam o mundo para caçar Bin Laden. Nada conseguiram. Só usando um
método imoral, a tortura de um mensageiro de Bin Laden, conseguiram chegar ao
seu esconderijo. Portanto, não tiveram mérito próprio nenhum.
Tudo nessa caçada está sob o signo da imoralidade, da vergonha e do
crime. Primeiramente, o Presidente Barak Obama, como se fosse um “deus”
determinou a execução/matança de Bin Laden. Isso vai contra o princípio ético
universal de “não matar” e dos acordos internacionais que prescrevem a prisão, o
julgamento e a punição do acusado. Assim se fez com Sadan Hussein, do Iraque,
com os criminosos nazistas em Nürenberg, com Eichmann em Israel e com outros
acusados. Com Bin Laden se preferiu a execução intencionada, crime pelo qual
Barak Obama deverá um dia responder. Depois se invadiu território do Paquistão,
sem qualquer aviso prévio da operação. Em seguida, se seqüestrou o cadáver e o
lançaram ao mar, crime contra a piedade familiar, direito que cada família tem de
enterrar seus mortos, criminosos ou não, pois por piores que sejam, nunca deixam
de ser humanos.
Não se fez justiça. Praticou-se a vingança, sempre condenável. ”Minha é a
vingança” diz o Deus das escrituras das três religiões abraâmicas. Agora estaremos
sob o poder de um Imperador sobre quem pesa a acusação de assassinato. E a
necrofilia das multidões nos diminui e nos envergonha a todos.