queridos pet's

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segunda-feira, 25 de julho de 2011

Não vá levar tudo tão a sério!!!

Pra hoje essa querida música do Djavan, A Carta:

sábado, 23 de julho de 2011

Tchê tchê, bah, tri legal

Que saudade da Redenção
Do Olívio e do Falcão
Cobertor de orelha pro frio
E a galera do Beira-Rio
(Kleiton e Kedir, adaptado por mim)


sexta-feira, 22 de julho de 2011

stress


AAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHHHAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHHHAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHHHHAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHAAAAA

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Quem quiser que conte um conto I: "Para uma avenca partindo"

Para Uma Avenca Partindo
Caio Fernando Abreu




Olha, antes do ônibus partir eu tenho uma porção de coisas pra te dizer, dessas coisas assim que não se dizem costumeiramente, sabe, dessas coisas tão difíceis de serem ditas que geralmente ficam caladas, porque nunca se sabe nem como serão ditas nem como serão ouvidas, compreende? Olha, falta muito pouco tempo, e se eu não te disser agora talvez não diga nunca mais, porque tanto eu como você sentiremos uma falta enorme dessas coisas, e se elas não chegarem a ser ditas nem eu nem você nos sentiremos satisfeitos com tudo que existimos, porque elas não foram existidas completamente, entende, porque as vivemos apenas naquela dimensão em que é permitido viver, não, não é isso que eu quero dizer, não existe uma dimensão permitida e uma outra proibida, indevassável, não me entenda mal, mas é que a gente tem tanto medo de penetrar naquilo que não sabe se terá coragem de viver, no mais fundo, eu quero dizer, é isso mesmo, você está acompanhando meu raciocínio? Falava do mais fundo, desse que existe em você, em mim, em todos esses outros com suas malas, suas bolsas, suas maçãs, não, não sei porque todo mundo compra maçãs antes de viajar, nunca tinha pensado nisso, por favor, não me interrompa, realmente não sei, existem coisas que a gente ainda não pensou, que a gente talvez nunca pense, eu, por exemplo, nunca pensei que houvesse alguma coisa a dizer além de tudo o que já foi dito, ou melhor pensei sim, não, pensar propriamente dito não, mas eu sabia, é verdade que eu sabia, que havia uma outra coisa atrás e além das nossas mãos dadas, dos nossos corpos nus, eu dentro de você, e mesmo atrás dos silêncios, aqueles silêncios saciados, quando a gente descobria alguma coisa pequena para observar, um fio de luz coado pela janela, um latido de cão no meio da noite, você sabe que eu não falaria dessas coisas se não tivesse a certeza de que você sentia o mesmo que eu a respeito dos fios de luz, dos latidos de cães, é, eu não falaria, uma vez eu disse que a nossa diferença fundamental é que você era capaz apenas de viver
as superfícies, enquanto eu era capaz de ir ao mais fundo, você riu porque eu dizia que não era cantando desvairadamente até ficar rouca que você ia conseguir saber alguma coisa a respeito de si própria, mas sabe, você tinha razão em rir daquele jeito porque eu também não tinha me dado conta de que enquanto ia dizendo aquelas coisas eu também cantava desvairadamente até ficar rouco, o que eu quero dizer é que nós dois cantamos desvairadamente até agora sem nos darmos contas, é por isso que estou tão rouco assim, não, não é dessa coisa de garganta que falo, é de uma outra de dentro, entende? Por favor, não ria dessa maneira nem fique consultando o relógio o tempo todo, não é preciso, deixa eu te dizer antes que o ônibus parta que você cresceu em mim de um jeito completamente insuspeitado, assim como se você fosse apenas uma semente e eu plantasse você esperando ver uma plantinha qualquer, pequena, rala, uma avenca, talvez samambaia, no máximo uma roseira, é, não estou sendo agressivo não, esperava de você apenas coisas assim, avenca, samambaia, roseira, mas nunca, em nenhum momento essa coisa enorme que me obrigou a abrir todas as janelas, e depois as portas, e pouco a pouco derrubar todas as paredes e arrancar o telhado para que você crescesse livremente, você não cresceria se eu a mantivesse presa num pequeno vaso, eu compreendi a tempo que você precisava de muito espaço, claro, claro que eu compro uma revista pra você, eu sei, é bom ler durante a viagem, embora eu prefira ficar olhando pela janela e pensando coisas, estas mesmas coisas que estou tentando dizer a você sem conseguir, por favor, me ajuda, senão vai ser muito tarde, daqui a pouco não vai mais ser possível, e se eu não disser tudo não poderei nem dizer e nem fazer mais nada, é preciso que a gente tente de todas as maneiras, é o que estou fazendo, sim, esta é minha última tentativa, olha, é bom você pegar sua passagem, porque você sempre perde tudo nessa sua bolsa, não sei como é que você consegue, é bom você ficar com ela na mão para evitar qualquer
atraso, sim, é bom evitar os atrasos, mas agora escuta: eu queria te dizer uma porção de coisas, de uma porção de noites, ou tardes, ou manhãs, não importa a cor, é, a cor, o tempo é só uma questão de cor não é? Por isso não importa, eu queria era te dizer dessas vezes em que eu te deixava e depois saía sozinho, pensando também nas coisas que eu não ia te dizer, porque existem coisas terríveis, eu me perguntava se você era capaz de ouvir, sim, era preciso estar disponível para ouvi-las, disponível em relação a quê? Não sei, não me interrompa agora que estou quase conseguindo, disponível só, não é uma palavra bonita? Sabe, eu me perguntava até que ponto você era aquilo que eu via em você ou apenas aquilo que eu queria ver em você, eu queria saber até que ponto você não era apenas uma projeção daquilo que eu sentia, e se era assim, até quando eu conseguiria ver em você todas essas coisas que me fascinavam e que no fundo, sempre no fundo, talvez nem fossem suas, mas minhas, e pensava que amar era só conseguir ver, e desamar era não mais conseguir ver, entende? Dolorido-colorido, estou repetindo devagar para que você possa compreender, melhor, claro que eu dou um cigarro pra você, não, ainda não, faltam uns cinco minutos, eu sei que não devia fumar tanto, é eu sei que os meus dentes estão ficando escuros, e essa tosse intolerável, você acha mesmo a minha tosse intolerável? Eu estava dizendo, o que é mesmo que eu estava dizendo? Ah: sabe, entre duas pessoas essas coisas sempre devem ser ditas, o fato de você achar minha tosse intolerável, por exemplo, eu poderia me aprofundar nisso e concluir que você não gosta de mim o suficiente, porque se você gostasse, gostaria também da minha tosse, dos meus dentes escuros, mas não aprofundando não concluo nada, fico só querendo te dizer de como eu te esperava quando a gente marcava qualquer coisa, de como eu olhava o relógio e andava de lá pra cá sem pensar definidamente e nada, mas não, não é isso, eu ainda queria chegar mais perto daquilo que está lá no centro e que um dia
destes eu descobri existindo, porque eu nem supunha que existisse, acho que foi o fato de você partir que me fez descobrir tantas coisas, espera um pouco, eu vou te dizer de todas as coisas, é por isso que estou falando, fecha a revista, por favor, olha, se você não prestar muita atenção você não vai conseguir entender nada, sei, sei, eu também gosto muito do Peter Fonda, mas isso agora não tem nenhuma importância, é fundamental que você escute todas as palavras, todas, e não fique tentando descobrir sentidos ocultos por trás do que estou dizendo, sim, eu reconheço que muitas vezes falei por metáforas, e que é chatíssimo falar por metáforas, pelo menos para quem ouve, e depois, você sabe, eu sempre tive essa preocupação idiota de dizer apenas coisas que não ferissem, está bem, eu espero aqui do lado da janela, é melhor mesmo você subir, continuamos conversando enquanto o ônibus não sai, espera, as maçãs ficam comigo, é muito importante, vou dizer tudo numa só frase, você vai ......... ............ ............. ............ .......... ........... ............. ............ ............ ............ ......... ........... ............ ............ sim, eu sei, eu vou escrever, não eu não vou escrever, mas é bom você botar um casaco, está esfriando tanto, depois, na estrada, olha, antes do ônibus partir eu quero te dizer uma porção de coisas, será que vai dar tempo? Escuta, não fecha a janela, está tudo definido aqui dentro, é só uma coisa, espera um pouco mais, depois você arruma as malas e as botas, fica tranqüila, esse velho não vai incomodar você, olha, eu ainda não disse tudo, e a culpa é única e exclusivamente sua, por que você fica sempre me interrompendo e me fazendo suspeitar que você não passa mesmo duma simples avenca? Eu preciso de muito silêncio e de muita concentração para dizer todas as coisas que eu tinha pra te dizer, olha, antes de você ir embora eu quero te dizer quê.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Adote um amigo



Pessoal de Fortaleza, procurando um amigo bicho especial. Essa menina de Fortaleza pode lhe ajudar. O nome dela é Kariny e tem uma dedicação muito especial aos queridos pet's. Veja o álbum de fotos e quem sabe, lá você encontra aquele amigo bicho muito especial:
http://www.orkut.com.br/Main#Notifications?uid=17176018378962541654

E doações para CONSTRUÇÃO DE CANIS E GATIS PARA ANIMAIS RESGATADOS:

http://www.vakinha.com.br/VaquinhaP.aspx?e=80395

Na história

Muitos deles não sabiam o horror que se seguiria... Marcharam pela família e repudiando o "comunismo totalitário e antihumano", em favor daqueles que torturaram, mataram e mentem até hoje sobre essa história sombria do país.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

Futebol feminino e a mídia


Fico indignada pela pouca atenção que a mídia dá ao futebol feminino. Futebol é febre nacional, mas o futebol masculino. O feminino, todo mundo admira, fala da Marta, da Cristiane, mas é só... Quantas pessoas sabem que acontece, neste momento a Copa do Mundo de Futebol Feminino? Quantos jogos de seleções femininas, em plena copa, vocês estão vendo passar na TV?
Quando o assunto é Copa da Mundo de Futebol Masculino, chamada só de Copa do Mundo, porque é como se fosse a única, passam todos os jogos, de todas seleções, na Globo. Colocam-se telões em praias e parques, as pessoas são liberadas do trabalho para assistir do "Da Seleção" (masculina). Mas a Copa do Mundo (feminina), a mídia mal se limita a passar os gols da nossa SELEÇÃO e anuncia como se já estivesse de muito bom tamanho. Ressalvo a Band, que lembro que passou jogos de seleções femininas na última Copa do Mundo; este ano não sei, pois aqui em Fortaleza não tem sinal da Band. Parabéns a este canal, caso esteja passando os jogos.
Aos demais, fica aqui a minha indignação diante de tanta invisibilidade.
Mulheres a luta, na vida, no trabalho, no esporte, no futebol: queremos igualdade, inclusive na mídia, para alcançar um país mais justo e igualitário.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

CONTARDO CALLIGARIS

Passeatas diferentes



Por que alguém desfila para pedir não liberdade para si mesmo, mas repressão para os outros?




DOMINGO PASSADO, em São Paulo, foi o dia da Parada Gay.
Alguns criticam o caráter carnavalesco e caricatural do evento. Alexandre Vidal Porto, em artigo na Folha do próprio domingo, escreveu que, na luta pela aceitação pública, "é mais estratégico exibir a semelhança" do que as diferenças, pois a conduta e a aparência "ultrajantes" podem ter "efeito negativo" sobre o processo político que leva à igualdade dos homossexuais. Conclusão: "O papel da Parada é mostrar que os homossexuais são seres humanos comuns, que têm direito a proteção e respeito, como qualquer outro cidadão".
Entendo e discordo. Para ter proteção e respeito, nenhum cidadão deveria ser forçado a mostrar conformidade aos ideais estéticos, sexuais e religiosos dominantes. Se você precisa parecer "comum" para que seus direitos sejam respeitados, é que você está sendo discriminado: você não será estigmatizado, mas só à condição que você camufle sua diferença.
Importa, portanto, proteger os direitos dos que não são e não topam ser "comuns", aqueles cujos comportamentos "caricaturais" testam os limites da aceitação social.
Nos últimos anos, mundo afora, as Paradas Gays ganharam a adesão de milhões de heterossexuais porque elas são o protótipo da manifestação libertária: pessoas desfilando por sua própria liberdade, sem concessões estratégicas. É essa visão que atrai, suponho, as famílias que adotam a Parada Gay como programa de domingo. A "complicação" de ter que explicar às crianças a razão de homens se esfregarem meio pelados ou de mulheres se beijarem na boca é largamente compensada pela lição cívica: com o direito deles à diferença, o que está sendo reafirmado é o direito à diferença de cada um de nós.
O mesmo vale para a Marcha para Jesus, que foi na última quinta (23), também em São Paulo. Para muitos que desfilaram, imagino que a passeata por Jesus tenha sido um momento de afirmação positiva de seus valores e de seu estilo de vida -ou seja, um desfile para dizer a vontade de amar e seguir Cristo, inclusive de maneira caricatural, se assim alguém quiser.
Ora, segundo alguns líderes evangélicos, os manifestantes de quinta-feira não saíram à rua para celebrar sua própria liberdade, mas para criticar as recentes decisões pelas quais o STF reconheceu a união estável de casais homossexuais e autorizou as marchas pela liberação da maconha. Ou seja, segundo os líderes, a marcha não foi por Jesus, mas contra homossexuais e libertários.
Pois é, existem três categorias de manifestações: 1) as mais generosas, que pedem liberdade para todos e sobretudo para os que, mesmo distantes e diferentes de nós, estão sendo oprimidos; 2) aquelas em que as pessoas pedem liberdade para si mesmas; 3) aquelas em que as pessoas pedem repressão para os outros.
O que faz que alguém desfile pelas ruas para pedir não liberdade para si mesmo, mas repressão para os outros?
O entendimento trivial desse comportamento é o seguinte: em regra, para combater um desejo meu e para não admitir que ele é meu, eu passo a reprimi-lo nos outros.
Seria simplório concluir que os que pedem repressão da homossexualidade sejam todos homossexuais enrustidos. A regra indica sobretudo a existência desta dinâmica geral: quanto menos eu me autorizo a desejar, tanto mais fico a fim de reprimir o desejo dos outros. Explico.
Digamos que eu seja namorado, corintiano, filho, pai, paulista, marxista e cristão; cada uma dessas identidades pode enriquecer minha vida, abrindo portas e janelas novas para o mundo, permitindo e autorizando sonhos e atos impensáveis sem ela. Mas é igualmente possível, embora menos alegre, abraçar qualquer identidade não pelo que ela permite, mas por tudo o que ela impede.
Exemplo: sou marido para melhor amar a mulher que escolhi ou sou marido para me impedir de olhar para outras? Não é apenas uma opção retórica: quem vai pelo segundo caminho se define e se realiza na repressão -de seu próprio desejo e, por consequência, do desejo dos outros. Para se forçar a ser monogâmico, ele pedirá apedrejamento para os adúlteros: reprimirá os outros, para ele mesmo se reprimir. No contexto social certo, ele será soldado de um dos vários exércitos de pequenos funcionários da repressão, que, para entristecer sua própria vida, precisam entristecer a nossa.

ccalligari@uol.com.br

quarta-feira, 29 de junho de 2011

Por melhores salários pra quem merece

BOPE R$ 2.260,00 Para arriscar a vida;


Bombeiro R$ 960,00 Para salvar vidas;


Professor R$ 728,00 para preparar para a vida;


Médico R$ 1.260,00 para manter a vida;


E o deputado federal? Ganha R$ 26.700,00 para

FUDER a vida dos outros!

Reforma Agrária: enfrentar o latifúndio e democratizar o campo

Reforma Agrária: enfrentar o latifúndio e democratizar o campo

Oito anos e meio após a chegada de Luiz Inácio Lula da Silva ao poder, a reforma agrária ainda enfrenta entraves no país. Apesar dos avanços conquistados na área social, a concentração de terra cresceu cerca de 1%, segundo dados divulgados em 2009 pelo IBGE. Com isso, os índices de desigualdade aumentam, a agricultura familiar perde espaço e o setor produtivo no campo sofre desvalorização. Fica para o governo Dilma retomar a questão, apresentando uma política mais efetiva para o problema.

Por Fabíola Perez
(Artigo completo em vermelho.com)

Eles acordam e logo cedo já vão para as cooperativas cuidar da plantação. Lá, os pequenos agricultores cultivam arroz, feijão, alface, mandioca, entre outros produtos que compõem o prato dos brasileiros. Mais precisamente, 75% dos alimentos produzidos e consumidos no país vêm da agricultura familiar e 25% ficam por conta do agronegócio.

“O objetivo do agronegócio não é produzir alimentos que vão para a mesa das pessoas, ele está voltado à produção de soja, milho, cana-de-açúcar e carne bovina. Quase 100% dessa produção são destinados à exportação, e o Brasil tem se especializado cada vez mais em produzir essas commodities”, explica o membro da Coordenação Nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Antonio Neto.

De acordo com Neto, a política de reforma agrária que existe hoje no Brasil é uma continuidade dos últimos anos. “Uma política que não enfrenta o latifúndio, não mexe na concentração de terra, que é a raiz do problema”. O coordenador explica que o principal problema do agronegócio é que ele mantém uma estrutura histórica baseada na concentração de renda, de terra, na monocultura e na exportação. “O agronegócio demanda uma grande quantidade de terra especializada e de agrotóxico. O Brasil se tornou um dos maiores consumidores de agrotóxicos do mundo. Cada brasileiro consume seis litros de agrotóxicos por ano”, estima Neto.

A política de geração de empregos no campo, segundo Neto, também não é incentivada pelo agronegócio. Ao contrário, com a produção muito mecanizada, um hectare de terra é capaz de produzir apenas um emprego direto. Com a agricultura familiar, explica ele, o número de trabalhadores empregados chega a quadruplicar. “Somos a favor de uma tecnologia que favoreça a produção diversificada”.

Para João Pedro Stedile, membro da coordenação nacional da Via Campesina e também do MST, a necessidade de um programa sério e massivo de reforma agrária para fixar a população no campo e combater o êxodo rural é pujante. O movimento defende um programa de difusão de agroindústrias cooperativas por todo o país, combinado com políticas de produção de alimentos sadios, preservação de sementes e difusão de técnicas agroecológicas, que evitem o uso de agrotóxicos.

Para o secretário-geral da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag) e vice-presidente da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB), David Wylkerson Rodrigues de Souza, a alternativa mais eficiente para promover a reforma agrária no país ainda é a mobilização dos agricultores e uma pressão mais efetiva por parte do governo. “Acreditamos na conscientização das massas, sem atingir direitos de terceiros, mas reivindicando o direito daqueles que querem um pedaço de terra para plantar e produzir”, enfatiza.

Atualmente, cerca de sete milhões de trabalhadores rurais não têm acesso à terra. Para Wylkerson, um dos fatores responsáveis pela má distribuição de terra no Brasil é a falta de vontade e de decisão política. “Só com os instrumentos criados pelo governo não houve muitos avanços. Existe uma desigualdade na ocupação dos espaços de poder, o poder econômico, por exemplo, está nas mãos do latifúndio”, explica o secretário.

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Guaramiranga II

Agora, de volta ao calor de Fortaleza... uma síntese do fim de semana acampados em Guaramiranga.
Guaramiranga é uma cidade simpática, beeeem pequena (menos de 5000 hab. segundo o Censo 2010), com um temperatura muito agradável. A propaganda é de Europa cearense, mas não tem nada de européia, e sim, deliciosamente cearense e brasileira. Pena que a grande maioria das coisas são muito caras; pelo porte da cidade e pelas coisas que oferece, o preço fica acima do necessário para maioria das coisas. Outro problema da cidade é que, assim como as outras cidades cearenses que conhecemos até o momento, vemos lixo pro todo canto.
Uma coisa que apreciamos bastante foi o Arraial da cidade, muito bonito, as atrações muito legais, música boa que só, quadrilhas muito bonitas. Inclusive, nós dançamos na quadrilha improvisada.. e olha que é difícil o Iuri aceitar cair na dança.
Sobre o trânsito do Ceará, que é uma coisa caótica e sem lei, duas coisas: no interior, usar capacete nas motos deve ser crime... de cada 100 motos (sim, elas invadem) 1, no máximo tem alguém com capacete. Nenhuma fiscalização. Três pessoas, quatro numa moto, menores de idade dirigindo e levando outros menores. Algo quase sem explicação, é inflação que não acaba mais. As pessoas colocam suas vidas e a dos outros em risco, andando em suas motos pra lá e pra cá alegremente. Vimos isso em Guaramiranga e em Pacoti, quando passamos. Inclusive os moto-táxis. Quando os poucos que usam capacete passavam era capecete para o mototaxista, mas o passageiro (pagante!!!) não tinha direito ao acessório. Show de absurdos. Outra infração são os ônibus: ônibus intermunicipal, tanto de ida quando de volta, lotado, com mais de 30 pessoas em pé no corredor. Imagine, uma viagem de mais de 120 km com um monte de gente em pé no corredor. Fazer o que, se na cidade de Guaramiranga o transporte público ainda é o pau-de-arara.
Enfim, é tudo que tenho a dizer. Os dois dias em Guaramiranga foram muito gostosos. As viagens de ida e volta pela Fretcar... melhor nem comentar. Mas infelizmente, foi a única opção que encontramos.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Solidão

Tem dias que a gente carrega uma solidão no peito
Uma ausência quase de si mesmo
Tem dias que uma companhia ressalta ainda mais a nossa solidão
Como se a vida fosse feita das faltas que a vida traz

terça-feira, 21 de junho de 2011

Música "Ironic" e Versão "Moronic"

Gosto muito de Alanis Morissette. Tem uma música chamada Ironic, que fica na lista das favoritas, junto com algumas outras. E no filme "I Could Never Be Your Woman" (No Brasil, "Nunca é Tarde para Amar") tem uma versão ou paródia também muito divertida e verdadeira dessa música, chamada "Moronic". Abaixo, original e paródia, assistam!!!