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terça-feira, 11 de outubro de 2011

Renato Russo: Há 15 anos umas das vozes mais anárquicas da música brasileira se calava



Renato Russo: Há 15 anos umas das vozes mais anárquicas da música brasileira se calava
Por Marcelo Hailer em 11/10/2011 às 17h13
Fonte: http://acapa.virgula.uol.com.br/cultura/renato-russo-ha-15-anos-umas-das-vozes-mais-anarquicas-da-musica-brasileira-se-calava/3/3/14957

No dia 11 de outubro de 1996 o Brasil inteiro tomava conhecimento do falecimento de Renato Russo por complicações decorrentes do HIV. Naquele dia se calou uma das vozes mais rebeldes e que melhor representou o seu tempo, isso ao lado do também poeta Cazuza. Ambos contestaram o sistema vigente, cada um no seu estilo.

Renato Russo conquistou uma legião de fãs não apenas falando de amores. Sensível e poeta como era, o cantor foi gênio ao retratar a Geração Coca-Cola e desnudar toda a rebeldia vazia sem qualquer sentido ideológico de seu tempo.

Se por um lado Renato sintetizava a geração de sua época com canções pesadas e frases anárquicas, o cantor também escrevia com ninguém para falar de sentimentos como dor, solidão, drogas e amores que partiam e deixavam lembrança. Aqui basta lembrar de "Vento no Litoral", "Ainda é Cedo" e "Angra dos Reis".

Com a morte do cantor, a banda Legião Urbana se desfez. Ao todo foram nove discos em estúdio com mais de dez milhões de cópias vendidas. A partida de Renato Russo deixou um vácuo semelhante às mortes de Elis Regina, Cazuza e Cássia Eller. A sensação que se tem ao voltarmos para a obra destes artistas é que tais buracos artísticos e contestatórios permanecem e irão permanecer vazios. O que se nota atualmente é uma forte apatia de boa parte dos músicos: contestação zero, conformismo total.

Qual Juventude? Que juventude?, por Manuela D’ Avila | UNE - União Nacional dos Estudantes

Qual Juventude? Que juventude?, por Manuela D’ Avila | UNE - União Nacional dos Estudantes

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Uma nova utopia democrática

Uma nova utopia democrática
Artigo 1
Por João Motta 2 e Vinícius Wu 3



Refletir sobre participação cidadã, hoje, é também procurar respostas à crise da representação, que perturba regimes democráticos em todo o mundo. Crise essa que está na base dos protestos e revoltas que marcam o ano de 2011. O impasse entre representantes formais e representados, cada vez mais distantes dos processos políticos tradicionais, manifesta-se nitidamente nas ruas de Madri, Santiago ou Londres.

Talvez o grande desafio da agenda democrática neste início de século seja exatamente o de abrir as estruturas do Estado aos novos protagonistas sociais, originários das profundas mutações vividas pela sociedade global nas últimas décadas.

No Brasil, a Constituição de 1988 ampliou a presença na cena pública das representações tradicionais do mundo do trabalho. Através de conselhos, conferências e outros instrumentos foi possível absorver a participação política de setores organizados, que antes não possuíam os atuais canais de interlocução com o Estado. No entanto, os novos atores sociais não se enxergam nesse processo.

As mudanças processadas no tecido social brasileiro indicam que atravessamos um período de transição; muito mudou e ainda vai mudar em termos de participação política. Afinal, como se expressarão politicamente os jovens da periferia beneficiados pelo ProUni? Com que grupos sociais se identificarão, no futuro, os brasileiros atendidos pelo Bolsa-Família? Para onde caminhará a nova classe média?

Assim, um sistema de participação atual deve ser sofisticado, multifacetado e priorizar o compartilhamento, ampliando o acesso aos códigos do Estado e reconhecendo diversas formas de mobilização e participação. Não há por que definir um instrumento mais ou menos importante. A participação presencial deve combinar-se com a virtual.

E compartilhar decisões, numa sociedade fragmentada, é também reconhecer identidades, o que torna as decisões mais complexas. Decidir sobre saúde, hoje, não significa decidir apenas sobre o orçamento da saúde, por exemplo. Temos uma grande diversidade de problemas a enfrentar e também uma enorme gama de sujeitos a atender e ouvir.

O sistema estadual de participação popular e cidadã, proposto pelo governo gaúcho, deve enfrentar esses temas, ampliando o caráter deliberativo sobre os investimentos públicos e priorizando os programas de desenvolvimento regional.

Essa metodologia envolve o reforço de instrumentos como o Orçamento Participativo e a Consulta Popular, além da adoção de novas tecnologias de consulta e deliberação. Controle social sobre o Estado e participação devem associar-se ainda mais. Tornar acessível o monitoramento das ações de governo é fundamental.

Trata-se, enfim, de contribuir com a renovação da agenda democrática em escala global. Não é uma tarefa simples, que se realize sem um certo apelo utópico. Se conseguiremos avançar até aí, não é possível saber agora, mas que essa utopia ao menos nos leve a caminhar em sua direção.

1. Artigo publicado no jornal Zero Hora em 30 de setembro de 2011.

2. Secretário de Planejamento, Gestão e Participação Cidadã.

3. Chefe de Gabinete do Governador e coordenador do Gabinete Digital.

Abaixo-assinado Retratação pública do Padre Marcel...

Aqui Só Entram Gatos: Abaixo-assinado Retratação pública do Padre Marcel...: Amigos(as), Acabei de ler e assinar este abaixo-assinado online: «» Nós, abaixo...

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

3 Mulheres recebem o NOBEL DA PAZ

Duas africanas no trio de vencedoras do Prémio Nobel da Paz de 2011
Fonte: http://www.unmultimedia.org/radio/portuguese/2011/10/duas-africanas-no-trio-de-vencedoras-do-premio-nobel-da-paz-de-2011/?utm_source=twitterfeed&utm_medium=twitter
Presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf e a sua compatriota e activista Leymah Gbowee dividem galardão com a iemenita Tawakul Karman; Secretário-Geral da ONU congratula a escolha.

Ellen Johnson Sirleaf
Mônica Villela Grayley, da Rádio ONU em Nova Iorque.*
A presidente da Libéria, Ellen Johnson Sirleaf e a activista da paz também liberiana, Leymah Gbowee, foram anunciadas esta sexta-feira como vencedoras do Prémio Nobel da Paz de 2011.
Elas partilham o prémio com a líder do movimento pró-democracia no Iémen, Tawakul Karman.
Construção da Paz
De acordo com a Comissão do Nobe l as três figuras foram agraciadas “pela sua luta de forma pacífica, pelo direito das mulheres e a plena participação feminina na construção da paz.”
O Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-moon considerou o Nobel da Paz deste ano uma inspiração para todas as mulheres do mundo.
Justiça e Democracia
Ban afirmou que a concessão do Nobel às três mulheres é uma “notícia maravilhosa”. Segundo ele, não poderia haver melhor escolha. Ele lembrou ter ouvido a voz de mulheres a pedir justiça e democracia no Médio Oriente, no Norte da África e outras regiões.
Considerando o prémio uma prova do poder das mulheres em posição de liderança, Ban reafirmou ainda seu compromisso pessoal de priorizar a promoção dos direitos da mulher no seu segundo mandato à frente das Nações Unidas.
Momentos Críticos
As três vencedoras deste ano são conhecidas pela liderança em momentos críticos. Ellen Johnson Sirleaf foi eleita a primeira presidente da Libéria, em 2005, após 14 anos de uma guerra civil que matou 250 mil pessoas no país da África Ocidental.
A compatriota, Leymah Gbowee, conseguiu unir mulheres cristãs e islâmicas para orarem juntas pela paz.
A activista iemenita, Tawakul Karman, fundou um movimento de não-violência pela saída do poder do presidente do Iémen, Ali Abdullah Saleh, como parte da primavera árabe.
*Apresentação: Eleutério Guevane.

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Malhação... to de volta!

Semana passada resolvi tomar uma atitude diante dos quilos a mais que ganhei em Fortaleza e das dores aqui e ali, principalmente na lombar, que eu andava sentindo.

Me matriculei novamente numa academia, depois de alguns anos sedentária ou praticando grandes ou pequenas caminhadas. Entusiasmada com o desconto, fiz o plano anual. Ou seja, não posso desistir durante um ano, senão perco a grana já investida, ehehehe. É assim que as academias prendem as pessoas "unhas-de-fome" como eu. Pelo menos, sei que sou do tipo que acabo ficando determinada.

Mas enfim, sobre a primeira semana. Musculação aqui, ginástica ali, dor aqui, dor ali, eheheh. Pela primeira vez percebi a diferença entre ter 22 e 27 anos. Nunca imaginei que eu estivesse tão fora de forma.

O mais duro tem sido enfrentar o adorado JUMP. Lembro que a última vez que encarei a academia eu me divertia muito nas aulas de JUMP, era o que eu mais gostava. Voltei super animada e nunca imaginei que seria tão difícil. O fôlego falta! Mas já fiz duas aulas e não vou desistir!

Não vou me entregar pro cansaço. Gosto de exercício físico, gosto do JUMP. Fôlego e forma física é coisa que se adquire com o tempo. Afinal, tenho ainda mais 11 meses e 3 semanas e meia pagas de academia. Haja tempo!

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Chico!

Feliz dia de São Francisco de Assis... que a nossa alma se eleve e o coração se encha de amor e compaixão!

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Imagine - Por um mundo sem guerras

Escolha!

Manifesto em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável

Manifesto em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável
Junho de 2011

Acesse: http://www.florestafazadiferenca.com.br


Por que tanta polêmica em torno da manutenção do que resta das nossas florestas? Será possível que ambientalistas, cientistas, religiosos, empresários, representantes de comunidades, movimentos sociais e tantos cidadãos e cidadãs manifestem sua indignação diante do texto do Código Florestal, aprovado pela Câmara dos Deputados, apenas por um suposto radicalismo ou desejo de conflito sem cabimento? Será justo afirmar que os defensores das florestas não levam em conta as pessoas e suas necessidades de produzir e consumir alimentos? Do que se trata, afinal? O que importa para todos os brasileiros?
Importa, em primeiro lugar, esclarecer a grande confusão sob a qual se criam tantas desinformações: não está se fazendo a defesa pura e simples das florestas. Elas são parte dos sonhos de um país com mais saúde, menos injustiça, no qual a qualidade de vida de todos seja um critério levado em conta. Um Brasil no qual os mais pobres não sejam relegados a lugares destruídos, perigosos e insalubres. No qual a natureza seja respeitada para que continue sendo a nossa principal fonte de vida e não a mensageira de nossas doenças e de catástrofes.
A Constituição Brasileira afirma com enorme clareza esses ideais, no seu artigo 225, quando estabelece que o meio ambiente saudável e equilibrado é um direito da coletividade e todos – Poder Público e sociedade – têm o dever de defendê-lo para seu próprio usufruto e para as futuras gerações Esse é o princípio fundamental sob ataque agora no Congresso Nacional, com a aprovação do projeto de lei que altera o Código Florestal. 23 anos após a vigência de nossa Constituição quer-se abrir mão de suas conquistas e provocar enorme retrocesso.
Há décadas se fala que o destino do Brasil é ser potência mundial. E muitos ainda não perceberam que o grande trunfo do Brasil para chegar a ser potência é a sua condição ambiental diferenciada, nesses tempos em que o aquecimento global leva a previsões sombrias e em que o acesso à água transforma-se numa necessidade mais estratégica do que a posse de petróleo.
Água depende de florestas. Temos o direito de destruí-las ainda mais? A qualidade do solo, para produzir alimentos, depende das florestas. Elas também são fundamentais para o equilíbrio climático, objetivo de todas as nações do planeta. Sua retirada irresponsável está ainda no centro das causas de desastres ocorridos em áreas de risco, que tantas mortes têm causado, no Brasil e no mundo.
Tudo o que aqui foi dito pode ser resumido numa frase: vamos usar, sim, nossos recursos naturais, mas de maneira sustentável. Ou seja, com o conhecimento, os cuidados e as técnicas que evitam sua destruição pura e simples. É mais do que hora de o País atualizar sua visão de desenvolvimento para incorporar essa atitude e essa visão sustentável em todas as suas dimensões.
Tal como a Constituição reconhece a manutenção das florestas como parte do projeto nacional de desenvolvimento, cabe ao poder público e nós, cidadãos brasileiros, garantir que isso aconteça. Devemos aproveitar a discussão do Código Florestal para avançar na construção do desenvolvimento sustentável. Para isso, é de extrema importância que o Senado e o governo federal ouçam a sociedade brasileira e jamais esqueçam que seus mandatos contêm, na origem, compromisso democrático inalienável de respeitar e dialogar com a sociedade para construir nossos caminhos.
O Comitê Brasil em Defesa das Florestas e do Desenvolvimento Sustentável, criado pelas instituições abaixo assinadas, convoca a sociedade brasileira a se unir a esse desafio, contribuindo para a promoção do debate e a apresentação de propostas, de modo que o Senado tenha a seu alcance elementos para aprovar uma lei à altura do Brasil.
Caso sua instituição queira aderir ao Manifesto, entre em contato no e-mail comiteflorestas@gmail.com
Lista das instituições que assinam o manifesto até 16/08/2011:
A PET Nosa de Cada Dia
A Rocha Brasil
ABI - Associação Brasileira de Imprensa
ABONG - Associação Brasileira das ONGs
ABRAMPA – Associação Brasileira dos Membros do Ministério Público de Meio Ambiente
ACMUN - Associação Cultural de Mulheres Negras/RS
ADA - Agência de Desenvolvimento Ambiental/PR
Afroreggae
AJUFE
AMALUMIAR
AMB Pará - Articulação de Mulheres Brasileiras
AMNB - Articulação de Mulheres Negras Brasileiras
AMPJ - Associação Movimento Paulo Jackson
Amazônia para Sempre
APEDeMA-RS - Assembleia Permanente de Entidades em Defesa do Meio Ambiente
Apremavi
ASA - Articulação no Semi-Árido Brasileiro
ASCAE - Associação Cultural Arte e Ecologia
Associação Alternativa Terrazul
Associação APAS de Agroextrativismo de Castelo dos Sonhos-PA
Associação Caatinga
Associação Cultural Cena Urbana
Associação Cultural da Comunidade do Morro do Querosene
Associação de Participação Popular de Mateus Leme (APP-ML)
Associação Novo Encanto de Desenvolvimento Ecológico
Associação Wotchmaücü do Povo Tikuna
Bio-Bras (Mogi das Cruzes-SP)
CACAI - Centro de Apoio a Criança e ao Adolescente de Iguaba
CARE Brasil
CEA - Centro de Estudos Ambientais
CELS - Coletivo de Educadores Livres e Solidários
CENPEC
Centro de Educação e Cultura do Trabalhador Rural (CENTRU -MA)
Centro de Harmonização Interior
CI - Conservação Internacional do Brasil
CIR - Conselho Indígena de Roraima
CNBB - Conferência Nacional dos Bispos do Brasil
CNS - Conselho Nacional das Populações Extrativistas
COAPIMA - Coordenação das Organizações e Articulações dos Povos Indígenas do Maranhão
COIAB - Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira
Coletivo Curupira
Comissão Pró Índio do Acxre
Comitê Intertribal da Rio+20
CONIC - Conselho Nacional das Igrejas Cristãs do Brasil
CTA - Centro dos Trabalhadores da Amazônia
CUT - Central Única dos Trabalhadores
Essência Vital
FASE - Federação de Órgãos para a Assistência Social e Educacional
FBOMS – Fórum Brasileiro de ONGS e Movimentos Sociais
FETRAF - Federação de Trabalhadores na Agricultura Familiar
FMAP - Fórum de Mulheres da Amazônia Paraense
Fórum Carajás
Fórum das ONG´s Ambientais do Estado do Tocantins
Forum de ex-Ministros de Meio Ambiente
Fórum de ONGs Ambientalistas do Distrito Federal
Fórum Mundaças Climáticas e Justiça Social (FMCJS)
Fórum Nacional de Reforma Urbana – FNRU
Fpolis/SC
FSC Brasil - Conselho Brasileiro de Manejo Florestal
FULANAS - Mulheres Negras da Amazonia Brasileira
FUNBIO - Fundo Brasileiro para a Biodiversidade
Fundação Grupo Boticário
Fundação SOS MATA ATLÂNTICA
Fundação Tide Setubal
FURPA - Fundação Rio Parnaíba
FVA - Fundação Vitória Amazônica
Greenpeace Brasil
GTA - Grupo de Trabalho Amazônico
IBASE
ICV - Instituto Centro de Vida
IDESAM - Instituto de Conservação e Desenvolvimento Sustentável do Amazonas
IDS - Instituto Democracia e Sustentabiliade
IEAM - Instituto Encontro das Águas da Amazônia
IES Brasil - Instituto de Educação Socioambiental Brasileiro
IGOND - Instituto Gondwana
Imaflora
IMENA - Instituto de Mulheres Negras do Amapá
INEGRA - Instituto Negra do Ceará
INESC - Instituto de Estudos Socioeconômicos
Instituto Curicaca
Instituto Ecoar para Cidadania
Instituto Espinhaço - Biodiversidade, Cultura e Desenvolvimento Sócio Ambiental
Instituto Ethos de Empresas e Responsabilidade Social
Instituto O Direito por um País Verde
Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul (PACS)
Instituto Transformance: Cultura e Educação (ITCE)
IPAM - Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia
ISA - Instituto Socioambiental
ISPN - Instituto Sociedade População e Natureza
ITEC - Instituto de Desenvolvimento de Tecnologias Sustentáveis e Educação Ambiental
ITPA - Terra de Preservação Ambiental
Jornal Oecoambiental
MAB - Movimento dos Atingidos por Barragens
MAMA - Movimento Articulado de Mulheres da Amazônia
MEP-PA Movimento Evangélico Progressista
MIB - Movimento Inovação Brasil
MMC - Movimento de Mulheres Camponesas
MOPSAB – Movimento Popular de Saúde Ambiental de Barueri
MOPSAM Movimento Popular de Saúde Ambiental de Santo Amaro
Movimento Amazônia para Sempre
Movimento Ambientalista Grande Sertão Veredas – MAISVERDE
Movimento Planeta Verde
Movimento SOS Florestas
MPA - Movimento dos Pequenos Agricultores
MST - Movimentos dos Trabalhadores Sem Terra
MUDH - Movimento Humanos Direitos
Núcleo de Ecojornalistas do Rio Grande do Sul (nej/rs)
OAB - Ordem dos Advogados do Brasil
ONG Água é Vida
ONG MIRA SERRA
Organização Bio-Bras
PACS - Instituto Políticas Alternativas para o Cone Sul
Papel Social Comunicação
Portal Muda de Ideia
Reciclázaro
Rede Brasileira de Arteducadores (ABRA)
Rede das Mulheres de Terreiro de Pernambuco
Rede Jubileu Sul – Brasil
REJU - Rede Ecumênica da Juventude
REJUMA - Rede de Juventude Pelo Meio Ambiente
Reliplam-Brasil (Rede Latino-Americana de Plantas Medicinais, Aromáticas e Nutracêuticas)
Reserva Particular do Patrimonio Natural TUN
RMA - Rede de Ongs da Mata Atlântica
RMERA - Rede de Mulheres Empreendedoras Rurais da Amazônia
SINPAF - Sindicato Nacional dos Trabalhadores de Pesquisa e Desenvolvimento Agropecuário
SINTTRAF - Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar
Sociedade Brasileira de Espeleologia
SOS Clima Terra
SPVS - Sociedade de Pesquisa em Vida Selvagem e Educação Ambiental
STTR LRV - Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Lucas do Rio Verde/li>
Terra Mae
UEB – União dos Escoteiros do Brasil
Uiala Mukaji - Sociedade das Mulheres Negras de Pernambuco
União Planetária
Via Campesina
VII SEMBIO-UFBA
Vitae Civilis
WSPA - Sociedade Mundial de Proteção Animal
WWF Brasil
350.org

Doutor honoris causa: mundo acadêmico x mundo real

Doutor honoris causa: mundo acadêmico x mundo real
http://sul21.com.br/jornal/2011/09/doutor-honoris-causa-mundo-academico-x-mundo-real/?utm_medium=twitter&utm_source=twitterfeed#postcomment

O metalúrgico, que diziam ser analfabeto e ignorante, virou doutor. Luis Inácio Lula da Silva recebeu o título de doutor honoris causa, na última terça-feira (27), concedido pelo Instituto de Estudos Políticos de Paris, um dos mais respeitados centros de ensino e pesquisa no mundo. Fundado em 1871 e ligado à Universidade Sorbone, o Sciences Po, como é conhecido no meio acadêmico, só concedeu este título a 16 personalidades, sendo Lula o primeiro latino-americano.

– Lula recebe título de doutor honoris causa na França
Este é o sétimo título de doutor concedido ao ex-presidente brasileiro, que optou por recebê-los somente depois do término de seu mandato. No plano internacional, Lula já recebeu igual homenagem em Portugal, na Universidade de Coimbra. Diferentemente do que ocorre no Brasil, os grandes centros universitários mundiais têm por hábito acolher políticos que se destacam em seus países, prestando-lhes homenagens, convidando-os para proferir conferências e dar seminários ou, ainda, fazer estágios em suas instituições. Impõem como pré-requisito a competência política e não a formação acadêmica anterior.
No Brasil, as grandes universidades dificilmente acolhem personalidades do mundo político. Pela ordem de concessão, Lula recebeu títulos honoris causa das universidades federais de Viçosa (UFV), da Bahia (UFBA) e de Pernambuco (UFPE) e de mais duas universidades do mesmo estado, a federal rural (UFRPE) e a de Pernambuco (UPE). USP, UNICAMP, UFRJ, UFRGS e UnB, as melhor posicionadas no ranking universitário nacional, raramente recebem políticos sem formação acadêmica, seja para que eles participem de seminários e palestras, seja para que eles recebam homenagens por suas atuações.
A resistência existente nos centros universitários brasileiros melhor conceituados se faz contra os políticos, de modo geral, mas se acerba em relação aos políticos não “ilustrados”. O mundo acadêmico brasileiro tende a considerar que tudo o que vem do mundo prático e da experiência empírica deve ser rejeitado ou, ao menos, visto com ressalvas. A academia, pretendem os acadêmicos brasileiros, principalmente aqueles que se dedicam às áreas das ciências humanas e sociais, deve manter distância crítica do mundo real. Este tipo de “distância crítica” acaba eliminando a possibilidade de um rico diálogo entre os atores da vida social e os intelectuais que a estudam.
Existe, na verdade, um preconceito mútuo. Nem os “militantes” do mundo empírico admiram a academia e acham importante se aproximar dela, nem os acadêmicos universitários valorizam e buscam eliminar as barreiras que os separam do “mundo real”. Reforçam-se, deste modo, as resistências mútuas, o que é uma pena. Um país ainda tão carente como o Brasil não deveria se dar ao luxo de manter apartados os bons políticos e os bons acadêmicos, pois ambos são fundamentais para o projeto de desenvolvimento do país .

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Reciclar é ato político

Reciclar é ato político, afirma Bruna Lombardi
28 de setembro de 2011 | 3h 08

AFRA BALAZINA - O Estado de S.Paulo
A atriz e escritora Bruna Lombardi, de 59 anos, plantou uma árvore no sábado no Parque Ecológico do Tietê. Ela colaborou com o movimento Tietê Vivo, que tem como objetivo reforçar o compromisso do poder público e da sociedade pela despoluição do rio mais famoso de São Paulo. Bruna também gravou recentemente um vídeo para o comitê Floresta Faz a Diferença, que reúne 140 organizações contrárias ao projeto de lei aprovado na Câmara para alterar o Código Florestal.

O engajamento em causas verdes, porém, não é novo. "Vem desde o período das Diretas. Porque eu acho que você tem de exercer a cidadania todos os dias da sua vida. Na sua casa, por exemplo, você não reciclar uma garrafa de plástico é um ato político. É uma postura diante da vida. Se você não recicla a garrafa, não reclama das enchentes", afirma.

Para ela, "ter numa cidade um rio morto, que serve como depósito de lixo, é um crime". "São Paulo foi construída nessa localização por causa desses dois rios (Tietê e Pinheiros). Esse lugar foi escolhido pelos nossos antepassados e tinha de ser tratado com a mesma dignidade da vida que a gente quer levar", diz Bruna.

Além de pedir a limpeza dos rios, ela está em campanha pela arborização da capital paulista. E faz a solicitação não apenas à população, mas também ao prefeito Gilberto Kassab. "Eu pedi ao prefeito. Ele lutou por uma cidade limpa, São Paulo é uma cidade criativa, vamos lutar agora por uma cidade verde."

Em sua opinião, apesar de a cidade ter "um carbono altíssimo e uma poluição violenta, há uma despreocupação com plantar árvores". "Se hoje você descansa um segundo à sombra de uma árvore, tem esse privilégio porque os que vieram antes de nós plantaram. A nossa responsabilidade é não quebrar essa corrente. É plantar para os que virão", afirma.

A preocupação ambiental há anos permeia o cotidiano de sua família. "A gente constrói verde, com materiais que não poluem, busca produtos orgânicos, usa energia solar e tem cisterna para água de chuva", conta ela. As atitudes são reflexo da ideologia. "Acredito numa frase de Gandhi: Seja a mudança que você quer ver no mundo".

A atriz também defende que o País busque o desenvolvimento limpo. "Não queremos parar o desenvolvimento, mas não adianta crescer economicamente e estar com a casa desorganizada. O desenvolvimento tem de vir de uma forma consciente, limpa, planejada. Esse é o nosso desafio."

DESPENALIZAR EL ABORTO ES URGENTE PARA EL CONTINENTE

DESPENALIZAR EL ABORTO ES URGENTE PARA EL CONTINENTE
Fonte: http://www.amnistia.cl/web/ent%C3%A9rate/despenalizar-el-aborto-es-urgente-para-el-continente
Miércoles 28 de September de 2011 Home > Despenalizar el aborto es urgente para el continente
Despenalización de aborto

El día de hoy, Día por la Despenalización del Aborto en América Latina y el Caribe, los gobiernos del continente deben promover con urgencia planes concretos que aseguren el acceso a los derechos sexuales y reproductivos de las mujeres y niñas.

Amnistía Internacional se une a la campaña regional por la despenalización del aborto en América Latina y el Caribe bajo el lema, “Educación sexual para decidir, anticonceptivos para no abortar y aborto legal para no morir”. Restringir el acceso a los derechos sexuales y reproductivos pone en grave peligro los derechos humanos de mujeres y niñas.

Es vergonzoso que en una región donde la gran mayoría de países son Estados parte de la Convención de Belem do Pará (Convención Interamericana para Prevenir, Sancionar y Erradicar la Violencia contra la Mujer), cuando una mujer o niña queda embarazada a consecuencia de una violación el Estado la obligue a continuar con el embarazo. Forzar a una mujer o niña violada a continuar con un embarazo, es cruel, inhumano y degradante.

Algunas mujeres y niñas, antes de enfrentarse a ser obligadas a seguir con un embarazo, intentan suicidarse. En ocasiones toman otras medidas desesperadas e intentan practicarse un aborto a sí mismas. Es así como cientos de abortos ilegales e inseguros ocurren cada día, y mujeres y niñas sufren serias consecuencias, que incluso llegan a significar la pérdida de su vida.

En la región más desigual del mundo, estas medidas desesperadas afectan principalmente la vida de las mujeres y niñas que viven en la pobreza; ¿es que sus derechos humanos no merecen igual protección ante la ley?

Algunos lugares de América Latina y el Caribe han reconocido las graves violaciones de derechos humanos que resultan cuando el acceso al aborto seguro y legal se prohíbe o se restringe. A pesar de estos avances, la triste realidad en la región es que todavía existen leyes que castigan el aborto, y aunque en la mayoría de los países está permitido en ciertas circunstancias, con frecuencia esta legislación no se cumple en la práctica lo que conlleva graves consecuencias para mujeres y niñas. Las guías para el personal médico son en la mayoría de los casos inexistentes, poco claras o no se distribuyen, lo que lleva a utilizar el sistema judicial innecesariamente dejando mujeres y niñas embarazadas sin la posibilidad de ejercer sus derechos.

Los Estados además no dan prioridad a su propia legislación o a asegurar educación y difusión de los derechos de las mujeres y niñas en materia de salud sexual y reproductiva.

Miles de activistas de todo el mundo se encuentran el día de hoy expresando su indignación frente a estas injusticias y exigiendo “Educación sexual para decidir, anticonceptivos para no abortar y aborto legal para no morir”.

Los gobiernos deben cumplir con sus obligaciones internacionales y tomar medidas que garanticen el acceso de mujeres y niñas a sus derechos, despenalizando el aborto y promoviendo planes de educación sexual y acceso a servicios e información de planificación familiar para todos y todas, haciendo realidad que todas las mujeres decidan de manera libre e informada sobre cuándo desean tener hijos e hijas y cuántos, sin coacción o discriminación.

Información adicional

Los Estados de la región tienen el deber y la obligación de respetar y promover los derechos de las mujeres y niñas a la vida, a la integridad física; incluyendo protección contra todo tipo de violencia, a la salud, a la educación, a la información y a la no discriminación; conforme está establecido en los instrumentos internacionales y regionales de derechos humanos, en especial la Convención Interamericana para Prevenir, Sancionar y Erradicar la Violencia contra la Mujer (Convención de Belém do Pará), la Convención Americana sobre Derechos Humanos y su Protocolo Adicional sobre Derechos Económicos, Sociales y Culturales (Protocolo de San Salvador), y la Convención Interamericana para Prevenir y Sancionar a la Tortura.

Los Estados de la región también tienen la responsabilidad principal de proteger, reconocer y respetar a quienes toman acción para hacer efectivos los derechos humanos de las mujeres y niñas que se encuentran en la situación descrita anteriormente. Sus acciones son legítimas y en muchos casos fundamentales para quienes están apoyando. En este sentido, defensores y defensoras de derechos humanos deben gozar efectivamente de la posibilidad de hacer su trabajo sin temor a represalias, tal como lo afirma la Declaración de las Naciones Unidas sobre Defensores de Derechos Humanos y se ha dicho repetidas veces en el Sistema Interamericano de Derechos Humanos.

Acción de Amnistía Internacional- Chile

Activistas de Amnistía Internacional- Chile, en el contexto del Día por la Despenalización del Aborto en América Latina y el Caribe, estarán presentes con un stand informativo en el centro de Santiago.

Día: Miércoles 28 de septiembre

Hora: Desde 11:00 horas a 13:00 horas

Lugar: Plaza de Armas