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sábado, 29 de maio de 2010

Luiz Marenco

Cheguei agora do show do Luiz Marenco e minha alma, por isso, se encontra leve e feliz...

Pra o Meu Consumo
Luiz Marenco
Composição: Letra: Gujo Teixeira Música: Luiz Marenco
Têm coisas que tem seu valor
Avaliado em quilates, em cifras e fins
E outras não têm o apreço
Nem pagam o preço que valem pra mim
Tenho uma velha saudade
Que levo comigo por ser companheira
E que aos olhos dos outros
Parecem desgostos por ser tão caseira
Não deixo as coisas que eu gosto
Perdidas aos olhos de quem procurar
Mas olho o mundo na volta
Achando outra coisa que eu possa gostar
Tenho amigos que o tempo
Por ser indelével, jamais separou
E ao mesmo tempo revejo
As marcas de ausência que ele me deixou..
Carrego nas costas meu mundo
E junto umas coisas que me fazem bem
Fazendo da minha janela
Imenso horizonte, como me convém
Daz vozes dos outros eu levo a palavra
Dos sonhos dos outros eu tiro a razão
Dos olhos dos outros eu vejo os meus erros
Das tantas saudades eu guardo a paixão
Sempre que eu quero, revejo meus dias
E as coisas que eu posso, eu mudo ou arrumo
Mas deixo bem quietas as boas lembranças
Vidinha que é minha, só pra o meu consumo...

Ressábios
Luiz Marenco
Composição: Gujo Teixeira / Luiz Marenco
Qualquer dia desses vou sentar a sombra
De um tarumã copado que eu mesmo plantei
Repensar a vida cuidar meus ressábios
E fazer com gosto as coisas que eu sei
Vou mandar embora tudo o que não serve
E largar pro campo os de lombo judiado
Vou bater as brasas e apertar o mate
Só pra ver de longe quem tá do meu lado
Quero ver se o tempo se acomoda um pouco
Porque falta um tempo pra eu chegar no fim
Só cuido da vida e mesmo assim me perco
O que dirão os outros que falam de mim
Quem sabe de mim sou eu mesmo e basta
Não bebo da água onde uns lavam a alma
Nem espero as sobras pra matar minha fome
Porque faço tudo do meu jeito em calma
Pra quem é amigo eu alcanço um mate
Pra quem não é desses eu sirvo também
Uns com jujos n'água pra matar a sede
Outros bem amargo como me convém
Qualquer dia desses ainda me dou conta
Que ando cansando meu pingo do andar
Porque sei que a estrada só se faz de rumos
E quem sabe dele não vai nos contar
Quero ver se o tempo se acomoda um pouco
Porque falta um tempo pra eu chegar no fim
Só cuido da vida e mesmo assim me perco
O que dirão os outros que falam de mim
Quem sabe de mim sou eu mesmo e basta
Não bebo da água onde uns lavam a alma
Nem espero as sobras pra matar minha fome
Porque faço tudo do meu jeito em calma
Porque faço tudo do meu jeito em calma

4 comentários:

Boris disse...

Este é um q da pra chamar de poeta esculpido a facão, mas ficou bem bueno.
Além de escrever sabe declamar, cada música parece uma declamação. Chego a me arrepiar.
Eu já tive uma experiência diferente estes dias.
Assisti um show do Pouca Vogal.... bah... os caras são como pintores, não só por tocarem muito, mas pela beleza como o fazem. Tu se sente totalmente envolvido pela atmosfera do show.
Recomendo!!!

Leti Abreu disse...

Eu não conheço o Pouca Vogal, mas vou prestar atenção se aparecer por perto. Já o Marenco, eu não posso deixar de dar o crédito ao Gujo Teixeira, porque as letras, ou seja, a poesia é dela, mas claro que ficam ainda mais magníficas com a voz do Marenco, que parecem que vem lá do fundo d'alma. O show foi magnífico, também cheguei a me arrepiar; fora de que depois conseguimos ir no camarim e fomos muito bem recebidos, todos simpatississímos, em especial o Marenco que parece te tratar como um amigo conhecido. Amei tudo, ainda mais.

Cecília de Assis Brasil disse...

O Gujo, além de ser, no meu entender, o maior poeta da atualidade, é um ser humano incrível, uma pessoa simples, simpática, quem o conhece como eu, sabe que o que digo é verdadeiro. Tenho o orgulho de dizer que são longos tempos de amizade, quando o conheci não era famoso, era apenas um guri inteligente e desde então, apesar de todo o seu sucesso, jamais percebi uma única mudança em seu comportamento, este jeitinho simples e encantador que percebe em suas poesias,por ser merecedor tem uma companheira maravilhosa e duas filhas lindas. O Marenco, um grande compositor, é seu parceiro e amigo desde os tempos de faculdade, eis a explicação para transmitir com tanta maestria todo o significado dos versos do Gujo. Aos dois o meu abraço!

Leti Abreu disse...

Prezada Cecília!
Primeiro, obrigada por visitar e comentar o blog.
Depois, realmente, Gujo e Marenco formam uma dupla incomparável em música, poesia, harmonia e carisma.